A nova geração de alcoólicos!?
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Título: A nova geração de alcoólicos!?

  1. #1
    Piloto de Troféu nunomplopes's Avatar
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    Eu não sou do tamanho da minha altura, sou do tamanho daquilo que vejo. Benedita/Alcobaça/Leiria.
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    Por Defeito A nova geração de alcoólicos!?


    Jovens estão a beber mais cedo bebidas cada vez mais poderosas. Às consultas começam a chegar casos de cirrose hepática nestas idades


    A O padrão de consumo de álcool mudou: nos últimos anos começaram a chegar às consultas da especialidade doentes alcoólicos na casa dos 20 a 30 anos, quando costumavam andar pelos 40 a 50 anos, referem especialistas contactados pelo PÚBLICO. Iniciações ao consumo cada vez mais precoces e ingestão de bebidas de alto teor alcoólico em pouco tempo contribuem para a antecipação do problema.
    "O doente mais tradicional era aquele que começava a beber vinho aos 12 anos e aos 40 a 50 anos adoecia", refere Célia Franco, médica responsável pelo serviço de adições do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra. "Agora começam a beber aos 14-15 anos mas consomem bebidas muito graduadas", fazendo binge drinking, um termo inglês que a Organização Mundial de Saúde descreve como a ingestão excessiva de quatro ou cinco bebidas de uma vez. Resultado? "Adoecem aos 20 a 30 anos com alterações graves do comportamento, agressividade e com doenças psicóticas", resume a médica.
    O vinho perdeu popularidade nestas faixas etárias, face à cerveja e a bebidas destiladas como a vodka, o uísque ou os shots (pequenas bebidas com alto teor alcoólico que se bebem de um golo). São hábitos de consumo cujo objectivo é "a alteração de consciência", explica Célia Franco. "Adoecem mais rapidamente porque as quantidades ingeridas em pouco tempo são maiores e os danos mais graves", acrescenta.
    Sair à noite é igual a beber
    Rui Tato Marinho, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado, fala de casos de cirrose hepática aos 30 anos, "alcoólicos puros" que bebem uma garrafa de uísque por noite. Está provado que o risco de dependência aumenta quase 50 por cento se as bebedeiras começarem aos 13 anos, alerta.
    "Não tem graça sair sem beber", ouve a médica Fátima Ismail da boca de alguns jovens. "Se eu não beber sou o único que está sério. Fico à parte do grupo." A coordenadora da consulta de alcoologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, fala de alcoolizações aos 12 e 13 anos - "a partir dos 25 a 27 anos já há pessoas na consulta". Estes jovens alcoólicos chegam-lhe com "alterações de comportamento, pânico, convulsões, quadros depressivos". Em comum têm o facto de surgirem "sem profissões estáveis, sem família constituída".
    Fátima Ismail teme que o número de doentes alcoólicos continue a aumentar, porque "as gerações mais novas bebem mais que as gerações anteriores" e esse consumo é muitas vezes a porta de entrada para a mistura com o haxixe ou outras substâncias psicotrópicas. Por outro lado, "há uma tendência para aumentar nas mulheres", que não toleram tanto o álcool, nota a médica. "Com menos quantidades de álcool atingem alcoolemias mais elevadas" e os efeitos tóxicos são mais graves.
    Morte aos 29 anos
    Laura Leça, directora do Centro Regional de Alcoologia do Norte, conta que os jovens que os procuram a pedir a ajuda chegam por regra "quando a situação já está avançada". A médica - que recebe muitos na casa dos 20 e assistiu mesmo a um caso de morte por cirrose hepática aos 29 anos - alerta para consumos cada vez mais precoces, "em que as próprias famílias não resistem à pressão de pré-adolescentes que já insistem em ter as suas festas fora de casa".
    O diagnóstico está traçado, mas a sociedade não parece estar alertada para o problema, concordam os especialistas. "Os pais têm que ser alertados", sublinha Célia Franco, apontando para "a permissividade com que os pais deixam sair os filhos e embriagarem-se".
    A médica diz que está provado que o aumento do preço das bebidas e da idade mínima legal são eficazes na diminuição do consumo e lembra que, legalmente, a venda de álcool é proibida a menores de 16 anos, mas "não há qualquer controlo na venda em supermercados", por exemplo.
    Laura Leça diz mesmo que é urgente subir a idade mínima dos 16 para os 18 anos, notando que naquelas idades "não há maturidade do fígado para metabolizar o álcool". E lembra o tempo que se demorou a tomar medidas contra o tabaco, quando a evidência científica há muito alertava para os riscos para a saúde.
    Bebidas verdes
    Vodka com chá verde, licor com frutas antioxidantes, cerveja que mistura água natural, guaraná e extracto de açafrão, ou enriquecida com vitamina B (supostamente destinada a impedir a ressaca) ou com sais minerais, embalagens 100 por cento recicláveis e rótulos de papel de comércio justo. As estratégias de marketing de bebidas alcoólicas estão em constante mudança e têm um objectivo primordial: associarem--se a estilos de vida saudáveis e preocupações ambientais, diz o European Centre for Monitoring Alcohol Marketing (EUCAM), um centro de monitorização com sede na Holanda, num dos seus últimos relatórios deste ano.
    Bebidas rosa
    Cerveja rosé ou com sabor a maçã, limão, lima e framboesa, garrafas mais pequenas, packs com cinco a dez em vez de seis ou 12, marcas que criam embalagens com uma pequena pega que imita uma malinha de mão de senhora. São algumas das novidades nesta área que pretendem apelar ao sexo feminino, diz o EUCAM. A ideia destas campanhas, assumem os anunciantes, é, no caso da cerveja, despi-la das ideias que a tornam menos atractiva para as mulheres: o cheiro, o sabor e a ideia de que engorda. Os anúncios saem em revistas femininas; parte dos lucros reverte para campanhas como as de rastreio do cancro da mama.
    Bebidas com energia
    As bebidas energéticas (normalmente com cafeína) tiveram o seu boom na década de 1990. A sua mistura com álcool nos últimos anos fez nascer novas marcas de bebidas energéticas alcoólicas, em que se misturam, por exemplo, com vodka e lima. O EUCAM realça o perigo de o efeito estimulante destas bebidas camuflar o nível de intoxicação pelo álcool. A publicidade está centrada na Internet e estas bebidas são muitas vezes oferecidas em festas e outros eventos; as embalagens são coloridas e os preços baixos. A mensagem veiculada centra-se no facto de, supostamente, ajudarem os jovens a ficar acordados e activos toda a noite. C.G.
