Durante o debate quinzenal, Francisco Louçã acusou o primeiro-ministro de estar "enganado ou a enganar o Parlamento", citando um quadro do DEO, e de levar a carga fiscal a um "nível insuportável".
"O que o senhor primeiro-ministro diz no quadro que não apresentou ao Parlamento mas enviou para Bruxelas é que mesmo que aumente o PIB daqui a alguns anos, o peso dos impostos aumenta mais depressa do que o PIB, porque quanto mais se fizer mais se pagará em impostos e mesmo que haja a recuperação que anuncia, dá-nos uma certeza, que vamos pagar a maior carga fiscal de sempre, que chega a 34% do PIB subindo de 32,9", afirmou o líder bloquista.
Segundo Louçã, nos números que o Governo enviou para Bruxelas "aumenta-se a carga fiscal em 3 biliões de euros" e "atinge-se a carga máxima que Portugal nunca tinha atingido".
"O Governo mente, ludibria e engana com o aumento da carga fiscal", acusou.
Na resposta ao BE, Pedro Passos Coelho disse estar de acordo com Louçã, afirmando que o país tem "a maior carga fiscal de que há memória".