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Se o problema é o sistema, então mais vale implementar um governo ao estilo americano, onde o presidente é quem manda e já não há o binómio presidente/primeiro-ministro, afinal são dois cargos que podiam muito bem serem fundidos num só, cortava-se logo aí nas despesas com tudo o que gira à volta de cada um. Agora, monarquias? Pseudo-ditaduras com um nome mais pomposo? Valha-nos Deus.
Ou seja, tens de ter um inutil(o que o rei/rainha é numa monarquia parlamentar) a liderar o país para justificar o teu patriotismo?
Estranho, porque tenho imenso orgulho nacional sem necessitar de um lider não-eleito a representar este país. Se alguma coisa, teria menos orgulho se o Portugal voltou a ter um rei.
Ou...:
O Elogio da Monarquia: Porquê um Rei, Porquê a Monarquia?Porquê um Rei, Porquê a Monarquia?
Ao fim e ao íncio dos séculos corresponderam em toda a História do Homem períodos de mudança e novas espectativas. Se o século xx português deu os seus primeiros passos sob o "toque-de-caixa" da República, eu, nascido em 1985, espero que, cem anos volvidos, neste novo ínicio de século e de milénio, a Questão Regimental possa reacender e provocar um clarão de iluminamento e esclarecimento sobre aquilo que Monarquia é afinal .Por o País que teremos em 2010 ser muito diferente do que havia em 1910 esta deverá ser uma discussão feita de bola-para-a-frente e de olhar no futuro.No nosso tempo, Democracia é a parede-mestra de todos os Regimes do Mundo Ocidental.
Em Portugal porém, que malgré tout faz ainda parte desse Mundo, o Regime Republicano faz uma apropriação descabida da palavra Democracia.A fundamentar esses "direitos de autor" os opositores da Monarquia disparam a não-elegibilidade do Chefe de Estado nas Monarquias e portanto a perda de poder de escolha por parte do povo sobre "quem manda". Ora como quem "manda" não é o Chefe de Estado, (Rei ou Presidente da República) mas sim um colectivo de ministros que governa liderado por um Primeiro-Ministro, este argumento morre à nascença.
Ao Chefe de Estado ( de todo confundível com Chefe de Governo ) competem as funções de Diplomata Número 1 do seu país, de Símbolo Vivo da Nação e Elemento de Equilibrio e Estabilidade. Um Rei, pela vantagem de tomar posse ad mortem "até à morte", desempenhará estas tarefas naturalmente e com facilidade: Um longo Reinado permite a consolidação duma forte carreira diplomática através do prestígio pessoal do Monarca; o Rei, garante de tradição e valores da nação, institucionaliza-se como Símbolo do Legado e da História nacional e, "reinando-não-governando", durante 20, 30, 40 ou 50 anos, vigia a rotação dos governos cujas acções e políticas, tal qual um gestor experiente, refreia ou estimula. Judices nascuntur, Advocaci fiunt - "Juízes nascem, advogados fazem-se". Um Presidente da República, por melhor que seja, jamais presta grandes serviços. A limitação cronológica do cargo permite-lhe apenas aquecer a cadeira. As provas ficam sempre por dar!
Sou Democrata, Monárquico e Laico e agora posso responder:
"Porquê um Rei, porquê a Monarquia?"
Porque Sim!
Ah, pronto, assim já percebo e compreendo a importância de ter uma monarquia em Portugal. Afinal, se uma pessoa que já morreu há mais de 75 anos diz que é preciso uma monarquia para o país sair da miséria em que se encontra actualmente, quem somos nós para dizer que não?![]()
Ou, ainda...:
Princpios Acção Monárquica
- A decadência progressiva da identidade portuguesa, dos valores e direitos da sociedade, do território, do património e dos direitos e liberdades dos portugueses, impõem a reposição do sentido histórico de uma Nação, através de um projecto credível e entusiasmante, que restaure Portugal e a sua dignidade.
- A memória colectiva, é a referência dos sentimentos unificadores essenciais de uma Nação e o seu esquecimento ou a sua negação, a permissividade impeditiva das referências essenciais, que identificam e unem um povo, que tem de voltar a ter enaltecido o seu orgulho próprio, como motivação essencial para a construção do seu futuro.
- Restaurar Portugal pela Monarquia, passa em primeiro lugar pela restauração do sentimento unificador de patriotismo, pela ideia política consensual da sua origem, do seu passado glorioso, que motivará o projecto nacional de futuro… o Reino de Portugal.
- Reino moderno, onde os direitos e os valores da sociedade tenham capacidade de afirmação política, onde a diferenciação regional e interioridade não seja preterida, onde a diferenciação cultural e patrimonial não seja esquecida, onde a liberdade dos portugueses esteja protegida, onde a independência e soberania nacional seja garantida.