    a Há algumas décadas havia uma clara distinção entre hábitos de consumo de álcool nos países do Norte e do Sul da Europa: nos primeiros bebia-se sobretudo ao fim-de-semana e em grandes quantidades; nos países mediterrânicos, o consumo era mais centrado no vinho e era feito socialmente às refeições.
    Hoje, entre os jovens, estas diferenças já quase não se notam, explica ao PÚBLICO Ruth Ruiz, membro da European Alcohol Policy Alliance (Eurocare), que junta cerca de 50 organizações não governamentais e associações em 20 países europeus com projectos na área da prevenção do consumo de álcool.
    Hoje pode falar-se daquilo que Ruth Ruiz designa como "uma globalização das tendências na bebida". Os jovens bebem da mesma forma na Dinamarca e no Reino Unido, em Espanha ou na Itália. A primeira experiência com o álcool acontece, em média, aos 12,5 anos, e a primeira embriaguez aos 14, refere. A cerveja é a bebida mais consumida, seguida das espirituosas e das alcopops (bebidas alcoólicas açucaradas, com sabor a fruta e com uma percentagem de álcool que pode variar entre os quatro e seis por cento). Só depois vem o vinho.
    "Os alcopops são uma forma de iniciação à bebida, os sabores são doces", o que resulta mais nas raparigas, que estão a beber cada vez mais. "O consumo de álcool nos rapazes é alto mas está mais estável do que nas raparigas, onde era baixo e está a subir mais", refere Ruth Ruiz.
    O patrocínio de eventos musicais e desportivos também ajuda a passar "uma imagem positiva, glamorosa e divertida do álcool", alerta a responsável. Por outro lado, muita da regulamentação em torno da publicidade ao álcool dirigida a menores está centrada nos media tradicionais, nomeadamente a televisão, quando para este público as empresas de bebidas usam cada vez mais "os novos media", como a Internet.
    As bebidas consumidas têm altos teores de álcool, o que significa que "há pessoas mais novas a buscar tratamento". No Reino Unido - tal como em Portugal - há relatos de médicos que encontram jovens com cirrose na casa dos 30 anos, quando isso acontecia por volta dos 40-45 anos.
    Receitas para resolver o problema? Está provado que o aumento do preço das bebidas, especialmente nestas idades, é dos meios mais eficazes para diminuir o consumo, até porque se constata que, em comparação com 1980, o álcool custa hoje menos 69 por cento tendo em conta diferentes indicadores de custo de vida comparativos. "A existência de uma idade legal mínima de consumo também é importante mas tem que ser imposta", com fiscalizações às lojas para se ter a certeza de que não vendem a menores, refere. C.G.
    a Oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um minuto para a meia-
    -noite. É hora de festejar. Francisco tem oficialmente 16 anos e diz, de charuto na boca, que "agora vai mudar tudo". A partir de agora ele "vai poder beber, legalmente", e "vai poder entrar nas discotecas, legalmente", completam os quatro amigos que o acompanham nos charutos e no festejo simultâneo do aniversário e do fim das aulas, quinta-feira à noite, em Lisboa.
    Não que a idade mínima legal tenha até agora sido um impedimento para os quatro amigos, enfatizam com ar orgulhoso, no meio de um aglomerado de jovens que quase invadem a estrada, em frente ao café Boticas, nas ruas do bairro de Santos.
    Para comprar bebidas é só ir ao supermercado ou a um café. Sai barato e nunca lhes perguntam a idade, quer quando compram "litrosas" (garrafas de cerveja de litro) ou bebidas como aquela garrafa de moscatel que vão bebericando entre baforadas. Afinal, eles consideram-se "rapazes ajuizados". Um deles conta mesmo que apanhou "a primeira bebedeira dois meses antes de fazer 16 anos".
    É preciso ter connects
    Bernardo foi mais precoce, embebedou-se aos 12 anos, "mas foi diferente porque estava com o meu pai", que trabalha com vinhos, é engenheiro agrónomo. Estudantes de colégios privados, no topo dos rankings, gabam-se das bebedeiras como das médias nas escolas - 15, 16, 17 valores - e falam das suas supostas capacidades académicas superiores. "Eu tenho uma capacidade de oratória superior à média", "quero ir para medicina, vou ser um oncologista do caraças", "eu vou ser primeiro-ministro".
    Bernardo tem 15 anos e entra sem problemas em discotecas. Às vezes, dependendo dos sítios, é um pouco mais complicado, mas há sempre formas de dar a volta. O que é preciso "é ter connects". Cunhas? "Não, connects", reforça o adolescente.
    "No Garage [discoteca] só me deixavam entrar porque tenho grande influência lá dentro", diz. Depois, "somos sociais, conhecemos pessoas", falando neste caso de raparigas, outra forma de entrar em discotecas abaixo da idade mínima legal. "Nunca me pedem o Bilhete de Identidade se entrar com meninas."
    As raparigas, essas sim, podem entrar em discotecas "com dez anos", com os saltos altos e a maquilhagem que, à noite, as envelhecem uns anos. Um dos jovens, Martim, diz que ficou revoltado quando soube que "a Miss ABS [discoteca] tinha 14 anos". "Eu não admito. A idade legal são os 16 anos. Aos 15 anos chegaram a não me deixar entrar porque não tinha contactos. Elas entram e são privilegiadas", junta Martim.
    Nuno, nome fictício, também tem opinião a dar sobre o tema. Com uma idade "por volta dos 16 anos", pensa que "a cultura portuguesa" leva os jovens ao álcool "muito cedo". Como é rapaz "é natural", mas há limites. Já "às raparigas que bebem de mais fica-lhes
    mal", incorrem num "acto de labreguice".
    "As raparigas têm tanto direito de se divertirem como os rapazes", reivindica Madalena, adolescente de 16 anos da Escola Secundária Maria Amália, em Lisboa. E, reconhece, cabelo louro escorrido e ar garoto, é tudo mais fácil para elas.
    Começou a ir a discotecas aos 13, 14 anos. "Nunca me pediram o Bilhete de Identidade". Para os porteiros, diz, o critério de entrada, mais do que a idade, passa por estar bem vestida, ter bom aspecto. "A malta mais pequena", como se refere aos jovens com 12 anos, também entra, mas só "se conhecerem pessoal ou se tiverem guest [o nome na lista de convidados]". Madalena não acha mal. Para "a malta pequena, não há idade para a pessoa se começar a divertir".
    O vinho está a perder popularidade nas faixas etárias mais jovens, face à cerveja e a bebidas destiladas como a vodka, o uísque ou os shots. São hábitos de consumo cujo objectivo primordial é "a alteração de consciência", segundo uma médica especialista.
    12,5
    Na Europa, a primeira experiência com álcool dá-se, em média, aos 12,5 anos. A primeira embriaguez acontece aos 14


