Tópico dos incêndios florestais - Página 3
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Título: Tópico dos incêndios florestais

  1. #61
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    E para mais tarde recordar e cobrar


    Ministro garante prontidão de combate em 15 minutos

    O ministro da Administração Interna, António Costa, garantiu hoje que 90 por cento do território nacional terá neste Verão um dispositivo de combate a incêndios capaz de intervir em 15 minutos para impedir a propagação dos fogos.

    António Costa falava em Bragança na apresentação pública do primeiro dispositivo distrital de combate a fogos florestais, uma cerimónia que vai ser repetida em todos os distritos do país.

    O ministro assegurou que o propósito para esta época de fogos, que arranca a 15 de Maio, é haver «capacidade para intervir no prazo máximo de 15 minutos sobre cada incêndio nascente», procurando controlá-lo na fase inicial, evitando a sua expansão.

    Segundo o ministro, esta estratégia «implicou a estruturação de um dispositivo helitransportado e pré-posicionado de meios terrestres que dá uma cobertura de 90 por cento do território nacional com uma capacidade de intervenção em menos de 15 minutos».

    António Costa realçou também o «novo conceito da utilização dos meios aéreos, que serão mobilizados imediatamente para um ataque na primeira intervenção e não resguardados para a intervenção quando o incêndio está a arder já em larga escala».

    Garantiu ainda que, este Verão, haverá uma maior articulação dos meios humanos (bombeiros, GNR, sapadores florestais e ambiente) «de forma a haver prontidão para intervir e não homens e mulheres exaustos por dias e dias de combate insano contra esta terrível ameaça».

    O distrito de Bragança regista um reforço do dispositivo com mais um helicóptero a sul, totalizando dois meios aéreos, cerca de 1300 efectivos e 341 viaturas.

    O governador Civil, Jorge Gomes, realçou a importância deste dispositivo num distrito em que a maior parte do território é constituída por áreas protegidas, nomeadamente os parques naturais de Montezinho e Douro Internacional e o parque natureza do Azibo.

    O primeiro-ministro, José Sócrates, que presidiu à cerimónia no âmbito da iniciativa «Governo Presente em Bragança», lançou um apelo aos cidadãos no sentido que a protecção da floresta não depende apenas do trabalho dos bombeiros.

    «Todos temos o nosso papel nesta próxima época: um papel de vigilância, mas também um papel de comportamento cívico à altura das nossas responsabilidades individuais», afirmou.

    In Expresso hoje


  2. #62
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    Mais bombeiros e meios aéreos
    51 aviões e helicópteros contra fogos

    António Cotrim, Lusa

    'A melhor estratégia é chegar o mais cedo possível aos fogos', diz o ministro António Costa
    A integração de todos os meios numa só equipa, para rápida detecção e primeira intervenção sobre os fogos, é, segundo o ministro da Administração Interna, António Costa, #8220;a chave para #8220;dar cabo dos incêndios florestais#8221; em 2006. Uma tarefa que, este Verão, está também confiada aos 292 militares do Grupo de Intervenção e Protecção e Socorro da GNR.

    A integração de todos os meios numa só equipa, para rápida detecção e primeira intervenção sobre os fogos, é, segundo o ministro da Administração Interna, António Costa, #8220;a chave para #8220;dar cabo dos incêndios florestais#8221; em 2006. Uma tarefa que, este Verão, está também confiada aos 292 militares do Grupo de Intervenção e Protecção e Socorro da GNR.

    No total, cerca de oito mil bombeiros, apoiados por 51 helicópteros e aviões, vão combater os fogos florestais no Verão. Na última cerimónia de apresentação dos dispositivos distritais de combate aos incêndios, em Lisboa, que se seguiu à apresentação da Directiva Nacional Operacional, o ministro lembrou ontem que o segredo passa por #8220;chegar o mais cedo possível aos fogos, quando ainda são nascentes#8221;.

    #8220;Queremos integrar e articular toda a gente que participa no dispositivo, como uma única equipa.#8221; E os militares da GNR não vão, assim, #8220;substituir ninguém#8221;.

    António Costa disse que chegou a hora de #8220;desempenhar uma única missão: ter um Portugal sem fogos#8221;. O ano passado #8220;não houve tempo para debates, nem para reflexões, nem para hesitações antes da época de incêndios#8221;. #8220;Concluída essa época, lançámos o debate que se impunha. Houve tempo para nos zangarmos e para fazermos as pazes. Agora esse tempo acabou e chegou a altura de cumprirmos a nossa missão.#8221;

    O ministro da Administração Interna apelou ainda à #8220;mobilização de todos os portugueses na limpeza das florestas e na eliminação dos comportamentos de risco#8221;.

    António Costa lembrou também o #8220;investimento muito significativo#8221; que foi feito no dispositivo de combate aos fogos.

    MEIOS DE COMBATE AOS FOGOS PARA 2006

    FORÇA OPERACIONAL CONJUNTA

    BOMBEIROS

    Equipas de Combate a Incêndios Florestais - 704 grupos, 3520 elementos, 704 viaturas

    Equipas Logísticas de Apoio ao Combate - 253 grupos, 506 elementos, 253 viaturas

    Grupos de Reforço - 13 grupos, 450 elementos, 132 viaturas

    Equipas Helitransportadas - 22 grupos, 135 elementos

    Pessoal de Apoio Logístico - 158 elementos, 2 viaturas

    Pessoal de Apoio a Meios Aéreos - 187 elementos

    Comandantes de Permanência às Operações - 103 elementos, 103 viaturas

    TOTAL: 992 grupos, 5059 elementos, 1194 viaturas

    GNR

    GIPS (Grupo de Intervenção Protecção e Socorro) - 36 grupos, 196 elementos, 36 viaturas

    SEPNA e Ex-CNGF (Serviço da Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR) - 136 grupos, 594 elementos, 136 viaturas

    MEIOS AÉREOS

    2002

    0 Helis Ligeiros, 3 Helis Médios, 4 Helis Pesados, 10 Aviões Ligeiros, 2 Aviões Pesados

    TOTAL: 19

    Custo: 11.635.810 euros

    Área ardida: 133 204,3 ha

    2003

    19 Helis Ligeiros, 0 Helis Médios, 4 Helis Pesados, 10 Aviões Ligeiros, 2 Aviões Pesados

    TOTAL: 35

    Custo: 14.225.676 euros

    Área ardida: 439.918,2 ha

    2004

    18 Helis Ligeiros, 2 Helis Médios, 2 Helis Pesados, 10 Aviões Ligeiros, 2 Aviões Pesados

    TOTAL: 34

    Custo: 14.085.348 euros

    Área ardida: 126.344,8 ha

    2005

    29 Helis Ligeiros, 6 Helis Médios, 4 Aviões Ligeiros, 6 Aviões Médios, 2 Aviões Pesados

    TOTAL: 47

    Custo: 21.313.064 euros

    Área ardida: 270.819,7 ha

    2006

    34 Helis Médios e Ligeiros, 14 Aviões Médios e Ligeiros, 3 Aviões Pesados

    TOTAL: 51

    Custo: +/- 30 milhões euros

    Área ardida: 325 226 ha

    "PROFISSIONAIS NA CLANDESTINIDADE"

    Os bombeiros profissionais, na dependência das autarquias, #8220;não têm, mais uma vez, a sua participação definida no dispositivo nacional de combate aos incêndios florestais#8221;, disse ontem ao CM Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais. #8220;O Governo continua sem inserir os profissionais nas estruturas distritais #8211; e continuamos arredados dos teatros de operações#8221;, lamenta.

    Para actuarem, estes bombeiros dependem #8220;de autorizações permanentes dos presidentes das câmaras#8221;, que #8220;muitas vezes não são dadas#8221; e, #8220;enquanto a situação não for clarificada#8221;, estão #8220;numa situação de clandestinidade em relação à lei#8221;. #8220;Estamos muitas vezes parados nos quartéis sem dar o nosso contributo. É uma mais-valia que não pode ser desperdiçada.#8221;
    Henrique Machado

    In CM Hoje.



