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tenho exactamente a mesma leitura... o trabalho por trás daquilo é bom. mas é um pouco maçudo ao início. ele não é muito dinâmico. o que se nota muito nos livros tipo codex e fórmula de deus.
Eu agora estou em pausa, mas vou voltar em força com clássicos. Tenho planeada a leitura do Moby Dick e D. Quixote
Tenho tido menos tempo por causa das aulas e de outro passatempo recente chamado puzzles de 1000 peças loool
Eu não acho o JRS maçudo, mesmo que por outro lado admita que cada livro dele poderia ter menos 100 páginas que não se perdia nada. Gosto da pesquisa histórica e penso que os livros dele são bons, se não para aprender, pelo menos para interessar as pessoas sobre determinados assuntos e a partir daí pesquisarem elas próprias.
O homem escreve suficientemente bem (mal seria, devido à profissão dele) para não ficar envergonhado mas também não é nada por aí além. Só não gosto é quando tenta meter floreados que não são para ele (tipo "a espuma das ondas lambeu os seixos na areia sob o sol do fim da tarde"), para isso temos o Garcia Marquez e outros consagrados daquele patamar superior a que poucos chegam. Ou se faz bem feito e com toque de génio ou mais vale não inventar e deixar-se estar na prosa corriqueira, que essa sim, o JRS domina bem.
Acabadinho de ler O jogo do anjo de Carloz Ruiz Zafón.
Sinopse:
Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.
Raista, tinhas razão. Não gostei tanto como d'A sombra do vento mas é um bom livro. O ADN da escrita de Zafón está todo lá mas é um livro um pouco mais confuso e nunca se sabe bem onde é que aquilo tudo vai parar mas é bom, lê-se muito bem.
Não sei se o mesmo aconteceu convosco mas fiz uma confusão tremenda com os Semperes e passei o livro quase todo a amaldiçar o Zafón por não respeitar a cronologia dos dois livros e das personagens comuns. Só no final é que vi que o burro era eu.![]()
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Última edição por KeyserSoze : 12-04-12 às 19:13:36
Keyser, não te quero desmoralizar mas nós percebemos as ligações familiares e a cronologia logo de inícioAcontece, às vezes há coisas óbvias que nos escapam.
Mas essa até foi uma das coisas que mais gostei no livro, foi uma boa surpresa.
Agora quero é que saia o novo dele, acho que é lá para o fim do ano, mas a Plum anda mais em cima disso que eu, é a fã nº1 do home![]()
Epá, quando souberes, mete aí a novidade. Confesso que também fiquei encantado com a sua escrita suave, sensível e delicada. O tipo tem muito jeito.
Fim do ano?! Espero bem que não! Senão até lá ainda leio o espanhol que já saiu em Novembro passado! Chama-se "El Prisionero del Cielo" e vai contar com algumas personagens já nossas conhecidas dos outros dois livros principais do autor.
Repleto de intriga e emoção “O Prisioneiro do Céu” é uma novela magistral onde os filhos de “A Sombra do Vento” e “O Jogo do Anjo” convergem através do feitiço da literatura que os conduz até a um enigma que se esconde no coração do cemitério dos livros escondidos.
Na Barcelona dos anos 50, Daniel Sempere e o seu amigo Fermin, os herois de “A Sombra do Vento” regressam de novo numa aventura que os levará a defrontar o maior desafio das suas vidas.
Justamente quanto tudo começava a sorrir-lhes, um inquietante personagem visita a livraria de Sempere e revela um terrível segredo que se encontra enterrado á duas décadas na mais obscura memória da cidade. Ao descobrir a verdade Daniel irá compreender que o destino o arrastará inexoravelmente a enfrentar os seus maiores medos: As sombras que crescem dentro de si próprio.
Finalizei ontem a leitura do livro Apocalipse Nau de Rui Zink
É o último dia do milénio: três homens e duas mulheres apostam tudo. As probabilidades não são muitas. Se não tiverem sorte, perdem. Se tiverem sorte, perdem. Porque o mundo vai acabar ao bater da meia-noite. É o próprio Diabo quem o diz. E o Diabo, como todos sabemos, nunca mente.
