Executado com tiros na cabeça e depois lançado em barragemLisa Soares/arquivo jn
Corpo de um homem de cerca de 40 anos foi descoberto na barragem de Montargil a 10 de Junho
Carlos Varela
Ocorpo de um homem com pouco mais de 40 anos e envolto em plástico foi descoberto na barragem de Montargil, estando as autoridades convictas de que foi assassinado com tiros na cabeça e lançado às águas para esconder o crime, na sequência de um ajuste de contas, soube JN.
O corpo foi descoberto no dia 10 de Junho, mas a autópsia entretanto determinada pelo Ministério Público junto do Tribunal de Ponte de Sor revelou impactos de bala na cabeça, estando o caso a ser investigado pela Polícia Judiciária de Leiria, uma vez que a zona de Montargil está dentro da área da sua competência.
O cadáver foi encontrado por pescadores que frequentavam a barragem e que descobriram a boiar nas águas aquilo que parecia ser um cadáver envolto num plástico.
Foram chamados a GNR e os bombeiros de Ponte de Sor, que retiraram o corpo das águas e, segundo um elemento que participou nas operações, o cadáver "estava dentro de uma manga em plástico e todo atado por fora". O cadáver tinha ainda uma corda ao pescoço e outra nos pés, para sustentar blocos de alvenaria e evitar que o corpo viesse à superfície, pesos que, no entanto, terão acabado por se soltar, se bem que tenham deixado vestígios em ambas as cordas. As autoridades desde logo acreditaram que se tratava de um homicídio, embora a causa da morte estivesse ainda por explicar, algo que a autópsia veio a revelar a vítima tinha sido morta com tiros na cabeça.
No entanto, o corpo ainda não está identificado, havendo apenas suspeitas que se trate de um estrangeiro, mas mais pela forma de execução do que propriamente por terem sido encontrados vestígios que levantem qualquer suspeita sobre a origem do indivíduo. No entanto, não está afastada a hipótese de se tratar de um português e as autoridades estão, para já, a estudar as tatuagens que o corpo apresenta, no peito e nos braços. Quanto ao significado dessas tatuagens, uma fonte policial não quis adiantar pormenores, uma vez que decorrem investigações.
Há, no entanto, a certeza de que se tratou de um ajuste de contas, se bem que as autoridades estejam também com uma dificuldade acrescida, é que o indivíduo já teria sido morto há pelo menos 10 dias e estava em adiantado estado de decomposição.
Como vestígios as autoridades contam ainda com a roupa que o corpo trazia envergada, umas calças de ganga escuras e uma t-shirt e ténis, além das tatuagens sabe-se apenas que se trata de um indivíduo branco. Há também a certeza de que não se trataria de alguém da área de Montargil, facto que as autoridades verificaram pelo registo de desaparecidos




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