Melhor Gasolina à venda em Portugal - Página 7
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Título: Melhor Gasolina à venda em Portugal

  1. #181
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    May 2017
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    Por Defeito

    Boa Tarde a todos

    A respeito do melhor ou do pior combustível, leiam estes dois artigos

    "O Dinheiro Vivo entrevistou um académico a respeito das vantagens e desvantagens de usar combustíveis simples nos veículos, ou seja, sem aditivos. Estes passam, a partir de amanhã, a ter também que estar disponíveis em todos os postos de abastecimento do país.

    Antes só eram encontrados, nas bombas low cost, que operam junto dos super e hipermercados. Nas bombas ditas normais, todos os combustíveis vendidos eram aditivados. Manuel Gameiro, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra, dá-nos a sua opinião independente e fundamentada. Que diferenças há entre os combustíveis simples, até hoje só vendidos nas bombas low cost, e os aditivados vendidos nas bombas normais? As diferenças são ao nível da quantidade e da qualidade dos aditivos usados na sua formulação. Os combustíveis low-cost não contêm os aditivos classificados como melhoradores de desempenho. Há realmente vantagens em utilizar combustíveis aditivados e quais? Os aditivos usados nos combustíveis são desenvolvidos com os seguintes objetivos gerais: reduzir os níveis das emissões poluentes resultantes do processo de combustão nos motores dos veículos; aumentar a potência específica dos motores, diminuir os consumos de combustível, aumentar os intervalos de manutenção, melhorar a fiabilidade dos motores. De uma forma não exaustiva, podemos considerar os seguintes tipos de aditivos: controladores dos depósitos de partículas, melhoradores de cetano, modificadores de fricção, melhoradores de lubricidade, inibidores de corrosão, aditivos antiespuma, inibidores de emulsão, e catalisadores com origem no combustível para os filtros de partículas. Usam-se aditivos nos combustíveis desde praticamente os primórdios da indústria automóvel, tendo os primeiros sido introduzidos para evitar os chamados problemas de autodetonação cerca de 1920. Ao longo da história da indústria automóvel a aditivação dos combustíveis foi respondendo aos novos desafios decorrentes da introdução de novas tecnologias. Há um enorme esforço de investigação no sentido de desenvolver combustíveis e aditivos que permitam responder aos desafios colocados pela legislação internacional em termos de emissão de poluentes e de eficiência energética, que se tem tornado sucessivamente mais exigente. Tenho sérias dúvidas que os veículos de hoje funcionem convenientemente com os combustíveis de ontem. A minha opinião é que sim, há vantagens em usar os aditivos. Do ponto de vista do custo/benefício justifica-se o seu uso? A evolução recente dos motores, nomeadamente com os sistemas “common-rail” nos veículos a gasóleo e os sistemas de injeção direta nos veículos a gasolina, implicou que as pressões e temperaturas nos sistemas de injeção tenham subido muito. Assim, as condições de operacionalidade tornaram-se muito mais exigentes e passou a haver uma maior necessidade de garantir as tolerâncias dimensionais entre os vários componentes mecânicos. Por exemplo, como os furos dos injetores têm agora diâmetros muito pequenos, da ordem de 0,1 mm, e a as pressões a montante dos mesmos são extremamente elevadas, no caso de não serem usados os aditivos de performance, esses furos vão ser sujeitos ao longo do tempo um processo de deposição de partículas que provoca o seu entupimento parcial, o que tem como consequência a perda de potência do motor e o aumento do consumo de combustível. Este é um processo que, como referi, corresponde a uma acumulação ao longo do tempo, não é uma degradação instantânea. Podemos estabelecer uma analogia com o efeito das dietas alimentares nas pessoas. Não é uma refeição só que altera significativamente, por exemplo, o nível de colesterol no sangue, mas sim o efeito acumulado de uma alimentação pouco adequada ao longo do tempo. Os aditivos controladores de depósitos funcionam quer como um método preventivo, quer como o medicamento, pois têm capacidade para evitar a deposição e promover a remoção das partículas no interior dos orifícios dos injetores. Para além deste efeito particular que referi há outras situações a considerar como, por exemplo, a prevenção do aparecimento de depósitos carbonosos no interior da câmara de combustão e nas válvulas. No caso dos modificadores de fricção, há uma diminuição dos atritos internos do motor, com a consequente redução dos consumos. O uso de combustíveis simples (sem aditivos) pode representar riscos para os veículos ou o seu desempenho? Principalmente nos motores mais modernos e mais evoluídos, em que o controlo eletrónico é mais sensível, usar combustíveis não aditivados pode significar uma degradação mais rápida do desempenho do motor e a incorrência em maiores custos de manutenção ao longo da vida do veículo. Num carro em que sempre foi usado combustível aditivado, a mudança para combustível simples pode prejudicar o veículo? Penso que a resposta já foi, de alguma forma, dada anteriormente. Não quer dizer que o veículo tenha imediatamente uma doença grave, mas vai ficando menos saudável mais rapidamente. Está de acordo com a nova legislação que obriga todos os postos de abastecimento a venderem combustíveis simples? Usando a mesma analogia que referi, parece-me que esta lei que foi recentemente publicada teria o equivalente, por exemplo, na obrigatoriedade de todos os restaurantes passarem a ter que servir “fast-food”. Na análise dos custos da utilização de um veículo, o preço unitário do litro de combustível não pode ser a única variável a ter em conta. E, na minha leitura da legislação, não vislumbrei uma explicação técnica ou uma análise económica cuidada que suporte o seu conteúdo, para além do facto de um combustível não aditivado poder vir a ser mais barato do que um aditivado. Receio que este nivelamento por baixo, em termos da qualidade do combustível, que no fundo significa um alheamento relativamente às vantagens do desenvolvimento tecnológico, venha ainda a ter, como consequência, um retrocesso em termos do cumprimento das metas ambientais a que o País está vinculado."