    Fonte:
    http://jornal.publico.clix.pt/


    Já cometi os meus excessos na minha juventude, mas alterei e este meu comportamento e modo de estar na vida, e sou um consumidor muito moderado. E vocês o que acham disto?


  2. #2
    air
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    Por Defeito

    É a mudança, eu em relação aos meus amigos até comecei tarde.. 15/16 anos comecei a beber uma cerveja ou outra. Claro que naquela altura 3 finos já era uma dose jeitosa

    Passei pela fase dos shots, mas foi rápida pois não faz o meu estilo.

    Na universidade era cerve principalmente.

    Agora ando numa de beber bom vinho

  3. #3
    GJP
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    na 6a tava eu a chegar ao escritório, tava pessoal a sair da discoteca... eram 8.30 da manha tavam cá com 1 moca

  4. #4
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    Na Europa, a primeira experiência com álcool dá-se, em média, aos 12,5 anos. A primeira embriaguez acontece aos 14

    Comecei tarde... lol... a não ser que beber um cálice ou meio cálice de vinho do porto, ou um bocado de champanhe nas festas de anos, seja considerado "uma experiência com álcool", lol

  5. #5
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    Nunca percebi essa coisa do beber até cair.

  6. #6
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    Citação Originalmente Colocado por Karma Ver Post
    Nunca percebi essa coisa do beber até cair.
    Também não! Acho que nunca cheguei a esse ponto. Normalmente quando estava já meio alegre parava.

    E como disse, agora sabe bem é beber 2 ou 3 copos de vinho bom a acompanhar um bom jantar

    Quando é que começarei a gostar de um digestivo? Por enquanto ainda acho muito forte..

  7. #7
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    Fui o que comecei mais tarde e mesmo assim não gosto de beber álcool, bebo por causa dos consumos mínimos dos bares.

    Às portas dos 16 anos foi quando bebi "a sério" pela primeira vez, na festa dum amigo, um Malibu Laranja 3€ consumo mínimo feito, não bebi mais nada. Nunca fiquei embriagado nem tenciono ficar, quando saio tb só bebo álcool por causa do consumo e sempre bebidas fracas.

    EDIT: O que não dispenso mesmo é um bom café!
    Última edição por Gmigas : 21-12-08 às 12:08:06

  8. #8
    Banido Excalibur's Avatar
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    Citação Originalmente Colocado por nunomplopes Ver Post
    A nova geração de alcoólicos!?