    Eu só não percebo porque é que fazem uma dispersão de meios ao atribuir á GNR através do recém criado

    GIPS (Grupo de Intervenção Protecção e Socorro) - 36 grupos, 196 elementos, 36 viaturas

    valências e meios.

    Para que raio serve o Serviço Nacional de Bombeiros, A Protecção Civil, o Coordenador Nacional, etc.

    Com tanta dispersão e sem uma estrura de comunicações integrada para cumulo do ridiculo ainda vão dar instruções via telemóvel ás diversas forças de combate a incêndios.


    Um pais de pobres a fazer figura de ricos, dispersa meios, homens coordenação e treino.

    Haja paxorra

  3. #63
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    citação:Originalmente colocada por Excalibur
    Eu só não percebo porque é que fazem uma dispersão de meios ao atribuir á GNR através do recém criado

    GIPS (Grupo de Intervenção Protecção e Socorro) - 36 grupos, 196 elementos, 36 viaturas

    valências e meios.

    Para que raio serve o Serviço Nacional de Bombeiros, A Protecção Civil, o Coordenador Nacional, etc.

    Com tanta dispersão e sem uma estrura de comunicações integrada para cumulo do ridiculo ainda vão dar instruções via telemóvel ás diversas forças de combate a incêndios.


    Um pais de pobres a fazer figura de ricos, dispersa meios, homens coordenação e treino.

    Haja paxorra
    Um responsável da associação nacional de bombeiros veio hoje a publico falar precisamente do caricato desta situação.

    Alguém viu ? Comentários ?

  4. #64
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    Incêndios: #8216;época#8217; arranca amanhã
    Bombeiros queixam-se dos rádios

    A contagem decrescente chegou ao fim. A partir de amanhã, Portugal está em definitivo em plena época de incêndios. O dispositivo de combate tem a sua maior novidade na integração dos 307 militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, que serão responsáveis pelo primeiro ataque às chamas. Mas há problemas por resolver, dizem os bombeiros.

    O principal, segundo Duarte Caldeira, da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), é a inexistência de um sistema integrado de comunicações de emergência entre as várias forças de Protecção Civil e forças de segurança. #8220;Apesar de terem sido melhoradas as comunicações entre os meios do terreno e os meios aéreos, seria necessário existir no teatro de operações uma forma, tecnologicamente avançada, de todos falarem com todos#8221;, diz Duarte Caldeira.


    Lembrando também que a vigilância sanitária dos bombeiros, prevista na lei desde 1986, ainda não existe na prática, o presidente da LBP reconhece que #8220;foram tomadas medidas adequadas este ano, em especial no que respeita à primeira intervenção#8221;. Duarte Caldeira prefere dizer que está mais #8220;expectante#8221; do que #8220;optimista#8221;.

    #8220;Independentemente de todas as medidas, há uma série de factores que não podem ser controlados. E se os indicadores meteorológicos forem idênticos aos do ano passado, vamos ter uns meses muito difíceis pela frente#8221;, alertou.

    A partir de hoje e até 30 de Junho, durante a fase Bravo, todo o dispositivo vai estar de prevenção. Os meios operacionais serão reforçados, mas estarão ainda longe do grosso da coluna, que só entrará a partir de Julho, e até 30 de Setembro, na fase Charlie. A partir daí, e até 31 de Dezembro, será a fase Delta, que em Janeiro dará lugar à fase Alfa, até 14 de Maio de 2007. O Governo decidiu acabar com a época oficial de incêndios, considerando que o risco é permanente.

    Mas não constante. O número de bombeiros e meios aéreos irá crescer progressivamente até 1 de Julho, preparando a chegada dos meses quentes. A partir de amanhã, aos dois helicópteros médios do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil irão juntar-se seis #8216;helis#8217; ligeiros. Na primeira quinzena de Junho vão chegar oito aviões ligeiros e, até ao final do mês, mais dois pesados.

    Quando arrancar a fase decisiva, a 1 de Julho, Portugal vai dispor de 24 #8216;helis#8217; ligeiros, dez médios, oito aviões ligeiros, seis médios e dois aviões pesados. No terreno, apoiados pelas aeronaves, vão estar cerca de oito mil elementos, entre bombeiros e militares da GNR.

    No ano passado, os incêndios destruíram 250 mil hectares de floresta, provocaram 13 mortes e prejuízos superiores a 500 milhões de euros.

    PROFISSIONAIS "SEM PAI"

    Pouco satisfeito está o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP). #8220;Continuamos sem pai#8221;, diz Fernando Curto. #8220;O Governo optou por entregar a primeira intervenção à GNR e os bombeiros profissionais permanecem fora do dispostivo de combate. Pertencemos às câmaras municipais, mas as autarquias não estão no dispositivo. Ou seja, estamos clandestinos em relação à lei#8221;, acrescenta. Por outro lado, e tal como o CM noticiou, grande parte das autarquias ainda não entregou os respectivos planos municipais de defesa da floresta.


    COMO SERÁ A INTERVENÇÃO

    A criação do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR traduz a aposta na primeira intervenção que caracteriza a Directiva Operacional Nacional de Combate a incêndios. Serão os militares da GNR os primeiros a chegar perto das chamas, transportados por helicóptero.

    Se o fogo deflagrar a 15 minutos de voo ou a 25 quilómetros de uma base, será enviado um aerotanque, para complementar o primeiro ataque. Os restantes casos, serão avaliados individualmente, levando em conta as prioridades de protecção, o dano potencial e o valor estratégico da área.

    Em terra, de acordo com a Directiva Operacional, serão mobilizadas as equipas que estiverem mais perto, sejam quais forem, aproximando-se outras equipas, em triangulação, para um eventual reforço. Em paralelo, máquinas de arrasto e fogos tácticos poderão também ser usados.

    GOVERNOS CIVIS APOIAM COMPRAS

    Este ano, as corporações de bombeiros deverão adquirir 5220 capacetes de combate a incêndio florestal, 5220 abrigos, 13 050 pares de botas, 26 100 dolmans e calças e 13 050 pares de luvas. Os concursos para a aquisição do equipamento de protecção individual terminam no final deste mês e a sua aquisição terá o apoio financeiro dos governos civis. Para o próximo ano, de acordo com o Ministério da Administração Interna, está também prevista a aquisição de mais equipamento individual de combate a fogos. Cada conjunto deverá custar cerca de quatro mil euros, soube o CM.. A falta de equipamente é a principal razão de ferimentos entre os bombeiros.

    MEIOS DE COMBATE AOS FOGOS PARA 2006

    FORÇA OPERACIONAL CONJUNTA

    Equipas de Combate a Incêndios Florestais: 704 grupos, 3.520 elementos, 704 viaturas

    Equipas Logísticas de Apoio ao Combate: 253 grupos, 506 elementos, 253 viaturas

    Grupos de Reforço: 13 grupos, 450 elementos, 132 viaturas

    Equipas Helitransportadas: 22 grupos, 135 elementos

    Pessoal de Apoio Logístico: 158 elementos, 2 viaturas

    Pessoal de Apoio a Meios Aéreos: 187 elementos

    Comandantes de Permanência às Operações: 103 elementos, 103 viaturas

    TOTAL: 992 grupos, 5.059 elementos, 1.194 viaturas

    GNR

    GIPS (Grupo de Intervenção Protecção e Socorro): 36 grupos, 307 elementos, 36 viaturas

    SEPNA e Ex-CNGF (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR): 136 grupos, 594 elementos, 136 viaturas


    BERIEV EM TESTE

    Um avião russo Beriev-200 vai estar estacionado em Ovar e ser testado. Se for aprovado, Portugal deverá ter quatro em 2007.
    Ricardo Marques

    In CM HOje


    Eu não digo !!!
    [8]

    Continua tudo a brincar ao poder ...

  5. #65
    Banido BrunoDias's Avatar
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    existem 2 kits para por nos c-130,e estão os 2 ao abandono na base do montijo

  6. #66
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    citação:Originalmente colocada por bruno_dias

    existem 2 kits para por nos c-130,e estão os 2 ao abandono na base do montijo
    Os kit's agora são capazes de estar obsoletos, além de que eram usados com calda retardante que segundo dizem é nociva para o ambiente.