Esta comédia negra que retrata uma noite de passagem de ano de uma familia em ruptura na viragem do milénio, faz-nos pensar e rir.
Logo na primeira rajada, Zink explica o intrincado enredo que envolve as cinco personagens do livro, um autêntico Vietname. Para ele, o homem é um animal simbólico que escolheu viver no inferno e a vida não é mais do que uma sucessão de fins. E, à beira da viragem de milénio, como à beira de um abismo sem retorno, a nossa percepção de catástrofe aumenta, enquanto a temperatura do inferno continua a mesma, tépida.
Motivado pela saudosa memória dos seus tempos nas Noites de má língua resolvi experimentar ler este livro do Zink.
José Rodrigues dos Santos costuma dizer que o segredo para um bom livro é uma boa história bem contada. No primeiro aspecto, confesso que o argumento não é nada de especial - queria dizer algo de pior mas em abono da honestidade a história não é tão má assim. Fiquemos por uma história baça, descolorida sem no entanto perder a possibilidade de alguma verosímilidade. Não a parte fantasiosa, óbvio.
A forma como é contada ganha alguns pontos. Alguns só. Zink mantem o cérebro do leitor sempre em estado de alerta. Não é estado de alerta máximo, é um Defcon 3 ou para uma mente preguiçosa, 2. E faz isso recorrendo a sarcasmo, ironia - bem, que seria de esperar? - em frases curtas e com poucas palavras. Tem a sua piada, pára, arranca, pára, arranca.
É um bom livro para distrair enquanto se espera por outro melhor.
PS: Raista e Plum, leram o Marina de Záfon?
Afirmativo. É um livro muito bonitinho, bem escrito como sempre mas talvez num tom mais juvenil. A história tem muita fantasia e é para ser lida de mente aberta. Eu gostei mas também não parti para o livro com muitas exigências, sabendo de antemão que é um livro mais ou menos juvenil (não o chega a ser inteiramente, anda ali no meio, digamos que é pré-adulto).
Já foram à Feira do Livro de Lx?
Aproveitei umas horas livres e fui lá dar um salto.
Não procurava nada em concreto mas estive atento às pechinchas.
Por 1 € comprei este belo exemplar:
Não será propriamente uma grande obra de literaturamas gosto do estilo e o livro é pequenino, é porreiro para o comboio/metro.
Edição de 1985 mas tinha embalagem plástica.
Está novo.
Quando tiver um tempo, vou lá comprar mais 2 ou 3.
Passem pela feira, tem muita coisa e vale a pena o passeio.![]()
esses livrinhos tenho uma porrada deles eheh, porreiritos para uma leitura "leve" :P
hoje começo a ler o Moby Dick![]()
Já lá fui no dia 25 encher as prateleiras, literalmente.
Trouxe:
- Os 7 volumes que me faltavam da bibliografia completa de Dostoievski, Edições Arcádia;
- A morte de Carlos Gardel e ainda outro de Lobo Antunes;
- Biografia de Carl Sagan;
- um de Steinbeck ( não me lembro do título)
Acho que me estou a esquecer de mais alguns
Entretanto acabei de ler o Medo de Jeff Abbott, não achei nada de especial. Não prende o leitor e tem uma narrativa algo confusa.
Quero muito ir buscar este:
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Para quem não quer gastar tanto dinheiro em livros...
Bookcrossing Portugal
Seguindo o conselho do Raista e da Plum, acabei de ler O sopro do mal de Donato Carrisi.
Sinopse:
Seis braços enterrados. Seis crianças desaparecidas. Um serial killer brilhante e monstruoso, que instiga outros a matar por si.
O criminologista Goran Gavila e a sua equipa de investigação são chamados a intervir, procurando descobrir um assassino que constantemente parece pô-los à prova.
Mila Vasquez, investigadora especializada em encontrar pessoas desaparecidas, entra em cena e junta-se à caça do homicida.
Mas cada passo que dá é, na verdade, controlado por uma mente genial e implacável. Tudo se passa como num diabólico jogo da verdade, como se o Mal trouxesse consigo uma mensagem.