    Jovens estão a beber mais cedo bebidas cada vez mais poderosas. Às consultas começam a chegar casos de cirrose hepática nestas idades


    A O padrão de consumo de álcool mudou: nos últimos anos começaram a chegar às consultas da especialidade doentes alcoólicos na casa dos 20 a 30 anos, quando costumavam andar pelos 40 a 50 anos, referem especialistas contactados pelo PÚBLICO. Iniciações ao consumo cada vez mais precoces e ingestão de bebidas de alto teor alcoólico em pouco tempo contribuem para a antecipação do problema.
    "O doente mais tradicional era aquele que começava a beber vinho aos 12 anos e aos 40 a 50 anos adoecia", refere Célia Franco, médica responsável pelo serviço de adições do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra. "Agora começam a beber aos 14-15 anos mas consomem bebidas muito graduadas", fazendo binge drinking, um termo inglês que a Organização Mundial de Saúde descreve como a ingestão excessiva de quatro ou cinco bebidas de uma vez. Resultado? "Adoecem aos 20 a 30 anos com alterações graves do comportamento, agressividade e com doenças psicóticas", resume a médica.
    O vinho perdeu popularidade nestas faixas etárias, face à cerveja e a bebidas destiladas como a vodka, o uísque ou os shots (pequenas bebidas com alto teor alcoólico que se bebem de um golo). São hábitos de consumo cujo objectivo é "a alteração de consciência", explica Célia Franco. "Adoecem mais rapidamente porque as quantidades ingeridas em pouco tempo são maiores e os danos mais graves", acrescenta.
    Sair à noite é igual a beber

    .../...


    Já cometi os meus excessos na minha juventude, mas alterei e este meu comportamento e modo de estar na vida, e sou um consumidor muito moderado. E vocês o que acham disto?

    Curioso, estive para voltar a colocar este assunto aqui esta semana, já que no antigo forum se debateu a temática, mas pelos vistos não fui o único a pensar no mesmo .




    Tal como referenciei na altura, hoje bebe-se porque é uma forma de afirmação, muito, depressa e para ficar bebado e "out".

    As bebidas são principalmente os refrigerantes com alcóol, vodkas, gin, shots, e cocktails é mais atractivo e com mais poder de "derrube", o que interessa não é o convivio e beber uns copos, o que interessa é ficar bem e depressa, desinibir e libertar, por vezes leva a exageros que cujos indicios, e habito, nem são interpretados por quem os pratica.

    Eu comecei a beber muito tarde sózinho (socialmente com amigos), com cerca de 16~17, antes disso uns pequenos copos de vinho, e uma ou outra cerveja , e quase sempre em festas de familia.

    Depois dos 18 anos, apanhei as minhas "grossuras" uma com Jonhhie Walker rótulo preto e outra com Vinho espirituoso e Vinho do Porto - o que equivaleu a durante anos nem poder cheirar o aroma deste tipo de bebebidas - fiquei contente variadissimas vezes mas sem ser o que se pode considerar "grosso", aprendi talvez da pior forma que grosso à séria é uma tremeneda "dôr de cabeça" e não somente na verdadeira acepção da expressão.

    Sou um bom apreciador de cerveja, e comecei a saber ser apreciador de um bom vinho, nunca previligiei a quantidade em detrimento da qualidade, e hoje cada vez mais.

    Por isso este rumo do pessoal jovem deixa-me apreensivo, e o reflexo até se pode ver nas queimas, nas festas de recepção do caloiro, etc, etc.

    Não sei mas o figado é deles ...

  9. #9
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    PT sempre se bebeu muito.
    Umas gerações atrás as sopas de cavalo cansado ou pagamento de trabalho onde se incluia o vinho era mais que normal.
    Começar a beber cedo, seria natural.
    No entanto as bebidas andavam no vinho, cerveja e aguardente.

    Pessoalmente só aos 15 comecei a beber uns canecos, por norma cerveja (muita), de lés a lés uns shots, mas por norma cerveja, isto já mais perto dos 18, que até lá as saídas era mais controladas.

    Agora, basta passar no Cais de Sodré, Santos ou nas Janelas Verdes e é ver a quantidade de miudos (muitos que ainda andaram no preparatório), ja completamente entornados...
    Mas se o pai não deixa sair é careta, e por isso deixem-nos ir...

  10. #10
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    Citação Originalmente Colocado por Valium Ver Post
    PT sempre se bebeu muito.
    Umas gerações atrás as sopas de cavalo cansado ou pagamento de trabalho onde se incluia o vinho era mais que normal.
    Começar a beber cedo, seria natural.
    No entanto as bebidas andavam no vinho, cerveja e aguardente.

    Pessoalmente só aos 15 comecei a beber uns canecos, por norma cerveja (muita), de lés a lés uns shots, mas por norma cerveja, isto já mais perto dos 18, que até lá as saídas era mais controladas.

    Agora, basta passar no Cais de Sodré, Santos ou nas Janelas Verdes e é ver a quantidade de miudos (muitos que ainda andaram no preparatório), ja completamente entornados...
    Mas se o pai não deixa sair é careta, e por isso deixem-nos ir...
    O problema não são os pais mas sim os filhos, só se embebeda quem quer.

  11. #11
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    Citação Originalmente Colocado por Karma Ver Post
    O problema não são os pais mas sim os filhos, só se embebeda quem quer.
    Isso é obvio...
    Acho que se os filhos não conseguem controlar, se calhar cabe aos pais fazer esse controle.
    Os meus pais sempre que vinha a cheirar mais a alcool, tinha interrogatório certo, no entanto era cheirar mais, nunca cheguei de rastos...

  12. #12
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    Não sei se são alcoolicos, a maioria bebe não por gostar de beber mas por força de um hábito e do atingir um estado que faz as pessoas ficar mais extrovertidas.
    O que me espanta é a quantidade de alcool que alguns amigos e conhecidos bebem para se divertir na noite, enquanto eu em algumas ocasiões bebo uma garrafa de tinto alentejano e fico alegre, tenho amigos que compram uma garrafa de whisky num supermercado e bebem a garrafa toda em menos de uma hora misturando com coca cola. Quem está habituado e não tem pena do figado fica cheio de energia e com uma vontade de se divertir imparável, metem-se com toda a gente, falam com esta e aquela e no fundo é só rir. Quem não está habituado, é igualmente parvo para fazer o mesmo geralmente apaga-se e dorme (no melhor dos casos).