    Outras das situações que ocorrem é a falat de qualificação das tripulações (falta de horas de vôo de treino para estas situações).

    Esse é um dos motivos do titulo do tópico, com tripluações que estavam rotinadas e qualificadas nestas sitauções começaram a optar pelo aluguer de meios, agora volvidos quase 20 anos, e´que vão compra meios próprios e qualificar/treinar tripulações.

    [8]

  7. #67
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    Floresta - PJ deteve 98 suspeitos no ano passado
    Fogo posto relacionado com alcoolismo e pobreza

    A maioria dos detidos por crimes de incêndio florestal apresenta características comuns: são do sexo masculino, têm baixa escolaridade, pertencem a famílias de nível sócio-económico baixo, apresentam, por norma, problemas associados ao alcoolismo, agem individualmente e têm motivações fúteis.

    Segundo Cristina Soeiro, professora do Instituto Superior de Polícia Judiciária (PJ) e Ciências Criminais, os incendiários actuam por retaliação, em benefício próprio ou têm uma história clínica relacionada com alcoolismo, atraso mental e esquizofrenia. Menos frequentes são os casos em que agem por atracção pelo fogo.

    #8220;A ideia de que são só os jovens inconscientes que ateiam os fogos é errada#8221;, revelou António Carvalho, inspector chefe da PJ, adiantando que o grupo etário entre os 20 e 35 anos é responsável por 40,6 por cento dos incêndios, mas os indivíduos entre os 36 e 45 anos e os 46 e 55 anos surgem, em cada um dos casos, com 21,9 por cento.

    Os dados, divulgados ontem em Coimbra pela PJ, durante o encontro #8216;Fogos florestais: crime ou notícia?#8217;, permitiram concluir que em 2005 foram detidos 98 indivíduos pelo crime de fogo florestal. Número que supera o verificado em 2004, quando foram detidas 49 pessoas. Pedro do Carmo, director nacional adjunto da PJ, referiu que #8220;de 2001 a 2005 registou-se um aumento de 200 por cento dos incêndios florestais com origem dolosa#8221;. Em 2005 foram investigados 2 122 incêndios florestais e aplicada a medida de coacção de prisão preventiva a metade dos suspeitos.

    #8220;Houve a ideia, durante anos, que os fogos tinham origem numa vasta e sinistra rede criminosa, mas a realidade tem revelado o inverso#8221;, concluiu Pedro do Carmo, explicando que #8220;as tais redes de interesses económicos não existem e muito menos com a importância que muitos pretendem atribuir#8221;.

    INVESTIGAR PARA PUNIR E PREVENIR

    MÉDIA

    Rui Gonçalves Abrunhosa reflectiu sobre o impacto do tratamento noticioso nos comportamentos dos incendiários. O professor da Universidade do Minho analisou o papel dos media na cobertura dos fogos florestais e os seus efeitos.

    PRESOS

    Nos últimos cinco anos estiveram presas 270 pessoas que foram condenadas por crimes de fogo florestal. Em Dezembro de 2004, mantinham-se 77 indivíduos a cumprir penas por aquele crime, com a duração média de cinco anos.

    PREVENÇÃO

    Segundo António Carvalho, inspector chefe da Polícia Judiciária, a investigação dos incêndios florestais, que podem ter origem negligente ou dolosa, pretende iniciar um processo-crime e orientar a prevenção em casos semelhantes.

    INCÊNDIOS EM NÚMEROS

    3314 - Ocorrências de fogo regis-tadas no território português entre 1 de Janeiro e 23 de Maio de 2006. Em igual período de 2005, ocorreram 10 498 situações de incêndio.

    1585 - Número de hectares ardidos no nosso país entre 1 de Janeiro e 23 de Maio de 2006. No mesmo período de 2005, foram contabilizados 10 931,3 hectares consumidos pelo fogo.

    1094 - Fogos em área florestal registados em Portugal, durante os primeiros cinco meses de 2006. Em igual período de 2005, ocorreram 2477 incêndios nas zonas florestais.

    427 - Número de incêndios regitados nas zonas agrícolas do País, de 1 de Janeiro a 23 de Maio de 2006. Em igual período de 2005, foram contabilizadas 2081 ocorrências.

    1793 - Fogos em terrenos incultos somados durante os primeiros cinco meses de 2006. Em período homólogo de 2005, registaram-se 5940 incêndios.

    8000 - Número de bombeiros empenhados no dispositivo de combate aos fogos em 2006. Estão também disponibilizados 1800 veículos e 60 meios aéreos .

    325 226 - Área em hectares ardida em 2005. Em 2004, arderam 129 539 hectares, e em 2003, o pior ano de sempre, arderam 425 706 hectares.
    João Henriques, Coimbra

    In CM Hoje



    Será mesmo verdade!!
    Não existem interesses por detrás dos fogos (como maioritáriamente se pensa) postos e sim interesses futeis !!

  8. #68
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    Para mais tarde recordar e cobrar.


    citação:#8211; O que é que mudou este ano no combate aos fogos?

    #8211; Em primeiro lugar, criámos uma unidade de comando. A ausência de unidade de comando era apontada em todos os relatórios desde 2003 como uma das falhas do nosso sistema. Tornámos mais robustos o comando nacional e os comandos distritais das operações de socorro. De-senvolvemos com a Escola Nacional de Bombeiros acções de formação dos comandos e dos chefes dos grupos de combate. Com a criação do sistema integrado das operações de protecção e socorro foi possível definir, finalmente, um comando unificado #8211; comando unificado que, além da autoridade nacional de protecção civil, conta com a participação de todos os outros agentes da protecção civil, como as Forças Armadas, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais, os oficiais de ligação da GNR e os Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro.


    - Ocomando unificado é a mudança decisiva?

    #8211; O comando unificado era uma prioridade central. A seguir, alterámos o conceito estratégico do combate aos incêndios florestais. Atribuímos agora prioridade à primeira intervenção de forma a procurar controlar os fogos enquanto são nascentes. O helicóptero é o meio aéreo privilegiado. Aumentámos em número significativo as equipas helitransportadas e reforçámos estas equipas com uma maior profissionalização através do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR e de bombeiros voluntários que estão profissionalizados. As equipas helitransportadas de primeira intervenção vão ficar posicionadas tendo em conta a variabilidade do risco ao longo do território e a 15 minutos de qualquer local em 90 por cento de Portugal Continental.

    Min. António Costa em entrevista ao CM Hoje
    http://www.correiomanha.pt/noticia.a...dCanal=9&p=200

  9. #69
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    Veritatis simplex oratio.
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    Isto é um negocio tão bom que só vai acabar quando Portugal for um deserto.

    [8]





  10. #70
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    Incêndios - criticada falta de meios aéreos
    Fogo revolta Barcelos

    Um incêndio de grandes proporções consumiu ontem por completo a mancha florestal do Monte de S. Gonçalo, em Barcelos, levando à revolta de população e bombeiros pela não chamada de meios aéreos. Ao início da noite de ontem as chamas continuavam por controlar e eram combatidas por 167 bombeiros e 50 viaturas. Pela mesma altura estavam por controlar mais quatro incêndios: Monção (Viana do Castelo), Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira (Aveiro) e Beja. Outros quatro estavam activos mas já em rescaldo.

    A falta de meios aéreos foi ontem fortemente contestada no concelho de Barcelos, perante a incapacidade dos meios terrestres em travar as chamas que consumiram o Monte de S. Gonçalo. O incêndio, que deflagrou ao início da tarde de domingo, continuava ontem à noite a lavrar em duas frentes, uma das quais com mais de dois quilómetros.

    Diversos populares e até bombeiros no terreno lamentaram que não tenha havido ajuda de meios aéreos, em face da dimensão das chamas, que chegaram a ameaçar várias habitações e até escolas e unidades fabris, em freguesias como Fragoso, Feitos, Carapeços e Tamel.