Confesso que o meu feedback não é tão positivo como esperava. As últimas 50 páginas, a meu ver, ajudam a melhorar a percepção que tenho do livro mas globalmente não gostei muito. A história em si, okay, aceito-a mas o resto... Não gostei muito da forma como está escrito. Se calhar estava mal habituado à escrita aveludada de Zafón e notei muita diferença para esta mais crua. E não é só crua no sentido de limitar a descrição, é que a sedução com o leitor é mínima, há suspense por omissão e não porque aquilo nos é dado é inferior ao que nós queremos. Enfim, gostei pouco.
Pois, esse ainda não li, mas agora deixaste-me ainda com mais curiosidade.
Estive na Feira do Livro de Lisboa ontem à noite e comprei "Os Miseráveis" de Victor Hugo por 15 paus e "O Apocalipse dos Trabalhadores" do Valter Hugo Mãe por 10. Estava com o livro na mão, naquela de levo não levo, quando o vendedor me diz "leve que está aí o autor e aproveita e pede-lhe o autógrafo". Quando olho para o lado o Valter estava mesmo lá e fez-me depois uma dedicatória muito porreira. Já vale o dobro.![]()
Quem foi à Feira do Livro este ano? O que acharam, valeu a pena?
"O Prisioneiro do Céu" do Zafón vai ser lançado a 28 de Junho!
O meu já está encomendado!![]()
Desde a última vez que cá vim, acabei a Trilogia Millennium (gostei da escrita fluida do autor, apesar de conter para lá páginas a mais, facilmente cortadas. No geral gostei bastante, e há alturas em que não conseguimos parar de ler!), li também "Ninguém Escreve ao Coronel" do García Marquez e "O Terceiro Homem", de Graham Greene (são livros mais levezinhos - ideais para as minhas viagens casa-trabalho-casa de autocarro - com histórias interessantes).
Agora estou a finalmente a ler "Os Pilares da Terra"!
Neste momento estou a ler o terceiro e último volume da saga "Hunger Games". Estou a gostar bastante embora ache que aquilo podia bem ter sido feito apenas num volume, pois estou a despacha-los ao ritmo de um por semana
Antes disso, li "O Executor" da dupla Lars Keppler e "O remorso de Baltazar Serapião" de Walter Hugo Mãe. O primeiro é um policial sueco e apesar de ter gostado, não achei que estivesse perto da Trilogia Millenium.
O segundo foi uma batalha para conseguir terminarAquele tipo de escrita demora a entranhar, mas globalmente, foi uma boa experiência.
Última edição por Real : 04-06-12 às 13:38:21
Já agora, aposto que alguns que por aqui conheciam e apreciavam Ray Bradbury, talvez com o Fahrenheit 451 como a obra mais reconhecida.
Faleceu hoje aos 91 anos.
Sci-fi legend Ray Bradbury dies - CNN.com
Acabei de revisitar um clássico "O Cão dos Baskervilles" de Sir Arthur C onan Doyle. Como não me apetece fazer nenhuma crítica elaborada digo apenas "xalente"!
Última edição por MrsX : 09-06-12 às 19:15:46
Acabadinho de ler O Perdão de John Grisham.
Sinopse:
Na véspera de cessar funções, o presidente dos EUA concede um indulto a Joel Backman, um célebre intermediário de Washington que se move bem nos corredores do poder e que passou os últimos seis anos numa prisão federal. O que ninguém sabe é que o presidente só concede o indulto depois de sofrer fortes pressões da CIA de quem o Backman conhece alguns segredos comprometedores.
Backman é retirado discretamente do país num avião militar de carga. Dão-lhe uma nova identidade e uma casa em Itália. Pouco depois a CIA revela o seu paradeiro a israelitas, russos, chineses e sauditas... E senta-se a a observar. Não se trata de saber se Backman sobreviverá. Não há a mínima hipótese de tal acontecer. A pergunta para a qual a CIA quer uma resposta é só uma: quem irá matá-lo ?
Já li vários livros deste autor e a opinião é quase sempre a mesma. Bons de ler, bons projectos de filmes mas são livros que não marcam - algo que também não me parece que seja o objectivo. É para limpar o palato.