Passam hoje 430 anos (04/08/1578) que o Exercito Portugues sofreu a sua maior derrota de sempre no campo de batalha, e que tão graves consequências teve para o futuro de Portugal, alterando assim assim o curso da história do País.
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Passam hoje 430 anos (04/08/1578) que o Exercito Portugues sofreu a sua maior derrota de sempre no campo de batalha, e que tão graves consequências teve para o futuro de Portugal, alterando assim assim o curso da história do País.
Já agora: "foi há x anos" e não "foi a x anos"
Penso que muito do derrotismo do português vem daí. Porque não foi só a derrota, mas também a crise dinástica que culminou no facto de sermos integrados com a Espanha sob o mesmo rei.
Penso que outra coisa que ficou foi a crença de que haverá sempre um "D. Sebastião" para nos vir salvar. É uma crença que nos tem limitado na nossa capacidade de empreendimento e na nossa auto-estima.
O Salazar só lá chegou por um motivo... basta pensar nos tempos da primeira república
Se tivéssemos ganho essa batalha pouca coisa mudaria, o país continuaria a ser gerido e governado por Portugueses e quanto a isso não há muito a fazer...
O problema nem foi termos perdido a batalha, a maior asneira foi termos sequer decidido que a iríamos combater... e com que princípios?
Algo que nunca ninguém explicou foi o que aconteceu com Portugal entre o século XV e o XVI... algo muito grave, que mudou para sempre o espírito Português, deixámos de ser os aventureiros empreendedores ingovernáveis para passarmos a ser como povo, preguiçosos, acostumados, mas ainda ingovernáveis...
Última edição por Rasec : 04-08-08 às 12:52:06
Muito anterior a isso. Se houve tempos em que de facto estivemos bem foi durante o tempo de Viriato e os Lusitanos, porque desde que o burgo se tornou condado portucale, etc etc etc até aos nosso dias isto nunca teve emenda, foi segundo alguns um caldeirão de culturas em antagonismos constantes e blá, blá, blá que nunca deveria ter sido nação, coiso e tal...Finalmente, bons tempos, isso sim e não me importava nada de ter vivido nessa época no lugar de nobre As Descobertas isso é que deve ter sido um manancial que vou-vos contar...
Agora derrotismo!? O que dizer de um país que tem por lema fado, futebol e fátima (qual heresia) está-nos no sangue...Viriato esses sim, tempos em que de heróis se fez a história não esquecendo O Condestável...![]()
É amanhã que ele vai aparecer, vai tirar o país da crise.
O Homem fica chocado quando cá chegar.
Joking![]()
Não sou historiador nem tenho a história na ponta da língua mas lembro-me de ver um programa sobre o tema e a mensagem que foi passada é que, desde o início, Portugal e os seus governantes, quando fazem alguma coisa e amealham algum, vão descansar à sombra da bananeira gozar o que têm enquanto têm. Depois, logo se vê.
Ora bem, vai ser uma data de "ses" mas lá vai.
Se tivessemos ganho a batalha, provavelmente, não surgiria a crise dinástica que acabou em 1580 com a subida de um espanhol ao trono de Portugal.
Se os Filipes não tivessem sido reis de Portugal, as nossas colónias não seriam votadas ao abandono e pilhagem por parte de ingleses e holandeses.
Se os Filipes não tivessem sido reis de Portugal, não teria existido (provavelmente) a guerra de 1640 e anos seguintes que esvaziou os recursos económicos do nosso país e das colónias. E, acima de tudo, para preservar a nossa independência, não tinhamos feitos os acordos económicos ruinosos com os ingleses que impediram a formação de qualquer industria no nosso país (tratado de Methwen, entrega de algumas colónias - ex: a India - entre outros).
Ou seja, provavelmente, teriamos um grau de desenvolvimento industrial, pelo menos comparável a Espanha, actualmente.
