João Cravinho vai renunciar ao mandato de deputado do PS na Assembleia da República para ser administrador do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), em Londres, por designação do Governo português e por um mandato de três anos.
O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, disse à agência Lusa que «João Cravinho será designado no fim deste mês administrador do BERD, por indicação do Governo, um cargo que cabe alternadamente ao Estado português e à Grécia indicar».
Alberto Martins adiantou que o mandato de João Cravinho no BERD, criado para acompanhar a transição das economias dos países que vão entrar na União Europeia, será de três anos, o que impede uma suspensão do mandato de deputado por motivo relevante.
João Cravinho não esclareceu se vai suspender ou renunciar ao mandato, mas segundo o Estatuto dos deputados a suspensão por motivo relevante «não pode ocorrer por período inferior a 50 dias, nem por mais de uma vez em cada sessão legislativa, até ao máximo de 10 meses por legislatura».
«Na sequência do convite que me foi dirigido, aceitei integrar a administração do BERD, com sede em Londres», confirmou o deputado aos jornalistas, sem querer prestar esclarecimentos adicionais como a data em que decidiu sair do Parlamento ou o momento exacto da saída.
Depois de a Rádio Renascença e o Correio da Manhã já terem noticiado a sua saída, João Cravinho falou nos Passos Perdidos do Parlamento mas apenas quis salientar que não sairá «sem deixar definido o pacote anti-corrupção».
«Quero deixar bem claro que não sairei do Parlamento sem deixar definido na íntegra o pacote anti-corrupção, imprescindível para o desenvolvimento do país», afirmou, referindo-se às conclusões do grupo de trabalho criado no PS com base em três diplomas seus.
Cravinho, que preside à Comissão de Assuntos Económicos, foi deputado pela primeira vez na primeira legislatura e nas legislativas de 2005 foi eleito por Faro, sendo o próximo nome na lista do PS Paulo José Dias Morgado, que foi o segundo suplente.
Alberto Martins declarou à agência Lusa que a direcção parlamentar do PS apoia a saída do deputado porque «é a vontade de João Cravinho» e porque, «com a grande qualidade que lhe é própria», vai ocupar «um lugar de grande representatividade para Portugal».
Diário Digital / Lusa
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Olhando para o curso para o que ele tem feito nas ultimas decadas, tipo nada a ver!:D mas é mesmo assim, o curso é um meio para chegar a tal lado e as cunhas tambem
