
Originalmente Colocado por
100do
O assunto que aqui trago é algo delicado. Por isso, vou revelar apenas os dados necessários, para ver se me podem ajudar.
A Joana (nome fictício) trabalha à 4 anos em regime de prestação de serviços (vulgares recibos verdes), para uma empresa.
No nosso entender, são falsos recibos verdes, pois sempre cumpriu horários como os colegas (contratados), utilizou viatura, telemóvel e instalações da empresa.
Desde o início que recebeu quase 1000€ (valor ilíquido). Supondo que 1000€ era a base, a empresa fazia a retenção de 200€ (irs) e pagava 200€ de iva (que a Joana entregava ao estado). Ficava com 800, dos quais pagava a segurança social (cerca de 160€), ficando com apenas cerca de 600€ (a base era abaixo dos 1000€).
Assim, os colegas sempre acharam que ela ganhava muito (seria apenas ignorância?) e sempre foi vista um pouco "de lado".
A empresa, sem qualquer fundamento, dizia que nesse valor, já estaria incluído o subsídio de férias e de Natal. Supostamente, teriam dividido esse valor por 12 meses.
Claro está que quem está mal muda-se, mas como nunca surgiu uma alternativa, foi-se "contentando" com o que recebia.
Recentemente, a empresa fez uma proposta no mínimo abusadora:
Continuar a receber o mesmo, mas passar recibos na ordem dos 2000€/mês, devolvendo a diferença à empresa. Para isso, a empresa passaria uma factura com o valor da diferença.
A Joana fez todas as contas, foi a um contabilista, e apesar de insistirem que estão certas, ela fica a perder dinheiro. Ou seja, ao ordenado dela ainda tem que tirar dinheiro para devolver, já para não falar nos rendimentos que teria que declarar sem os receber.
Isto levantou um mau estar na empresa, ao ponto de deixarem praticamente de lhe falar.
Entregar a carta de demissão é a solução que está à frente. A situação é insuportável, pois ainda lhe dizem que fica com um bom ordenado.
Esta é uma solução, entregar uma carta de demissão. Será obrigada, tendo em conta que está a recibos verdes?
Se ela se despedir ou mesmo que fosse despedida, nunca teria direito a subsidio de desemprego ou qualquer indeminização.
Uma 2ª hipótese é denunciar a situção. A quem?? Quais poderiam ser as vantagens/desvantagens?? É basicamente isto que ela precisa de saber e que peço que me digam, se souberem.
A quem é que ela se poderá dirigir? A um advogado?
Já ouvi situações que se arrastaram até aos tribunais, e que os empregados acabaram por receber a indeminização como se tivessem estado a contrato. Calculo que isso só seria possível se fosse a empresa a despedi-la, certo?