- Reino moderno, onde seja reposta a capacidade e o direito dos portugueses gerirem a sua sociedade, o seu território e decidir sobre o seu projecto de futuro. A reposição da democracia, pela negação de todos os privilégios de representação política, de associações ou partidos políticos, pois é ao povo que compete a primazia das escolhas de representação política.
- Reino Constitucional, porque terá uma Lei Fundamental, adaptada à nossa diferenciação territorial e social, que será elaborada, discutida e aprovada pelo povo português em liberdade e liberto das pressões ou manipulações das forças políticas, que defendem e interpretam interesses que nos são alheios.
- Reino Livre, porque o povo se libertará e saberá construir a sua própria de governação, assumindo a sua cultura, os seus hábitos, a sua forma própria de ser, expressão duma sequência do seu longo passado, do seu sentimento forte para com o seu território e da sua consciência sobre as suas potencialidades, que recuperam o sentido de Nação independente e soberana.
- Reino da Liberdade, um Estado de Direito, onde as liberdades e os direitos individuais, se exprimem através da garantia de uma Justiça célere e independente, onde os deveres para com a sociedade e território estão claramente identificados porque institucionalizados.
- Reino Democrático, onde a liberdade de expressão e de participação não está limitada à exclusividade partidária e onde os partidos não assumem privilégios de exclusividade de representação.
Justificação de existência:
- A Acção Monárquica surge natural e espontaneamente, através do encontro de monárquicos que nos princípios enunciados se reviram numa afinidade doutrinária e numa atitude de exigência de participação cívica e política.
- A Acção Monárquica não se assume como Movimento político, mas sim como pólo agregador do sentimento monárquico e patriótico, de todas as afinidades que os seus princípios motivarem e simultaneamente divulgador da mensagem monárquica e promotor das afirmações monárquicas individuais ou colectivas.
- A Acção Monárquica propõem um projecto político alternativo e de ruptura, com o actual regime e sistema político. Por esse facto distingue-se de outras afirmações monárquicas, que respeita, pois não perfilha a convicção de que a monarquia se venha a reimplantar através da influência monárquica, no actual sistema político e insiste na necessidade de afirmação monárquica como projecto político alternativo ao regime republicano e ao actual sistema político.
- A Acção Monárquica não se assume como alternativa a nenhuma organização monárquica actualmente existente e defende que na actual situação de oposição ao regime republicano é desejável a permanente consensualização dos monárquicos e suas organizações em propostas de acção e de estratégia comuns.
- A Acção Monárquica não tem, nem pretende assumir qualquer estatuto jurídico, como expressão inequívoca do seu total desprendimento face a protagonismos entre organizações monárquicas e como expressão do voluntarismo e generosidade da militância dos seus membros activos.
- A Acção Monárquica reconhece D. Duarte de Bragança, como chefe da Casa Real Portuguesa e legítimo Herdeiro, considerando que todas as personalidades identificadas na listagem dos direitos de pretensão, são reservas Reais e como tal, têm o dever e o direito de ocuparem a postura inerente às suas grandes responsabilidades, no quadro da luta política pela reimplantação da Monarquia.
- A Acção Monárquica afirma o seu apoio incondicional à Casa Real Portuguesa e disponibiliza-se para todas as tarefas que reforcem o exercício das suas transcendentes funções na sociedade portuguesa e como pólo de aglutinação de todo o sentimento e de toda a acção do Movimento Monárquico Português.
- A Acção Monárquica defende como primado doutrinário do Rei e da Instituição Real, o seu estatuto de Liberdade, de Independência e de Imparcialidade, como garantia única da sua isenção e capacidade de arbitragem, face às lutas do poder político institucionalizado e também face às tentações de protagonismos ou exclusividades dos seus instrumentos de apoio.
- É Portugal e a actual situação crítica que atravessamos que motiva e mobiliza os monárquicos que se afirmam através da Acção Monárquica.
- Farão parte desta declaração de princípios outros textos de natureza doutrinária que por consenso entre todos os seus membros identificam o seu objectivo político.
não aprecio a monarquia
por 2 razões
-não podemos gozar com os candidatos a presidente (ex: Francisco Lopes, a força do carisma)
-sabemos que o suposto rei até é um tipo porreiro, mas não sabemos de o herdeiro é apanhado do clima, e essa imprevisibilidade é negativa
Que justificação fraca. Mais uma vez, não necessito de um lider não-eleito para ser patriótico, e acho que quem tem tanta necessidade de ter algum "Deus terrestre" para restaurar o sentimento de patriotismo realmente falta a ambição pessoal.Restaurar Portugal pela Monarquia, passa em primeiro lugar pela restauração do sentimento unificador de patriotismo, pela ideia política consensual da sua origem, do seu passado glorioso, que motivará o projecto nacional de futuro… o Reino de Portugal.