    "A Galp Energia tomou conhecimento através da imprensa de um estudo comparativo efetuado pela Deco a gasóleos com e sem aditivos. A Galp Energia nota que os resultados em termos de consumo mostram que os gasóleos da Galp Energia analisados permitem poupanças efetivas de combustível o que, objetivamente, confirma que os combustíveis não são todos iguais.
    A maior parte dos combustíveis comercializados em Portugal sai das refinarias da Galp Energia. Não há diferenças entre os combustíveis comercializados pela Galp Energia e os que lhe são comprados por outras entidades para comercialização, os quais cumprem as especificações mínimas. Contudo, antes de chegarem ao cliente final, os combustíveis passam por circuitos e processos diferentes e é aqui que as principais petrolíferas fazem toda a diferença, uma vez que os combustíveis que comercializam passam por processos avançados de aditivação, os quais são sujeitos a um rigoroso controlo de qualidade.
    Os combustíveis aditivados comercializados pelas empresas petrolíferas, em Portugal como em todo o mundo, são analisados e recomendados pelos construtores de automóveis e pelas empresas petrolíferas que, enquanto compradoras dos referidos aditivos, são as primeiras interessadas no rigor dos estudos efetuados em laboratórios especialmente credenciados nestas matérias.
    Os resultados destes testes exaustivos são bastante mais favoráveis do que os que foram encontrados pela Deco, não apenas em termos de poupança de combustível como de proteção e manutenção dos motores, de redução de emissões poluentes e outras.
    A título de exemplo, um fator que influencia negativamente os resultados do estudo da Deco é a idade dos automóveis utilizados. Dado que os benefícios da utilização dos combustíveis aditivados aumentam com a idade do veículo, um estudo efetuado com motores novos, como foi o caso do estudo da Deco, naturalmente resultará em benefícios inferiores aos que se verificam para um automóvel cuja idade corresponda à média do parque automóvel português.
    Para uma explicação mais completa sobre os motivos pelos quais as principais petrolíferas recorrem à aditivação dos combustíveis que comercializam, consulte a informação publicada pela APETRO sobre o assunto.
    http://www.apetro.pt/index.php?optio...vel+de+momento.
    "


  2. #182
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    Por Defeito

    Podias ter colocado o texto de uma forma mais legível

  3. #183
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    A melhor gasolina é aquela mais barata, pura, com menos aditivos no lugar do produto verdadeiro, ou não?