    #8220;Apostou-se no reforço de meios terrestres porque a avaliação técnica concluiu que os meios aéreos não dispunham de condições favoráveis para actuar, devido ao vento muito forte e inconstante e ao denso fumo#8221;, adiantou o governador civil, Fernando Moniz. Na zona do Minho, até 1 de Julho, não há qualquer aeronave disponível para incêndios. O comandante de uma corporação local confidenciou que, #8220;neste momento, só está disponível um aparelho em Santa Comba Dão#8221;, lamentando ainda a falta de grupos de primeira intervenção nos quartéis.

    O coordenador distrital dos bombeiros, Hercílio Campos, defendeu a aposta nos meios terrestres. Reconheceu que havia a esperança de dominar o fogo durante a madrugada de ontem, mas isso não aconteceu e o incêndio ganhou ainda maiores proporções já ao final da tarde, quando as rajadas de vento se tornaram mais fortes. O incêndio foi combatido por duas colunas vindas de Coimbra (com dez viaturas e 29 homens) e Leiria (com nove viaturas e 39 homens), a par de elementos de mais de 20 corporações nortenhas, sobretudo de Braga.

    No terreno, os bombeiros repudiavam ainda que se tenham registado 12 focos de incêndio ao longo do dia, em diferentes pontos do concelho de Barcelos, suspeitando de mão criminosa.

    Já no distrito de Aveiro, ao início da noite de ontem estavam dois fogos por controlar, em Oliveira de Azeméis (com 70 bombeiros) e Santa Maria da Feira (com 21). O fogo de Vale da Galega, Águeda, lavra desde sábado e ainda ontem estava a dar trabalho, embora controlado.

    Também na Serra do Espinhaço de Cão, perto de Aljezur, foram devorados ontem pelas chamas centenas de eucaliptos e pinheiros. O fogo, numa zona baixa e de difícil acesso, foi combatido por 42 homens e um helicóptero. Ao longo do dia registaram-se ainda incêndios em Almeida e Seia (Guarda), Celorico de Basto (Braga), Loulé (Faro), Felgueiras (Porto), Vidigueira (Beja), Sines (Setúbal) #8211; que cortou a EN120 por três horas #8211; e Soure (Coimbra).

    In CM Hoje (noticia não foi reproduzida na integra)

    citação:Excalibur Posted - 14/05/2006 : 21:14:03
    Incêndios: #8216;época#8217; arranca amanhã
    Bombeiros queixam-se dos rádios

    A contagem decrescente chegou ao fim. A partir de amanhã, Portugal está em definitivo em plena época de incêndios. O dispositivo de combate tem a sua maior novidade na integração dos 307 militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, que serão responsáveis pelo primeiro ataque às chamas. Mas há problemas por resolver, dizem os bombeiros.

    O principal, segundo Duarte Caldeira, da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), é a inexistência de um sistema integrado de comunicações de emergência entre as várias forças de Protecção Civil e forças de segurança. #8220;Apesar de terem sido melhoradas as comunicações entre os meios do terreno e os meios aéreos, seria necessário existir no teatro de operações uma forma, tecnologicamente avançada, de todos falarem com todos#8221;, diz Duarte Caldeira.




    COMO SERÁ A INTERVENÇÃO

    A criação do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR traduz a aposta na primeira intervenção que caracteriza a Directiva Operacional Nacional de Combate a incêndios. Serão os militares da GNR os primeiros a chegar perto das chamas, transportados por helicóptero.

    Se o fogo deflagrar a 15 minutos de voo ou a 25 quilómetros de uma base, será enviado um aerotanque, para complementar o primeiro ataque. Os restantes casos, serão avaliados individualmente, levando em conta as prioridades de protecção, o dano potencial e o valor estratégico da área.




    Continua tudo a brincar ao poder ...
    Eu não quero vir a ter razão ...

  11. #71
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    Combate aos fogos florestais reforçado esta semana com mais dois aviões
    06.06.2006 - 15h11 Lusa

    Duas aeronaves que apenas iriam ser utilizadas a partir de 15 de Junho vão começar a operar esta semana, juntando-se aos 18 que já estão disponíveis, anunciou esta tarde a Protecção Civil.

    Segundo Joaquim Leitão, segundo comandante do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), Maio foi o pior mês dos últimos seis anos em termos de risco de incêndio.

    "Desde 2000, o risco de incêndio tem vindo a evoluir. A nossa floresta tem algum desordenamento", afirmou o responsável, lembrando ainda o aumento de temperaturas que se tem registado.

    Joaquim Leitão divulgou ainda que "27 de Maio foi o dia em que se registou o mais elevado valor do risco de incêndio, à escala nacional, por comparação com todos os dias de Maio do anos anteriores".

    "Amanhã entra um Canadair e estamos a tentar acelerar a entrada do outro", afirmou o responsável, adiantando que durante a Fase Bravo, que começou a 15 de Maio e termina no final do mês, já se registaram 2816 fogos.

    Para além das aeronaves, foram disponibilizadas 942 equipas com um máximo de 4306 elementos e 964 veículos.

    Até agora, os mais de 2800 incêndios obrigaram ao destacamento de 24.637 bombeiros, "empenhados nas acções de combate, rescaldo e vigilância e apoiados por 6310 veículos, 16 meios aéreos, nove pelotões militares com 180 elementos e oito máquinas de rasto".

    De acordo com o Instituto de Meteorologia, as temperaturas só deverão baixar a partir de hoje.

    In Publico


  12. #72
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    Continua-se a dar cursos de treta aos comandos (e praticamente só aos comandos) e a fazer depender hierarquicamente os bombeiros voluntarios de um conjunto de pessoas que não querem saber e tem raiva de quem sabe.

    Mais do mesmo, os interesses, as negociatas e Portugal vai queimando [)] [8].





  13. #73
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    citação:Originalmente colocada por Excalibur



    MEIOS DE COMBATE AOS FOGOS PARA 2006

    FORÇA OPERACIONAL CONJUNTA

    Equipas de Combate a Incêndios Florestais: 704 grupos, 3.520 elementos, 704 viaturas

    Equipas Logísticas de Apoio ao Combate: 253 grupos, 506 elementos, 253 viaturas

    Grupos de Reforço: 13 grupos, 450 elementos, 132 viaturas

    Equipas Helitransportadas: 22 grupos, 135 elementos

    Pessoal de Apoio Logístico: 158 elementos, 2 viaturas

    Pessoal de Apoio a Meios Aéreos: 187 elementos

    Comandantes de Permanência às Operações: 103 elementos, 103 viaturas

    TOTAL: 992 grupos, 5.059 elementos, 1.194 viaturas

    GNR

    GIPS (Grupo de Intervenção Protecção e Socorro): 36 grupos, 307 elementos, 36 viaturas

    SEPNA e Ex-CNGF (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR): 136 grupos, 594 elementos, 136 viaturas


    BERIEV EM TESTE

    Um avião russo Beriev-200 vai estar estacionado em Ovar e ser testado. Se for aprovado, Portugal deverá ter quatro em 2007.
    Ricardo Marques

    In CM HOje
    E com isto tudo ja arderam 2000 hectares.

    Ainda hoje é dia 6 de Junho.

    Que vergonha.

  14. #74
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    citação:Originalmente colocada por Nthor

    Continua-se a dar cursos de treta aos comandos (e praticamente só aos comandos) e a fazer depender hierarquicamente os bombeiros voluntarios de um conjunto de pessoas que não querem saber e tem raiva de quem sabe.

    Mais do mesmo, os interesses, as negociatas e Portugal vai queimando [)] [8].
    Ora cá está o que eu antevejo tambem (espero a bem do pais que ambos estejamos errados).

    E depois vemos disto


    Incêndios - Barcelos perdeu dois mil hectares de mata
    Aviões vieram tarde

    Ao terceiro dia chegaram os meios aéreos a Barcelos e, finalmente, o fogo começou a ceder, depois de ter destruído mais de dois mil hectares. O incêndio foi dado como controlado e praticamente extinto ao início da noite, apesar de se manter todo o dispositivo operacional no terreno, para evitar os reacendimentos registados nas noites anteriores.