É certo que é tudo um conjunto de "ses" e "provavelmente" mas que nos faz pensar, isso faz...
para mim, ainda bem que perdermos essa batalha, o D. Sebastião era menino para estoirar a riqueza do país em guerras sucessivas no norte de áfrica, felizmente bastou-lhe uma, sempre ficou mais barato ao país.
por outro lado ainda bem que não deixou sucessão, a dinástia de avis, que terminou com a sua morte, estava à muito tempo degradada com sucessivos casamentos entre primos. dos 8 bisavos que normalmente temos, d. sabastião só tinha 4 e existiam várias casos de demencia na familia, se ele proprio fosse normal não tinha planeado essa batalha da forma como a preparou.
mal ou bem, a dinastina filipina até governou bem portugal, excessão feita à destruição de uma boa parte da nossa frota na armada invencivel. Tambem seria normal que toda a politica externa passa-se de lisboa para madrid, mas internamente portugal até foi bem governado.
considero mais destrutivo para o pais as invasões francesas, que levou à fuga de cerca de 10.000 pessoas para o brasil, e quem foi não foram os tesos, foram quem tinha dinheiro, perdeu-se uma boa parte da nossa riqueza nessa altura. Foi ai que começou a criação da nossa boa mentalidade portuguesa.
OK, respondi pelo que me lembrava e não pesquisei as fontes ... fico com duvidas porque me parece haver mistura de nomes de diversas origens.
Em alguns locais aparece também como Ksar el Kibir
Ksar-el-Kebir (Arabic, القصر الكبير) is a city in northwest of Morocco with 110.000 inhabitants, about 160 Km from Rabat, 32 Km from Larache and 110 from Tangier. The name of the city also known as Al Qasr al Kabir or Alcazarquivir in Spanish or Alcácer-Quibir in Portuguese. The name translates as The big castle in English. The population of the city is 107,380 (2004 census).
Fonte 1
Fonte 2
Esse é que foi o problema, a batalha de AQ foi o resultado de uma data de asneiras nesse e nos reinados anteriores, numa altura em que Portugal tinha tudo para se afirmar como a maior potência mundial.
O problema não foi a batalha em si, mas o que levou à mesma e a forma sobranceira como foi encarada...
Continuo a achar que um factor marcante muito pouco estudado (ou comunicado) na nossa história aconteceu entre o sec. XV e XIV que mudou as nossas mentalidades de forma radical...
As nossas mentalidades não mudaram, expulsámos foi quem tinha outra mentalidade...
Acho que a nossa decadência começou logo no inicio do
Séc XVI, quando apareceu a inquisição e expulsámos os
Judeus. Lisboa tinha o controlo do comércio de diamantes,
e o judeus que controlavam esse negócio fugiram para
Antuérpia, que se mantém até hoje como centro mundial de diamantes. E isto é só um exemplo.
As descobertas também não foram feitas só à nossa custa. Foi com os templários fugidos de outros países e
judeus que criámos as descobertas.
Portanto, quando fomos tolerantes e aceitámos toda a gente, principalmente quem tinha conhecimentos e dinheiro, isto andou para a frente.
Depois quando ficámos sós, intolerantes, sem vontade
de atrair e desenvolver conhecimento, foi sempre a cair.
Última edição por XlPower : 04-08-08 às 14:46:48
Concordo plenamente, basta ver o nosso nível de endividamento (não só pessoal, mas do poder local e do governo).
E o pior ainda está para vir, quando a UE deixar de contribuir e formos nós a ter tb de contribuir para os outros países (de leste) cujos alguns já nos passaram è frente!!!![]()
Ora aí está uma grande verdade... E porque é que aconteceu isto? Porque a toda poderosa Igreja Católica assim o quis...
Nota-se que os países que aderiram ao movimento reformista de Martinho Lutero (protestantes) são os mais desenvolvidos actualmente. Os que ficaram sob o jugo do Vaticano ficaram reféns da tacanhice.
A Igreja Católica foi um factor de recessão de vários países.