Não sei se conhecem a célebre expressão Franciú de Alcochete, usada para designar o infelizmente muito abundante emigrante luso por terras gaulesas, que quando vem cá é o perfeito hino da estupidez na forma de exibicionismo bacoco através dos seus meios de transporte, indumentárias e, acima de tudo, pela forma de falar!
Ora e no sábado passado pude presenciar mais um desses tristes episódios que depois mais tarde só dá vontade de rir pelo ridículo da situação, quase a roçar mesmo o patético. Ora vejam:
12h36 de sábado, 8 de Março, ao chegar a um supermercado perto de minha casa, para fazer umas compras para o fim de semana. Logo ao chegar, começa o encontro imediato com um destes espécimens em que a estupidez do comportamento está na directa proporção do recheio da carteira. A madame loira de cabelo oxigenado resolve estacionar o seu Mercedes ML deux-cents-soixante-dix cê dê i preto e com vidros traseiros extra escuros de forma a que o dela ainda caiba no parque de estacionamento, mas de forma a que qualquer outro pacóvio du Portugal, ao tentar aceder ao mesmo parque de estacionamento, fique com parte da traseira ainda dentro da estrada. Ouço buzinadelas atrás de mim, enquanto espero pacientemente que a madame (onde será que ela deixou o Fifi?) se aperceba que afinal a voiture está mal estacionada e que tem de puxar pelo menos 1 ou 2 metros à frente, ou então estacionar num local decente. Então ela entra no carro, enquanto a amiga française ou será que era Françoise??? Ah, Francisca?? Pois, isso, isso, vá lá, vá lá...) fica cá fora, à frente do carro, a ajudar na manoeuvre para que a dona não risque o carro no mur que está à frente! Vamos! Ainda tem uns bons 2 metros de espaço! Ah! Não dá, tenho medo de bater! Ok, pronto
. Vi que não saíamos dali, tive que voltar a entrar na estrada de marcha atrás, e entrar por outro sítio, pois dali já não me safava tão cedo.
Entrei, peguei no carrinho de compras e fui tranquilamente riscando os itens da lista de compras. De repente, o horror, o espanto, o medo: as duas amigas já tinham estacionado la voiture e abasteciam-se também, e logo no mesmo corredor que eu!!! E, azar dos azares, procuravam o mesmo tipo de produto que ainda me faltava comprar! E começa o show de demonstração de conhecimentos de Francês (NOT!) em que sai a seguinte pérola: "Ah, Françoise, tu veux aussi du fiambre?" Como é que é???
Du fiambre???
Pronto, tinham acabado de descobrir a careca toda! É que a palavra "fiambre" não existe em Francês, mas é "jambon" que se diz!
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Não pude evitar um sorriso cínico cá dentro! Então afinal as francesas dizem fiambre??? Pois, tá bem abelha! Se dúvidas houvesse quanto à nacionalidade das ilustres senhoras oxigenadas, elas ficaram desfeitas quando, chegadas à parte do talho, estão de modo perfeitamente fluente a pedir o tipo de carne que vão levar... em Português, pois é claro!![]()
Por isso, da próxima vez que quiserem avisar que o Jean Michel va tomber, mais vale logo dizer: "Ah, filho da p***, eu não te avisei que ias malhar com os cornos no chão???"![]()
Inté!!!!![]()



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) fica cá fora, à frente do carro, a ajudar na manoeuvre para que a dona não risque o carro no mur que está à frente! Vamos! Ainda tem uns bons 2 metros de espaço! Ah! Não dá, tenho medo de bater! Ok, pronto
Du fiambre???
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