    Só que a dimensão dos prejuízos e a chegada tardia das aeronaves revoltaram os populares de Fragoso, que ontem não se pouparam em protestos perante o secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, obrigando mesmo à entrada em cena do Pelotão de Intervenção Rápida da GNR de Braga.

    Responsáveis do comando de operações e governantes tentaram explicar as decisões tomadas quanto aos meios usados, mas os populares não conseguem perceber como é se anuncia que os meios aéreos são apenas usados na fase de início de fogos, mas não foram solicitados nessa altura. No período mais crítico do incêndio, o fumo e o vento também eram apontados como impeditivos, mas, afinal, ontem apareceram um helicóptero vindo de Santa Comba Dão e um avião Canadair enviado por Espanha.

    Para agravar a desconfiança, os bombeiros no terreno e até o comandante dos Voluntários de Barcelos, José Quintas, reconheceram que não se podia justificar a não utilização de meios aéreos com o risco de danificar habitações ameaçadas pelo fogo #8211; como afirmou o governador civil do distrito, Fernando Moniz.

    Com os ânimos exaltados, os populares encararam os meios terrestres #8211; cerca de 300 bombeiros de mais de 40 corporações (incluindo da zona de Lisboa, Leiria e Coimbra) e 70 militares do Exército #8211; como um #8220;desperdício#8221;, devido a alegadas incapacidades de comando.

    #8220;Andam aqui os bombeiros todos para a trás e para a frente, sem saber o que hão-de fazer#8221;, protestava Artur Queirós. Os populares decidiram mesmo organizar um desfile de tractores com cisternas, para mostrar vários locais junto a casas que #8211; diziam #8211; só foram salvas das chamas, durante a madrugada pela acção popular.

    BOMBEIROS ANTECIPAM MEIOS AÉREOS

    O segundo-comandante do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, Joaquim Leitão, disse ontem que Maio foi o pior mês dos últimos seis anos em risco de incêndio, pelo que foram acrescentados mais dois meios aéreos #8211; que só deveriam ser usados a partir de dia 15 #8211; aos 18 já disponíveis.

    #8220;Amanhã entra um Canadair e estamos a tentar acelerar a entrada do outro#8221;, afirmou o responsável, adiantando que desde o dia 15 de Maio já se registaram 2816 fogos que obrigaram à activação de 24 63 7 bombeiros. Anteontem, foi o segundo pior dia, com 227 fogos.

    PORMENORES

    CHAMAS EM VISEU

    Uma centena de bombeiros combatia, ao início da noite de ontem, um incêndio já controlado numa zona de floresta e mato de Gumiei, Viseu. O fogo chegou a ameaçar a povoação de Covelos.

    FOGOS ACTIVOS

    Às 20h35 de ontem, as chamas lavravam ainda nos concelhos de Almeida (único por controlar), Guarda, Évora, Mondim de Basto, em Vila Real, Vale

    de Cambra, em Aveiro, Ponte da Barca e São João da Pesqueira, em Coimbra.

    POR TODO O PAÍS

    Durante o dia de ontem registaram-se fogos em Poiares, Campo Maior, Redondo, Idanha-a-Nova, Chaves, Guarda, Marco de Canaveses e Sintra.

    INCENDIÁRIO PRESO

    A PSP de S. João da Madeira deteve anteontem um incendiário, de 39 anos, depois de atear fogo a uma mata, colocando em perigo habitações. Justificou fez umas #8220;brasas#8221; para assar carne à mãe.
    Mário Fernandes, Braga

    In CM Hoje



    [8][xx(]

    Triste sina de quem é "desgovernado" e "descomandado" neste pais.



  15. #75
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    pois é Excalibur, o pior é que isto é só o inicio!... sem duvida que vai ser mais um ano negro!

  16. #76
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    Eu não digo !!!

    Bem que gostaria de não ter razão nesta questão dos "Negócios dos Incêndios", mas isto cada vez cheira pior, e depois, em ultima análise cheira mesmo a terra queimada. [8]

    Ora vejam lá esta noticia publicada hoje no CM.



    Incêndios - Empresas dis****m venda de meios aéreos
    Helicópteros russos em risco no combate ao fogo

    Duas empresas portuguesas e uma polaca dis****m nos tribunais uma guerra milionária. Todas querem vender ao Estado português seis helicópteros de médio porte para combate aos fogos #8211; um cobiçado negócio de dezenas de milhões de euros.

    O Governo abriu um concurso público internacional e a empresa Heliportugal ganhou com os aparelhos russos Kamov 32 #8211; por 42,1 milhões de euros. Mas duas das quatro concorrentes contestaram a decisão e estalou um conflito judicial que põe em risco a utilização dos helicópteros, já a partir do próximo dia 1 de Julho, quando começa a fase Charlie, de maior risco de incêndio.

    A empresa polaca PZL, uma das empresas derrotadas, interpôs no início de Junho uma providência cautelar junto do Supremo Tribunal Administrativo (STA). A Helisul, outra das preteridas, avançou ontem para o STA com um pedido de impugnação da decisão do Conselho de Ministros de 27 de Abril, de onde saiu a vitória da Heliportugal.

    Cinco empresas apresentaram-se a concurso e a decisão do júri foi conhecida em Abril. A Helibravo e a Eurocopter afastaram-se, enquanto a Helisul e a PZL não se conformaram com a decisão. Acusaram a Heliportugal de ter violado, #8220;de forma flagrante, grosseira e dolosa#8221;, as normas do concurso #8211; e dizem que a proposta vencedora não é #8220;economicamente a mais vantajosa#8221;. Só a manutenção dos aparelhos ascende a cerca de 1 667 600 euros: 4169 euros por hora de voo, multiplicados por 400 horas anuais.

    O Governo contestou a acção judicial da PZL, dentro do prazo máximo de 15 dias, e declarou interesse público urgente do contrato #8211; para garantir os helicópteros em Portugal até ao final do mês.

    Mas, conforme fonte do Ministério da Administração Interna admitiu ao CM, #8220;há sempre a hipótese de o STA se pronunciar nos próximos dias e a decisão ser desfavorável#8221;. Nesse caso, o Governo avança para o aluguer dos seis helicópteros em falta.

    "DERAM MELHORES CONDIÇÕES"

    O júri que tomou a decisão sobre a aquisição dos meios aéreos é constituído por sete elementos, escolhidos pelo ministro da Administração Interna, António Costa: um funcionário do Instituto Nacional de Aviação Civil; um representante do Ministério das Finanças; um coronel da Força Aérea; o chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Sequeira; o jurista Diogo Lacerda; e o presidente da AFOCELCA (agrupamento de empresas de combate aos incêndios florestais), Pedro Moura.

    Contactada pelo CM, fonte do Ministério da Administração Interna garante #8220;a máxima competência do júri#8221; #8211; e diz que a Heliportugal apresentou as melhores condições. #8220;Depois de tudo bem ponderado #8211; preços, qualidade e eficiência #8211;, os helicópteros Kamov são os melhores para a missão a desempenhar#8221;. As empresas concorrentes #8220;queixam-se de a Heliportugal ter apresentado preços de manutenção mais elevados#8221;, mas, #8220;tendo em conta os vários factores, é de longe a melhor solução#8221;. E, da parte da Heliportugal, o gerente, José Carlos Coelho, diz-se #8220;tranquilo#8221;.

    PASSOS DO NEGÓCIO

    30.11.05 - O Governo formou um júri de sete elementos e lançou os dois concursos públicos internacionais para aquisição de helicópteros: seis médios e quatro ligeiros. Para a venda dos médios, entraram logo na corrida a Heliportugal, Helisul, Helibravo, Eurocopter e a polaca PZL.

    27.04.06 - A opção do júri estava tomada. Na última quinta-feira de Abril, saiu do Conselho de Ministros a decisão de comprar à Heliportugal os seis helicópteros Kamov 32, por 42,1 milhões de euros. O acordo prevê a chegada dos aparelhos a Portugal no dia 1 de Julho.