    Interessante verificar que estas pessoas que bebem o whisky desta maneira não têm costume de beber no dia a dia, ou seja, só bebem para sair e abusam MUITO nesses dias.

    Também verdade que quando se sai 100% sobrio para os mesmos sitios que costuma ir já alterado não gosta tanto, basta para isso ouvir a musica, os encontroes, o ambiente agressivo e aturar quem está bebado.

    Realmente é preocupante já que muita gente habitua-se a bebidas explosivas bastante cedo e apesar de não achar que se tornarão por regra alcoolicos, ou seja, pessoas que estão constantemente sob efeito do alcool, estarão certamente sujeites a doenças que dessas praticas advêm.

  13. #13
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    Já passei pela fase dos shots(isso sim é muito forte!!! Dá cabo de um gajo!) Depois bebi muita cerveja, muitos licores, malibu, safari, martini, e em jantaradas vinho! Tudo isso aconteceu entre os meus 19/20 anos e os 27 anos... Foram anos de muita bebida, apesar de ter começado tarde. Bebia só pelo convivio com os amigos, sozinho nunca bebia. Agora só esporádicamente bebo um copo... Mas era raro a pessoa que não bebia em demasia e que andava na noite... Se não bebiam consumiam coisas piores...

    Apanhei muitas "cadelas", mas nunca fiquei em estado "crítico"...
    Infelizmente conheço casos de alcoologia bastante graves, e acho que é uma doença terrível para o doente e família.

  14. #14
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    Bebo quase sempre que saio, porque divirto-me bastante mais.

    Não se trata de beber até cair, apenas vou bebendo mines e misturo com alguns shots. Normalmente o meu limite são 10 finos e alguns shots A partir daí sei que vem desgraça da certa..

    Se tiver um jantar com malta do FRA () então é começar a dar no traçado logo.

    Claro que há colegas meus que 3 vezes por semana andam bêbados.

    Se tivermos em casa de alguém a beber então já prefiro bebidas brancas! Mas basicamente vai de tudo..
    Última edição por Indigo : 21-12-08 às 14:48:59

  15. #15
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    Citação Originalmente Colocado por Fernando Ac Ver Post
    Não sei se são alcoolicos, a maioria bebe não por gostar de beber mas por força de um hábito e do atingir um estado que faz as pessoas ficar mais extrovertidas.
    O que me espanta é a quantidade de alcool que alguns amigos e conhecidos bebem para se divertir na noite, enquanto eu em algumas ocasiões bebo uma garrafa de tinto alentejano e fico alegre, tenho amigos que compram uma garrafa de whisky num supermercado e bebem a garrafa toda em menos de uma hora misturando com coca cola. Quem está habituado e não tem pena do figado fica cheio de energia e com uma vontade de se divertir imparável, metem-se com toda a gente, falam com esta e aquela e no fundo é só rir. Quem não está habituado, é igualmente parvo para fazer o mesmo geralmente apaga-se e dorme (no melhor dos casos).

    Interessante verificar que estas pessoas que bebem o whisky desta maneira não têm costume de beber no dia a dia, ou seja, só bebem para sair e abusam MUITO nesses dias.

    Também verdade que quando se sai 100% sobrio para os mesmos sitios que costuma ir já alterado não gosta tanto, basta para isso ouvir a musica, os encontroes, o ambiente agressivo e aturar quem está bebado.

    Realmente é preocupante já que muita gente habitua-se a bebidas explosivas bastante cedo e apesar de não achar que se tornarão por regra alcoolicos, ou seja, pessoas que estão constantemente sob efeito do alcool, estarão certamente sujeites a doenças que dessas praticas advêm.
    Citação Originalmente Colocado por Excalibur Ver Post
    Curioso, estive para voltar a colocar este assunto aqui esta semana, já que no antigo forum se debateu a temática, mas pelos vistos não fui o único a pensar no mesmo .




    Tal como referenciei na altura, hoje bebe-se porque é uma forma de afirmação, muito, depressa e para ficar bebado e "out".

    As bebidas são principalmente os refrigerantes com alcóol, vodkas, gin, shots, e cocktails é mais atractivo e com mais poder de "derrube", o que interessa não é o convivio e beber uns copos, o que interessa é ficar bem e depressa, desinibir e libertar, por vezes leva a exageros que cujos indicios, e habito, nem são interpretados por quem os pratica.

    Eu comecei a beber muito tarde sózinho (socialmente com amigos), com cerca de 16~17, antes disso uns pequenos copos de vinho, e uma ou outra cerveja , e quase sempre em festas de familia.

    Por isso este rumo do pessoal jovem deixa-me apreensivo, e o reflexo até se pode ver nas queimas, nas festas de recepção do caloiro, etc, etc.

    Não sei mas o figado é deles ...
    Concordo com estas duas visões e acho que espelha a realidade, com estas tendências devia-se criar uma lei mais dura nas camadas jovens. Comecei a beber com 16 anos, e nunca mais me esqueço numa noite de natal () tive os meus abusos mas considero que amadureci e aprendi com estes mesmos erros que pratiquei. Sou um bom apreciador de um copo de vinho tinto ás refeições ou uma cerveja/digestivo de quando em vez, e não passo mais a linha.