    Afinal os motores trabalham a gasolina ou a aditivos?

  4. #184
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    Citação Originalmente Colocado por rca33 Ver Post
    A melhor gasolina é aquela mais barata, pura, com menos aditivos no lugar do produto verdadeiro, ou não?

    Afinal os motores trabalham a gasolina ou a aditivos?
    Há aditivos no combustivel desde o inicio do século passado. Não há combustivel sem a sua colocação.

  5. #185
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    Citação Originalmente Colocado por ESPRIT Ver Post
    Há aditivos no combustivel desde o inicio do século passado. Não há combustivel sem a sua colocação.
    Viva,

    Acho que percebeste que eu estava a brincar com o tema.

    Apesar de estar longe de ser algum entendido na matéria, sei que não dá para virar o barril de petróleo directo para o depósito do carro.

    Os restantes pormenores desconheço, especialmente quando chega à fase final e da diferença entre aditivos premium vs low-cost.

    Mas nessa fase também parece existir um mix de trade secret com magia negra, não ficando muito claro para o consumidor da real dimensão do que estamos a falar.

    Aliás, se isso ficasse bem claro, a discussão de ser melhor ou de valer a pena nem faria grande sentido.

  6. #186
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    Citação Originalmente Colocado por rca33 Ver Post
    Viva,

    Acho que percebeste que eu estava a brincar com o tema.

    Apesar de estar longe de ser algum entendido na matéria, sei que não dá para virar o barril de petróleo directo para o depósito do carro.

    Os restantes pormenores desconheço, especialmente quando chega à fase final e da diferença entre aditivos premium vs low-cost.

    Mas nessa fase também parece existir um mix de trade secret com magia negra, não ficando muito claro para o consumidor da real dimensão do que estamos a falar.

    Aliás, se isso ficasse bem claro, a discussão de ser melhor ou de valer a pena nem faria grande sentido.

    Encaro sempre isto como comprar outra coisa qualquer que passa de um produto base ao qual são acrescentados "pontos" que podem aumentar a sua oferta de valor para o cliente, como uma camisa em que podes pagar mais caros por um material melhor, padrao diferente, botoes de punho, marca, etc... Que fica melhor fica, pode é não ser interessante para todos.

  7. #187
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    Citação Originalmente Colocado por ESPRIT Ver Post
    Encaro sempre isto como comprar outra coisa qualquer que passa de um produto base ao qual são acrescentados "pontos" que podem aumentar a sua oferta de valor para o cliente, como uma camisa em que podes pagar mais caros por um material melhor, padrao diferente, botoes de punho, marca, etc... Que fica melhor fica, pode é não ser interessante para todos.

    O problema é que não sabes o que estás a pagar exactamente.

    Chegas à bomba e tens gasolina simples e gasolina aditivada. A aditivada está 30 cêntimos mais cara por litro, como é que podes escolher se não sabes que aditivos tem e se te interessam?

  8. #188
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    Citação Originalmente Colocado por Obtuso Ver Post
    O problema é que não sabes o que estás a pagar exactamente.

    Chegas à bomba e tens gasolina simples e gasolina aditivada. A aditivada está 30 cêntimos mais cara por litro, como é que podes escolher se não sabes que aditivos tem e se te interessam?
    Primeiro, creio que não nenhuma 30 cent. mais cara.
    E se reparares a formula está lá.

  9. #189
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    Por Defeito

    Citação Originalmente Colocado por joaopedrosantos Ver Post
    Podias ter colocado o texto de uma forma mais legível
    Se demoraste 3 meses a ler, eu nem vou tentar.

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