    01.06.06 - Depois de comparar a proposta vencedora com a sua, e de avaliar os critérios do júri, a resposta da empresa polaca PZL não se fez esperar. Interpôs uma providência cautelar junto do Supremo Tribunal Administrativo. O Governo contra-atacou com uma declaração de interesse público do contrato.

    21.06.06 - A empresa Helisul seguiu o exemplo da PZL e foi mais longe. Fez ontem chegar ao Supremo Tribunal Administrativo um pedido de impugnação da decisão do Conselho de Ministros de 27 de Abril.

    PROPOSTAS DERROTADAS

    - 62,3 milhões de euros era o preço dos seis helicópteros médios Bell 412 EP proposto pela Helisul. O preço de manutenção dos aparelhos apresentado era de 1600 euros à hora e cada litro de água lançada custaria 0,26 euros.

    - 52,2 milhões de euros foi o valor posto pela PZL aos seus seis helicópteros Heli PZL. A manutenção das aeronaves custaria ao Estado 1378 euros à hora e o valor do litro de água lançado seria de 0,26 euros.

    - 67,8 milhões de euros era o valor mais alto a concurso, apresentado pela Helibravo pelos seis Heli Eurocopter. A manutenção dos aparelhos seria de 1576 euros por hora, enquanto o litro de água lançada custaria 0,26 euros.

    - 56,6 milhões de euros foi o preço apresentado a concurso público pela Eurocopter pela venda de seis aeronaves Heli Eurocopter. Para a manutenção, os gastos seriam de 7763 euros por hora e o litro de água lançada teria um valor de 0,65 euros.

    Henrique Machado


    ANDAM A BRINCAR COM O NOSSO DINHEIRO

  17. #77
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    Impressão minha ou há aqui qualquer coisa que me cheira mal !!!

    Era suposto a aeronave que está descrita no artigo que se segue vir para uma Avaliação Operacional, dado que existe uma divida da Russia com Portugal e para sanar a mesma existe a possibilidade da aquisição de mios aereos Russos (como foi mencionado atrás neste tópico).

    Agora contudo existem custos ... na avaliação.
    (Existem declarações publicas algures mas não encontro)




    Incêndios - Avião russo esperado amanhã em monte real
    Gigante dos ares reforça combate
    Chega amanhã a Monte Real o aerotanque russo de combate a incêndios alugado por dois meses pelo Governo #8211; por cerca de 1,2 milhões de euros #8211;, o gigante do dispositivo de meios aéreos para 2006. O Beriev 200 (Be-200) transporta 12 mil litros de água ou 12 toneladas de produtos de extinção #8211; o dobro da capacidade dos aviões pesados habitualmente usados para apagar fogos, como o bem conhecido Canadair.

    Fabricado pela companhia russa Irkut, o Be-200 era esperado ontem na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, Leiria. No entanto, a aterragem foi adiada para amanhã, disse fonte do gabinete de comando, mantendo reserva quanto aos motivos.

    Este sábado, de resto, marca o início do período crítico de incêndios, designado por fase Charlie, que prevê um reforço do dispositivo de combate #8211; de agora em diante estão disponíveis 50 meios aéreos.

    O contrato de aluguer do Be-200 autoriza 60 a 100 horas de voo até 30 de Setembro e fixa um preço entre 1 milhão e 234 mil euros e 1 milhão e 546 mil euros (consoante o tempo de utilização).

    Um dos objectivos é testar este avião anfíbio em operações reais e reunir informação para o Governo decidir se aprova a compra, enquadrada no pagamento de uma dívida da Federação Russa a Portugal. Recorde-se que o ministro da Administração Interna, António Costa, planeia adquirir quatro aviões pesados de combate a incêndios, além de seis helicópteros médios e quatro helicópteros ligeiros.

    A avaliação do desempenho do Be-200 cabe a três peritos portugueses e obedece a nove parâmetros, incluindo o tempo de saída após alerta, a quantidade de carga largada por hora e a capacidade de abastecimento no mar, rios e albufeiras.

    Após dois anos de testes em Itália, o aerotanque demora um segundo a despejar o depósito de 12 mil litros. Intervirá em todo o País, mas fica estacionado na Base Aérea de Monte Real, que se situa no centro e dispõe de uma pista de grandes dimensões.

    ARMA PARA OS PIORES FOGOS

    O Beriev-200 vai ter como missões operacionais lançar água ou produtos de extinção sobre os incêndios ou como forma de criar faixas que evitem a propagação das chamas. Será activado para áreas de maior vulnerabilidade e risco quando os meios inicialmente accionados se revelarem ineficazes.

    Pode também executar missões de reconhecimento e vigilância aérea armada. Um dos aspectos que o Governo pretende ver testados é a capacidade de manobra em terrenos de maior relevo. O abastecimento no mar e o desempenho em dias de temperatura elevada são também considerados relevantes.

    FASE CHARLIE

    PERÍODO CRÍTICO

    Começa amanhã o período de maior prontidão operacional em 2006, designado por fase Charlie. Corresponde a um aumento do risco de incêndios e implica um reforço de meios. Prolonga-

    -se até dia 30 de Setembro.

    OITO MIL NO TERRENO

    No terreno estão a partir de amanhã oito mil elementos, incluindo 5100 bombeiros, 900 militares da GNR e 120 elementos do Exército que vão combater fogos nascentes com #8220;fardas e equipamento próprio#8221;.

    MAIS MEIOS AÉREOS

    Nesta fase decisiva, Portugal passa a dispor de 24 helicópteros ligeiros e dez médios, além de oito aviões ligeiros, seis médios e dois pesados, num total de 50 meios aéreos.

    BERIEV-200 TESTADO DURANTES DOIS MESES

    O Beriev-200 ficará sediado em Monte Real (Leiria). Estará em trabalho operacional por 60 dias. O aluguer custará 1,2 milhões de euros ao Estado. Será avaliada #8211; por uma equipa de três peritos da Força Aérea, Instituto nacional de Aviação Civil e Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil #8211; a sua eficácia no combate a incêndios e capacidade de abastecer nas albufeiras portuguesas. Dependendo do resultado da experiência, o MAI pondera vir a adquirir quatro aeronaves.

    FICHA TÉCNICA

    Fabrico: Russo #8211; avião anfíbio #8211; primeiro voo em 1998

    Transporta: 12 mil litros de água ou 12 toneladas de produtos de extinção (dobro de um Canadair)

    Tripulação: 2 elementos

    Velocidade máxima: 710 km/h

    Velocidade de descolagem (na água): 220 km/h (necessita de 1000 metros)

    Velocidade de aterragem (na água): 185km/h (necessita de 1300 metros)

    Autonomia: 3850 km (pode deitar 270 mil litros de água num incêndio a 10 km de uma albufeira sem reabastecer combustível)

    Abastecimento em voo: Numa albufeira ou no mar enche os tanques de água em 14 segundos a uma velocidade entre 160 a 190 km/h

    Abastecimento no mar: com ondas até 1,2 metros de altura
    Cláudio Garcia, Leiria

    In CM Hoje

  18. #78
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    Eu também ainda não percebi muita coisa neste assunto, concretamente sobre a disponibilização de meios nesse e noutros níveis...

  19. #79
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    Os alugueres por exemplo são á temporada.

    A temporada de incêndios representa por calculos elaborados pelos especialistas - suponhamos - e baseados nos anos anteriores, em 500 horas de vôo, porém cada hora suplementar pode ter acréscimos de 500% nos custos em relação ao previamente contratado.

    Ai entram as praticas economicistas e de retenção de meios ... [8][8)]


    Ora como isto é faseado segundo a proximidade do perigo - como se fosse possivel prever- os meios são disponibilizados de forma gradual para poupar verbas, contratadas ou extras.


    Tudo porque andam a alugar á quase DUAS DECADAS em vez de comprarem meios e formarem tripulações.


    Um dos tentáculos do negócio podes ver na pág.2 com aquele pequeno organigrama ... mas há mais ...