Não sei de ti, mas faço para que deixo a minha contribuição neste país(até tenho uma profissão que dá uma certa ajuda nisso) sem necessitar de ter algum palerma com uma coroa a dizer o mesmo.
O rei foi mandado embora há 100 anos atrás, e AINDA BEM.
Imaginemos alguém como o Sócrates/Silva, que em vez de estar lá apenas 4 a 8 anos, ia estar lá a vida inteira. Isso é que era!!
Se tivessemos políticos de respeito, não precisavamos de monarquia, podia-nos calhar um Rei em condições, ou um Rei ainda pior do que os políticos que temos.
Não há justificação credivel para ter um rei. Como já vi até aqui, a única "justificação" que vejo de alguns é alguma necessidade estranha de encontrar o seu patriotismo. Como que sozinhos não tenham a vontade de ser patrióticos.
Como disse atrás. Temos uns miseraveis a desgovernar o país, mas a beleza da nossa sistema é que tambem dá para remover esses miseraveis. A sistema está bom, são os politicos que precisam de mudar.
Exemplo: A Espanha ainda não está separada em vários países porque existe um Senhor de nome Juan Carlos
É o elemento aglutinador.
Inglaterra: se fosse lá, um Charlatão de pacotilha como o Pinóquio ao fim de uma semana já estava a ser chamado pela Raínha e... óbviamente era demitido.
Vou só deixar uma pergunta:
Porque é que não se estuda, planeia e implementa um sistema novo e diferente em vez de se voltarem sempre a usar os mesmos, chegar à conclusão que não servem, voltar a ter o mesmo problema, voltar a ter outro que já se teve, etc, etc, por aí fora?
´Desde que na Monarquia ...não usem coches topo de gama com 7 ou 8 motoristas.
Comemorações da República
Por Vasco Pulido Valente
A República foi feita pela chamada "geração de 90" (1890), a chamada "geração doUltimatum", educada pelo "caso Dreyfus" e, depois, pela radicalização da República Francesa de Waldeck-Rousseau, de Combes e do "Bloc des Gauches" (que, de resto, só acabou em 1909). Estes beneméritos (Afonso Costa, António José d"Almeida, França Borges e outros companheiros de caminho) escolheram deliberadamente a violência para liquidar a Monarquia. O Mundo, órgão oficioso do jacobinismo indígena, explicava: "Partidos como o republicano precisam de violência", porque sem violência e "uma perseguição acintosa e clamorosa" não se cria "o ambiente indispensável à conquista do poder". Na fase final (1903-1910), o republicanismo, no seu princípio e na sua natureza, não passou da violência, que a vitória do "5 de Outubro" generalizou a todo o país.
Não admira que a República nunca se tenha conseguido consolidar. De facto, nunca chegou a ser um regime. Era um "estado de coisas", regularmente interrompido por golpes militares, insurreições de massa e uma verdadeira guerra civil. Em pouco mais de 15 anos morreu muita gente: em combate, executada na praça pública pelo "povo" em fúria ou assassinada por quadrilhas partidárias, como em 1921 o primeiro-ministro António Granjo, pela quadrilha do "Dente de Ouro". O número de presos políticos, que raramente ficou por menos de um milhar, subiu em alguns momentos a mais de 3000. Como dizia Salazar, "simultânea ou sucessivamente" meio Portugal acabou por ir parar às democráticas cadeias da República, a maior parte das vezes sem saber porquê.
E , em 2010, a questão é esta: como é possível pedir aos partidos de uma democracia liberal que festejem uma ditadura terrorista em que reinavam "carbonários", vigilantes de vário género e pêlo e a "formiga branca" do jacobinismo? Como é possível pedir a uma cultura política assente nos "direitos do homem e do cidadão" que preste homenagem oficial a uma cultura política que perseguia sem escrúpulos uma vasta e indeterminada multidão de "suspeitos" (anarquistas, anarco-sindicalistas, monárquicos, moderados e por aí fora)? Como é possível ao Estado da tolerância e da aceitação do "outro" mostrar agora o seu respeito por uma ideologia cuja essência era a erradicação do catolicismo? E, principalmente, como é possível ignorar que a Monarquia, apesar da sua decadência e da sua inoperância, fora um regime bem mais livre e legalista do que a grosseira cópia do pior radicalismo francês, que o "5 de Outubro" trouxe a Portugal?
(Adaptação do prefácio à 6.ª edição do meu livro O Poder e o Povo).
Público, 2 de Outubro de 2010
PNETcrónicas
Há várias formas de se olhar para os vários regimes. A monarquia portuguesa também tem os seus podres (e não são poucos).