  16. #16
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    Por Defeito

    Citação Originalmente Colocado por nunomplopes Ver Post
    Concordo com estas duas visões e acho que espelha a realidade, com estas tendências devia-se criar uma lei mais dura nas camadas jovens. Comecei a beber com 16 anos, e nunca mais me esqueço numa noite de natal () tive os meus abusos mas considero que amadureci e aprendi com estes mesmos erros que pratiquei. Sou um bom apreciador de um copo de vinho tinto ás refeições ou uma cerveja/digestivo de quando em vez, e não passo mais a linha.
    Também comecei a beber mais por essa idade mas sempre me controlei bem, nunca tive uma "branca" nem nunca cheguei a casa num estado demasiado alterado apesar de beber mais do que a conta muitas vezes.

    E quando bebo demasiado fico mal disposto pelo que mesmo que quisesse não conseguia vazar uma garafa de whisky sozinho como alguns amigos fazem. Antes disso já estava na casa de banho. Eu digo-lhes que aquilo lhes faz demasiado mal mas eles sabem e não se portam muito mal...

    O que me irrita é que algumas pessoas não se controlam com o alcool, uns bebem muito e portam se bem, outros com o mesmo nem sabem onde estão.

    De qualquer forma não estou a ver este pessoal a deixar de beber bem, vão continuar até terem um problema de saude ou deixarem de sair. E não estou a ver isto acontecer sem que lhes aconteça algo que mude o estilo de vida, novas responsabilidades como um trabalho. No fundo são fases da vida.
    No meu caso quando saio bebo bem, e gosto apesar de ter alguns cuidados. Sei sempre onde estive, o que fiz e principalmente nunca fiquei envergonhado com o que fiz portanto não vejo razão para o deixar de fazer.
    Não é algo que dê saude mas temos de apimentar a vida de forma equilibrada com aquilo que gostamos de fazer sem prejudicar os outros. Portanto acho que o hábito de beber uma garrafa de tinto para aquecer as noites "especiais" vai continuar.
    Última edição por FernandoAc : 21-12-08 às 15:48:42

  17. #17
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    Comecei a beber aos 18anos quando entrei na faculdade; no meu primeiro jantar de curso apanhei uma carraspana com cerveja que só recentemente (à coisa de 5/6 meses) voltei a beber cerveja (tenho 25,lol). Também passei pela fase dos shots (normalmente em discotecas), mas o que bebia mais era vinho (tinto de preferência noos jantares) e bebidas brancas (vodka com limão). Apanhei 3 bebedeiras de cair para a cova...felizmente a pouca lucidez que tinha nessas alturas sempre me permitiu chegar à banheira de minha casa sem "ornamentar" nada.

    Hoje em dia bebo apenas de vez em quando, normalmente quando saio ou quando apanho algum vinho que goste e aí bebo 1/2 copos à refeição.

  18. #18
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    Eu não sou do tamanho da minha altura, sou do tamanho daquilo que vejo. Benedita/Alcobaça/Leiria.
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    Eu não critico quem bebe de modo moderado e sabe-se comportar socialmente, acho que nestas idades mais precoces não se tem a noção das atitudes que se tomam e as complicações que possam advir no futuro devido a estes mesmos exageros, e acho que a lei devia ser alterada na venda e consumo a maiores de 18 anos e criar informação dos maleficios do álcool quando tomado em demasia. Mas isto também mexe com muitos interesses.



    O consumo do álcool tem aumentado nas últimas décadas não só em Portugal, como nos outros países da CE. No relatório da World Drink Trends ( WDT ) de 1999 Portugal ocupa o segundo lugar com o consumo anual de 11,2 litros de álcool puro per capita, depois do Luxemburgo que sendo considerado um porto franco não é comparável aos restantes países.

    O termo alcoólico, ou dependente do álcool, usa-se para designar o consumidor que prejudica a sua saúde e o bem estar da sua família.
    Poderá haver algum contributo genético que facilite a dependência do álcool mas, os factores culturais são sem dúvida os mais importantes. Os problemas do álcool são raros entre os muçulmanos e judeus e muito frequentes nos países com grande produção de álcool e onde o acesso ao consumo de álcool é fácil: Portugal, Itália, França... Até hoje não foi identificado qualquer tipo de personalidade que predisponha ao alcoolismo. A maioria dos alcoólicos não têm nenhuma doença psiquiátrica embora, algumas pessoas, se tornem alcoólicas para aliviar os sintomas desagradáveis da ansiedade, da depressão ou da esquizofrenia.


    Bebidas alcoólicas são aquelas que contêm, na sua composição, álcool etílico que, pode derivar da fermentação, como acontece no vinho na cerveja, ou da destilação, como acontece no whisky, gim, licores e no vodka.
    A quantidade de álcool presente numa bebida é determinante para o grau de álcool no sangue. Uma Cerveja tem uma graduação de 5º, meia garrafa de vinho tem 11º e um whisky 40º. Isso poderá corresponder mais ou menos a 7, 35 e 15 gramas de álcool no sangue, pois apesar da maior graduação, a quantidade ingerida também vai influir na quantidade de álcool presente no sangue.

    Considera-se aceitável o consumo de 16 - 20 gramas de álcool por dia.