  20. #80
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    Eu tb não percebo nada disto só sei que vou fazer os possíveis para ajudar através do projecto de voluntariado jovem para as florestas

  21. #81
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    Só encontro esta menção ao dito, que estava para ser estacionado em Ovar.

    citação:BERIEV EM TESTE

    Um avião russo Beriev-200 vai estar estacionado em Ovar e ser testado. Se for aprovado, Portugal deverá ter quatro em 2007.
    In CM 14-05-06
    http://www.correiomanha.pt/noticia.a...al=0&id=201626

  22. #82
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    citação:Originalmente colocada por Excalibur

    Os alugueres por exemplo são á temporada.

    A temporada de incêndios representa por calculos elaborados pelos especialistas - suponhamos - e baseados nos anos anteriores, em 500 horas de vôo, porém cada hora suplementar pode ter acréscimos de 500% nos custos em relação ao previamente contratado.

    Ai entram as praticas economicistas e de retenção de meios ... [8][8)]


    Ora como isto é faseado segundo a proximidade do perigo - como se fosse possivel prever- os meios são disponibilizados de forma gradual para poupar verbas, contratadas ou extras.


    Tudo porque andam a alugar á quase DUAS DECADAS em vez de comprarem meios e formarem tripulações.


    Um dos tentáculos do negócio podes ver na pág.2 com aquele pequeno organigrama ... mas há mais ...
    E mesmo esses alugueres devem ser geridos "com pinças" e ao milésimo, sendo apenas disponibilizados em cima do acontecimento... Quando não chegam tarde, palpito eu...

  23. #83
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    citação:Originalmente colocada por Pé Leve
    E mesmo esses alugueres devem ser geridos "com pinças" e ao milésimo, sendo apenas disponibilizados em cima do acontecimento... Quando não chegam tarde, palpito eu...
    Ou então aparecem uns deslizes monumentais como aquele dos passeios Turisticoas de Helicoptero ...

  24. #84
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    citação:Originalmente colocada por Excalibur

    citação:Originalmente colocada por Pé Leve
    E mesmo esses alugueres devem ser geridos "com pinças" e ao milésimo, sendo apenas disponibilizados em cima do acontecimento... Quando não chegam tarde, palpito eu...
    Ou então aparecem uns deslizes monumentais como aquele dos passeios Turisticoas de Helicoptero ...
    Pois, esses colocam a cereja no cimo do bolo da vergonha, ou da falta dela...[xx(]

  25. #85
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    Actualizando a noticia sobre o "aluguer e teste" do Beriev 200, para uma futura e eventula compra de meios aereos.


    Protecção Civil - Beriev 200 opera a partir de Monte Real
    Gigante russo já voa

    O tipo de aviões pesados a adquirir pelo Estado para o combate aos fogos florestais vai ficar decidido até ao final do ano, anunciou ontem, em Leiria, o ministro da Administração Interna, António Costa.

    “Já é tempo de se tomar uma decisão definitiva em relação aos meios aéreos e queremos fazê-lo este ano”, disse o governante, que visitou a Base Aérea de Monte Real para assistir a uma demonstração do aerotanque russo Beriev 200.

    O avião foi alugado por dois meses – por 1,5 milhões de euros – para reforçar os meios de combate aos incêndios. Mas neste período de tempo estará também a ser testado por especialistas portugueses, para esclarecer algumas dúvidas sobre a sua eficácia em solo nacional.

    O Governo foi aconselhado por uma comissão técnica a comprar quatro aviões pesados, para completar o dispositivo aéreo de combate aos fogos florestais. O modelo Canadair já é conhecido dos responsáveis da proteccção civil, mas em relação ao Beriev – o maior avião de ataque a incêndios do Mundo –, existem algumas incertezas quanto à sua versatilidade.

    De acordo com um representante da empresa russa, cada avião pode custar entre 30 a 35 milhões de euros. Um preço que não difere muito dos da concorrência. Se o relatório técnico for favorável ao Beriev, só fica por definir a quantidade de aeronaves a comprar e a forma de pagamento.

    Apesar de a construtora ser privada, não está afastada a hipótese de haver um acordo entre a Rússia e Portugal para realizar o negócio, abatendo a dívida da ex-União Soviética ao nosso país.

    Para Gil Martins, comandante nacional da Protecção Civil, o importante agora é verificar o comportamento do avião em terrenos mais acidentados, a sua adaptação às condições climatéricas e o efeito das descargas nos incêndios.

    CARACTERÍSTICAS

    CAPACIDADE

    O Beriev 200 tem capacidade para 12 mil litros de água, que consegue tirar do mar ou de uma albufeira em 14 segundos. Pode efectuar descargas totais ou parciais. Em Portugal, além do Oceano, pode abastecer apenas em 13 pontos de água.

    INDECISÃO

    O aerotanque russo tem uma esperança de vida de 30 anos e, neste momento, só está a operar na Rússia no combate aos fogos. A Itália está há dois anos em testes, já sugeriu várias modificações técnicas, mas ainda não se decidiu sobre a compra. O avião que está em Portugal já tem as alterações sugeridas pelos italianos.
    Francisco Pedro, Leiria

    In CM Hoje

  26. #86
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    [:0]

    O Beriev 200 sofreu um acidente !!

    No fim de uma abastecimento na aguieira não conseguiu subir o suficiente e embateu numas arvores.

    Danificou uma asa e motor

    [xx(]

  27. #87
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    Susto na Aguieira
    Beriev tem acidente

    O Beriev 200, avião russo que o Governo português alugou para combate aos fogos, sofreu ontem à tarde uma grave avaria no motor esquerdo, em pleno voo de testes, na Barragem da Aguieira, arredores de Santa Comba Dão – e só a perícia dos pilotos evitou a queda.

    A tripulação tentava a aproximação à barragem para carregar água, cerca das 14h50, quando o motor esquerdo parou.

    O avião ficou a voar apenas com um motor. O piloto perdeu por momentos o controlo do aparelho, que rasou copas de árvores – segundo uma fonte do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC).

    O piloto, por razões de segurança, largou o combustível dos tanques. A gasolina provocou vários fogos florestais que foram controlados por equipas helitransportadas do Grupo de Intervenção e Protecção e Socorro da GNR.

    O avião só não se despenhou, segundo a mesma fonte do INAC, “devido à grande experiência dos pilotos”, russos, com “mais de mil horas de voo”. O Beriev conseguiu chegar à base de Monte Real, onde tem estado estacionado.

    O Beriev sofreu alguns danos – mas só hoje se ficará a saber se pode ser reparado rapidamente ou se é substituído por outro.
    Henrique Machado

    In CM Hoje

  28. #88
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    Mas que raio estes jornalistas não se organizam.

    Foi ao descolar ou foi ao tentar abastecer os tanques de água.
    [8)][8]



    Incêndios: Novo avião russo Beriev parado alguns dias
    O avião russo Beriev que avariou quinta-feira quando abastecia na barragem da Aguieira vai estar parado «alguns dias» para reparação, disse fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

    A avaria surgiu três dias depois do Beriev BE-200 ter sido apresentado pelo ministro da Administração Interna, António Costa, como um aparelho em estudo para eventual aquisição pelo Estado Português para o combate aos grandes incêndios florestais.

    O Beriev, com capacidade para levar 12 mil litros de água, vai estar em treinos em Portugal até ao final de Agosto.

    O tenente-coronel Joaquim Leitão, do SNBPC, explicou que o avião teve quinta-feira, cerca das 14:50, uma avaria no motor esquerdo, quando levantava voo.

    De acordo com a mesma fonte, o avião regressou à base aérea de Monte Real, onde a avaria está hoje a ser avaliada.

    A reparação ficará a cargo da empresa detentora do avião e as peças necessárias para reparar a avaria terão de vir da Rússia, pelo que a solução do problema deverá demorar «alguns dias», explicou o tenente-coronel Joaquim Leitão. Ainda segundo a mesma fonte, está a ser feita uma investigação que analisará em que circunstâncias se deu a avaria.

    Diário Digital / Lusa

    07-07-2006 12:46:00


    Beriev fica em terra

    Três dias depois de ter sido apresentado para testes em Portugal, o avião russo de combate a incêndios Beriev BE-200 já está inoperacional. Anteontem, uma manobra de reabastecimento na barragem da Aguieira terminou com a aeronave a colidir com eucaliptos.

