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Eh paaah eu sou mesmo um gajo pouco exigente
Eu acho piada a Vaccines, não são nenhuns prodigios mas são bons
Eu penso que os Vaccines têm uma boa voz, uma boa sonoridade e o ADN britânico está lá.
Têm tudo para amadurecer e surpreender.
Se atingirem o estrelato provavelmente tal não acontecerá, mas vale bastante a pena descobri-los.
Já comecei a fazer este top há mais de um mês, e já começo a ficar com saudades, à medida que vertiginosamente nos aproximamos dos primeiros lugares!...
Para hoje, temos um disco que também é nome de boneco.![]()
PS: isto parece uma dica para tótós!![]()
Última edição por BrunoTRF : 05-03-12 às 17:30:09
Portishead dummy?
A minha venia e aplauso
Como falámos no SBSR é uma banda que me marcou profundamente na faculdade e é o expoente máximo do trip hop do qual compõem o pódio massive attack e tricky
O Roads é fabuloso
18 | Portishead – Dummy (1994)
Todos nós conhecemos mais ou menos as potencialidades da zona de Bristol a fabricar o melhor (e quase único) trip-hop. Numa zona socialmente muito activa na década de 90, não só musicalmente mas também culturalmente através da chamada arte urbana, nomes como Portishead, Massive Attack e Tricky são referências máximas.
“Dummy” nasce no auge desse movimento e Beth Gibbons e Geoff Barrow acabam por conquistar atenções com um som intimista, mas ao mesmo tempo diferente de tudo o que se vinha fazendo na terra do brit-pop. “ Numb”, o primeiro avanço do primeiro LP do duo (que depois virou trio), apresenta bases sólidas nos sons menos usuais, aliados a uma voz sofrida e arranhada. Depois veio “Sour Times”, que consegue ser mais consensual, assim como “Glory Box”, o último single de avanço.
Mas, para mim, as atenções inclinam-se mais para a música que me fez apaixonar por Portishead. “Roads”. Não há palavras suficientes para descrever as sensações que esta canção transporta. Resta guardar comigo a intimidade que estabeleci com ela (a Beth e a “Roads”) no festival em que os vi ao vivo. Parecia que estávamos numa sala intimista. “Wandering Star” é outro dos momentos que guardo só para mim.
Os trabalhos subsequentes (“Portishead” e “Third”) mantiveram a qualidade altíssima, apesar de o terceiro marcar uma diferença de roupagem bastante assinalável – mas nem outra coisa seria de esperar depois de década e meia sem apresentar material novo. A realidade é que em tudo o que fazem conseguimos identificar os protagonistas, e isso nem sempre é fácil por parte de uma banda. Tudo o que fazem é inconfundível e tudo é para cima de muito bom.
A aura que Beth Gibbons carrega é sublime. Transporta sensualidade na voz, carisma nas expressões e poder de atracção em tudo o que faz. É uma das mais marcantes personalidades do mundo da música, e juntamente com Geoff Barrow conseguem fazer dos Portishead uma das bandas mais desejadas e apreciadas do mundo.
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Dummy
Portishead - Roads
Portishead - Glory Box
Portishead - Sour Times
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Última edição por BrunoTRF : 05-03-12 às 18:25:08
Já agora acertei uma dica para totos para que conste
Edit: dos 3 só não tive o prazer de ver Tricky ao vivo, os outros dois constam da lista
Última edição por ChicoSLB : 05-03-12 às 18:11:49
Álbum incontornável em qualquer discografia que se preze.
É dos álbuns mais consensuais que existem.
Arrepiei-me a ler esse teu texto, sublime introdução ao álbum, se é que "Dummy" precisa de ser apresentado a alguém.
Vais-me desculpar mas "Roads" não é uma canção, é uma forma de a beleza e a tristeza se entrelaçarem tocando no infinito.
E pronto, vou ali buscar o CD à prateleira e metê-lo a tocar.
Tantas boas novidades que apareceram por aqui nos ultimos dias... Vou ter que explorar alguma coisa esta semana.
A minha ligação com Dummy também vem dos meus anos de faculdade e foi provavelmente o album que mais me marcou. Acho que o Geoff Barrow e a Beth Gibbons (que vi naquele saudoso Sudoeste e há já quase um ano no Coliseu) não sabem fazer má música mas infelizmente produzem com demasiada calma para o meu gosto. O próprio album a solo da Beth Gibbons, apesar de ter passado muito despercebido, agradou-me bastante.
Bruno, não sei se já o referiste mas as tuas escolhas estão por ordem de preferência?
EDIT: já agora, como nota de curiosidade (menos para os mestres mais participativos deste tópico), a capa do album é tirada de uma curta-metragem realizada pelos Portishead chamada "to kill a dead man". Alias o "theme from to kill a dead man" é das minhas músicas preferidas deles apesar de não ter a beleza da voz da Beth Gibbons.
Última edição por SCLight : 05-03-12 às 18:29:08
Eu já tinha metido este vídeo no top do Chico e volto a metê-lo aqui, pois isto merece ser divulgado. Porque se a canção todos a conhecem, a performance da Beth Gibbons só conhece quem já assistiu a isto. Histórico, épico, arrepiante, então a partir dos 4 minutos é o céu, ninguém cantava assim com tanta alma desde o Jeff Buckley.
Não vejo isto uma única vez sem ficar todo eriçado.![]()
O J. Rodrigues também assina!
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Faz uma menção honrosa![]()
Há por aqui Incubus e The Killers mas não vai haver Jeff Buckley.
Isto é grave, muito grave e merece análise atenta.
Provavelmente não te lembras, mas há uns tempos atrás, disseste uma coisa ao Bruno do género: "Então andas a ouvir o padre e não conheces o Papa?". Falava-se de Patrick Watson e Jeff Buckley.
Ou seja, o mais certo é "Grace" não aparecer por aqui, pois o contacto do Bruno com tal obra, a ter acontecido, é bastante recente.
Por outro lado, isso pode não querer dizer nada, face a tamanha alma que paira sobre esse disco.
Quanto a "Dummy", é o 14º melhor álbum de sempre.
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Só vou repetir o que disseram: incontornável, concensual, de arrepiar o pêlo, etc.
E se viesses com o Third também diziam todos o mesmo.
Se meteres Jeff Buckley a pedido, tens de me dizer o que vais tirar.