    Após ser ingerido, o álcool, é absorvido no intestino e entra na corrente sanguínea. A absorção dá-se 5 a 15 minutos depois da ingestão se não há alimentos no estômago e 30 a 60 minutos depois da ingestão se for ingerido durante a refeição. Uma vez na corrente sanguínea o álcool passa pelo fígado onde é metabolizado. O fígado é capaz de destruir 24 gramas de álcool por dia. O álcool não metabolizado pode por mecanismos variados, afectar alguns órgão do corpo humano. Essa agressão irá depender de vários factores:
    1 - da quantidade ingerida;
    2 - do teor alcoólico da bebida;
    3 - da facilidade de absorção (se é ingerido em jejum, o teor de álcool no sangue é um terço mais elevado);
    4 - da velocidade com que se dá absorção
    5 - da pessoa (cada organismo reage de maneira diferente ao álcool. É difícil estabelecer limites certos para a quantidade que pode ser prejudicial).
    Os preconceitos, as ideias falsas relacionados com o tipo de bebida, com o processo de fabrico, com o acto de beber, com os alimentos acompanhantes, com as misturas realizadas, e sobre as possíveis influências que tudo isso possa ter no grau de alcoolémia são inúmeras e difíceis de combater.

    Das várias alterações causadas pelo álcool no organismo que a figura realça



    vamos apenas referir-nos às afecções que o álcool directa ou indirectamente causa, no Aparelho Digestivo:
    No esófago:
    - Síndrome de Mallory-Weiss: é uma rasgadura na transição entre o esófago e o estômago, que pode ser causa de hemorragia. É causada pelo esforço do vómito, por vezes, mas nem sempre, associado à ingestão de álcool.
    - Cancro de esófago: A causa do cancro do esófago é desconhecida mas há uma incidência maior de cancro do esófago, nos alcoólicos.
    - Varizes esofágicas: a cirrose do fígado forma uma barragem ao sangue que vem dos intestinos pela veia porta para, através do fígado, atingir a veia cava inferior e o coração. Para vencer esse obstáculo, essa barragem, forma-se uma circulação colateral ( bypass ) do sangue pelas veias do esófago e do estômago. O aumento da tensão do sangue nessas veias forma varizes no estômago e, sobretudo no esófago. Essas varizes podem romper e ser causa de hemorragia.
    No estômago:
    - Gastrite aguda: O álcool poderá, eventualmente, ser responsável pela formação de erosões agudas do estômago.
    Associada à hipertensão da veia porta pode existir uma gastrite específica chamada gastropatia hipertensiva ou gastropatia congestiva.
    No fígado
    - Fígado gordo ( esteatose ) A esteatose ou depósito de gordura nas células do fígado pode ser um fenómeno normal que pode atingir cerca de 10% das células. Uma esteatose mais exuberante, com aumento do volume do fígado, pode estar associada ao álcool e a muitas outras situações das quais a obesidade é a mais frequente. A esteatose alcoólica não evolui para hepatite aguda alcoólica nem para cirrose alcoólica e desaparece após 3 meses de abstinência de álcool.
    Hepatite aguda alcoólica: o álcool é uma das causas de hepatite aguda. A hepatite aguda alcoólica tem mau prognóstico atingindo uma mortalidade elevada.. Os doentes que recuperam podem evoluir para cirrose se continuarem a beber.
    Cirrose alcoólica: O álcool e a
    hepatite C são as causas mais frequentes de cirrose em Portugal. As lesões provocadas no fígado que levam à cirrose são atribuídas a uma acção directa do álcool e o risco de se desenvolver uma doença do fígado está relacionado com uma quantidade de álcool diária superior a 60 gramas para o homem e 40 gramas para a mulher. Para aparecer cirrose são necessários 5 - 10 anos de consumo, sendo o consumo diário mais agressivo que o consumo esporádico. Os mecanismos que levam ao aparecimento de lesões no fígado em algumas pessoas e não noutras são mal conhecidos. Poucos doentes que não deixam de beber sobrevivem mais de 5 anos depois do aparecimento da cirrose.
    Cancro do fígado: A cirrose alcoólica pode estar associada ao cancro do fígado, no entanto a hepatite crónica Be a hepatite cónica C são as causas mais frequentes do cancro do fígado a nível mundial.
    No pâncreas:
    Pancreatite aguda e crónica: a causa mais frequente de pancreatite aguda é a litíase da vesícula mas o álcool, é responsável por cerca de 5% das pancreatites agudas. O álcool é no entanto o principal responsável ( cerca de 70% ) pela pancreatite crónica e pela agudização destas pancreatites.
    No intestino:
    Síndrome de má-absorção:

    Onde pedir ajuda ?: Ao nosso Médico de Família, no Hospital da nossa zona, no nosso Centro de Saúde.
    Na Internet:
    CRATOAlcoólicos anónimos do Centro Regional de Alcoologia de Coimbra

    Só falta vir o Nephilin vir aqui abanar a barraca...


  19. #19
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    Citação Originalmente Colocado por Gmigas Ver Post
    Fui o que comecei mais tarde e mesmo assim não gosto de beber álcool, bebo por causa dos consumos mínimos dos bares.

    Às portas dos 16 anos foi quando bebi "a sério" pela primeira vez, na festa dum amigo, um Malibu Laranja 3€ consumo mínimo feito, não bebi mais nada. Nunca fiquei embriagado nem tenciono ficar, quando saio tb só bebo álcool por causa do consumo e sempre bebidas fracas.

    EDIT: O que não dispenso mesmo é um bom café!
    Blá, blá, blá!

    Podes beber um refrigerante ou água

  20. #20
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    Eu só comecei a consumir alcóol quando entrei na universidade. Já tinha bebido a ocasional cerveja, mas acho que os dedos de uma mão sobram para contar as cervejas que bebi antes dos 18..

    Entre os 18 e os 24, achei por bem recuperar o tempo perdido

    Agora, bebo um copo de vinho ou uma cerveja de muito em muito.