    O incidente, que tudo indica terá ficado a dever-se a “erro humano”, não provocou vítimas, mas abriu várias frentes de fogo na zona e levou já a Liga de Bombeiros Portugueses a questionar a opção do Governo.

    “Temos consciência de que se trata de um avião eficaz, mas há várias limitações em Portugal à sua acção”, diz Rui Silva, da Liga dos Bombeiros Portugueses. “A principal é o reduzido número de barragens com capacidade para o tipo de reabastecimento que faz. Pelo que vimos na Aguieira, uma das maiores barragens, não aconteceu uma tragédia por escassos milímetros.”

    Joaquim Leitão, vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), não entra em pormenores sobre o incidente, admite que a “avaria” vai deixar o Beriev parado oito dias na base de Monte Real, mas garante que a zona onde decorria o teste é “adequada” e foi “validada”.

    “Há 18 zonas de água que permitem o reabastecimento em voo, 14 das quais já foram alvo de reconhecimento e consideradas adequadas. Incluindo a Aguieira”, disse ao CM Joaquim Leitão. De acordo com os dados do fabricante, o Beriev BE-200 precisa de uma extensão de 800 metros para encher com água a totalidade dos seus depósitos.

    O incidente com o Beriev ocorreu precisamente no final do ‘scooping’ – a manobra de reabastecimento na água. Os tanques, cuja capacidade ronda os 12 mil litros, estariam a metade. “Ao levantar, a asa esquerda do avião terá batido no topo das árvores e a aeronave sofreu algumas amolgadelas”, disse ao CM Anacleto Santos, director do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA).

    O motor esquerdo, onde terão entrado pedaços de árvore, não chegou a explodir, mas teve de ser desligado e o piloto obrigado a largar combustível. A bordo da aeronave seguiam dois pilotos russos, um deles em formação, e um observador português. Algumas casas em Aguieira foram atingidas e deflagraram vários focos de incêndio, combatidos por cerca de uma centena de bombeiros.

    O relatório final do GPIAA só deverá estar concluído dentro de algumas semanas, mas Anacleto Santos exclui duas das três hipóteses na lista de causas de qualquer acidente aéreo. “As condições atmosféricas não eram adversas e não há indícios de falha mecânica. Tudo aponta para uma falha humana.”

    A reparação da aeronave será assegurada pela empresa, com peças vindas da Rússia.

    'VI O AVIÃO A DEITAR FUMO'

    Os primeiros focos de incêndio provocados pelo Beriev BE-200 começaram num quintal, em frente à casa onde trabalha Maria Helena Simões, na aldeia da Aguieira. “Eu estava a lavar roupa e ouvi um barulho esquisito. Olhei para cima e vi o avião a voar baixinho e a deitar muito fumo. Estava a ver que ele se enfiava nos eucaliptos”, recordou ontem a mulher. A aeronave não se despenhou, mas à medida que desaparecia no horizonte iam deflagrando os focos de incêndio.

    “Conforme ele ia sumindo, iam começando os incêndios”, afirma Maria Helena. “A sorte – continua a moradora – é que apareceu logo gente da Aguieira e de Travanca do Mondego, que ajudou a apagar as chamas para não chegarem às casas.” Mesmo assim, o fogo provocado pela largada de combustível alastrou aos pinhais e os bombeiros mantinham-se de prevenção para evitar reacendimentos. “Apanhámos um susto dos grandes”, contou Maria Helena.

    'AVARIA VAI INFLUENCIAR'

    A avaria no Beriev BE-200 aconteceu três dias depois de o ministro da Administração Interna ter apresentado o aparelho russo como possível aquisição do Estado para o combate aos grandes incêndios florestais – e levou ontem António Costa a afirmar que esta “vai influenciar” a decisão final do Governo. “Este avião está cá para testes, e para ser avaliado, e tudo o que aconteça durante o seu desempenho será tido em conta na avaliação final”.

    O ministro adiantou que o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil está a investigar os motivos da avaria do aparelho – e, “pela descrição” que tem, “houve, aparentemente, um erro humano que provocou um acidente do qual resultou uma avaria no avião”. A decisão sobre a aquisição das aeronaves russas só será tomada quando terminar o período de testes, em Agosto.

    BARRAGEM DÁ AZAR A AVIÕES

    A Barragem da Aguieira está ligada à avaria de um outro avião pesado de combate aos fogos, há dois anos atrás. Um dos dois Canadair alugados pelo Governo, para o Verão de 2004, passou o mês quase todo de Julho encalhado numa das margens da barragem – e não foi substituído nem reparado pela empresa Omni-Aviação e Tecnologia, conforme o CM noticiou na altura. “As obrigações da empresa não foram cumpridas”, disse o então presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, Paiva Monteiro, e o combate às chamas ficou reduzido a um único meio aéreo pesado. Choveram críticas ao Governo da altura e Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Profissionais, criticou “a dependência do Estado português relativamente a empresas privadas”.

    OPÇÃO RUSSA

    EXAMES E CUSTOS

    O Beriev BE-200 vai estar em Portugal até ao final de Agosto, sujeito a testes técnicos de adequabilidade à missão de combate a fogos. Além de Portugal, através do SNBPC e do Governo, também a empresa fabricante está a recolher elementos. A presença da aeronave custará 1,55 milhões de euros. No final, Portugal decidirá se adquire o avião ou não.

    ITÁLIA TAMBÉM TESTOU

    Há dois anos, as autoridades italianas tiveram oportunidade de testar o Beriev para o mesmo tipo de missão. Na altura, o Governo português chegou a enviar observadores para avaliarem o desempenho do avião. No entanto, acabaram por ser detectadas algumas limitações na actuação do ‘gigante russo’ em cenários de incêndio.

    'LIMITADO NO MAR'

    Para a Liga de Bombeiros Portugueses, não é apenas a capacidade de reabastecimento em barragens – “Há muito poucas em Portugal com dimensão para isso”, diz Rui Silva – a jogar contra o Beriev. “O fabricante diz que a aeronave pode reabastecer no mar, com vagas até 1,20 metros. O que, em Portugal, só acontece no Algarve”, diz o responsável da LBP.

    ÁGUA DOCE OU SALGADA?

    A utilização de água salgada no combate a incêndios levanta problemas ao nível da regeneração dos terrenos. Neste momento, segundo a LBP, existem pareceres contrários de várias entidades. Em causa está a “destruição” causada pela água salgada largada pelas aeronaves nos terrenos. “Não há um entendimento científico quanto à capacidade de regeneração dos solos.”
    Ricardo Marques/F.P.

    In CM 08-07-06

  29. #89
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    Por Defeito

    epa como os pilotos dos aviões recebem a hora de voo

    o que acham melhor??

    ter o pais sem incendios e receber 0 ou ter incendios???

  30. #90
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    Por Defeito

    Uma actualização sobre a eventual aquisição dos Beriev 200


    citação:

    2006-08-15 20:23
    62,7 milhões de euros
    Rússia paga dívida com aviões de combate ao fogo
    Trata-se de quatro hidroaviões Beriev Be-200. Portugal nega acordo.


    A Rússia anunciou que vai pagar a dívida a Portugal, com quatro hidroaviões Beriev Be-200 para combater os fogos, mas uma fonte do Governo português disse à TVI que ainda não há nenhum acordo.

    O Beriev 200 é o maior avião de combate a incêndios do mundo e o ministro da Administração Interna já tinha ponderado a aquisição de quatro aviões destes. Isso mesmo foi, aliás, recomendado pela comissão técnica.

    Esta aeronave russa leva o dobro de água que o Canadair, mais concretamente 12 mil litros. Mas tem um senão: o Beriev tem apenas treze pontos de captação de água seleccionados no continente o que limita a actuação do aparelho.

    Estes quatro aviões anfíbios permitem saldar 90% da dívida que a antiga União Soviética tem para com Portugal e que ultrapassa os 62,7 milhões de euros.

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