  21. #21
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    Eu comecei a beber bastante tarde. Bebia algumas bebidas brancas aos 16 , 17 mas nada de especial. Quando entrei para a universidade começou a ser a cerveja (imperativo na universidade), actualmente bebo alguma cerveja e bebidas brancas. Não é regular beber sempre que saio.

    Em relação aos efeitos eu fico bastante extrovertido(já sou um bocado sóbrio) e consigo falar com toda a gaja que andar pelas redondezas. Bebedeiras para cair pro lado só foi uma, e não é uma experiência a repetir, pois não é anda agradavél.

    Agora beber pouco e de vez em quando não vejo o mal

  22. #22
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    Eu comecei a beber bastante cedo... Agora, com 20, está na altura de deixar as bebedeiras para a juventude! Cá me fico pela degustação de cervejas e dumas ocasionais bebidas espirituosas...


    Quanto a bebedeiras de cair para o lado, não sei porque não me recordo, mas já me disseram que sim, e lembro-me de ter acordado em locais estranhos.

  23. #23
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    "Não tem graça sair sem beber", ouve a médica Fátima Ismail da boca de alguns jovens. "Se eu não beber sou o único que está sério. Fico à parte do grupo."
    Quando eu saio à noite não bebo praticamente nada, mantenho-me sóbrio, mas não fico de todo à parte dos meus amigos... Serei normal?

  24. #24
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    Eu tenho um colega que se não beber umas imperiais logo ao pequeno almoço, fica todo a tremer e não se consegue concentrar, diz ele...tem 18 anos

  25. #25
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    Citação Originalmente Colocado por Thats me Ver Post
    Quando eu saio à noite não bebo praticamente nada, mantenho-me sóbrio, mas não fico de todo à parte dos meus amigos... Serei normal?
    Sim, és normal. Desde quando é necessário uma pessoa beber para se divertir?

  26. #26
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    Citação Originalmente Colocado por Tiago Leal Ver Post
    Blá, blá, blá!

    Podes beber um refrigerante ou água
    É mentira?

    Imagina um consumo mínimo de 3 ou 4€, tinhas que beber umas quantas coca-colas para aquilo despachar, ultimamente bebo uma bebida e o resto pago a um amigo.

    Thats Me, x2 por aqui.

  27. #27
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    Citação Originalmente Colocado por Gmigas Ver Post
    É mentira?

    Imagina um consumo mínimo de 3 ou 4€, tinhas que beber umas quantas coca-colas para aquilo despachar, ultimamente bebo uma bebida e o resto pago a um amigo.

    Thats Me, x2 por aqui.
    Faz-me lembrar umas Ladie's Night em Guimarães, há muitos anos. No início da noite, era a bela da Absolut Vodka para gastar o consumo obrigatório, e depois era o resto da noite a beber à custa das mulheres. Bons tempos!

    E sim, divertia-me muito mais quando já estava meio bêbado. Algum problema?

  28. #28
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    eu tive a minha fase quando entrei para a universidade, nos primeiros anos entre os 18 e 21 anos, bebia com os amigos para nos embebedar-mos, normalmente vodka mas também bebiamos bagaço em casa(um amigo arranjava), actualmente bebo muito pouco e só bebidas que me sabem bem, vinho do porto e caipirica e gin tonico de vez em quando.

    Não me arrependo daquelas bebedeiras foram bons tempos e temos historias dessa altura espectaculares, mas é um tipo de vida que nao se pode levar durante muito tempo e á que saber parar.

  29. #29
    Banido Nephilim's Avatar
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    Eu não critico quem bebe de modo moderado e sabe-se comportar socialmente, acho que nestas idades mais precoces não se tem a noção das atitudes que se tomam e as complicações que possam advir no futuro devido a estes mesmos exageros, e acho que a lei devia ser alterada na venda e consumo a maiores de 18 anos e criar informação dos maleficios do álcool quando tomado em demasia. Mas isto também mexe com muitos interesses.



    Só falta vir o Nephilin vir aqui abanar a barraca...

    Dar aqui um comentário a beber uma cerveja até parece mal

    Qdo era puto dos 18 aos 22 bebia um bocado qdo saia, depois ganhei juízo, e comecei a beber regularmente mas sem excessos.
    Em puto penso que ha a curiosidade em experimentar o limite e de ultrapassa-lo , penso que é normal seja por afirmação , seja por influencia seja por outra parvoice, guardo com recordação as divertidas bebedeiras que apanhei em puto.
    Hoje se sair bebo sempre 2 ou 3 cervejas que eles andam aí... em casa passam dias que nao toco em alcool mas gosto bastante
    Mas o que bebo é cerveja ou tinto, um licor ocasionalmente, bebidas destiladas nao bebo, só vodka laranja mas isto tem que ser mto raramente mesmo e mto controladamente.
    As bebidas alcoolicas só fazem é bem desde que o pessoal não abuse, pois eu gosto de acreditar na velha maxima que diz que tudo aquilo que sabe bem, certamente fará bem

  30. #30
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    Citação Originalmente Colocado por Karma
    Sim, és normal. Desde quando é necessário uma pessoa beber para se divertir?
    Citação Originalmente Colocado por Gmigas Ver Post
    É mentira?

    Imagina um consumo mínimo de 3 ou 4€, tinhas que beber umas quantas coca-colas para aquilo despachar, ultimamente bebo uma bebida e o resto pago a um amigo.

    Thats Me, x2 por aqui.
    Nem mais!

    Só de ver as figuras que os outros fazem só me dá vontade de continuar sóbrio.

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