Vejam o que acontece quando se junta o tail-happy Mercedes C63 AMG, a uns pneus "space saver" 125, fantástico
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Vejam o que acontece quando se junta o tail-happy Mercedes C63 AMG, a uns pneus "space saver" 125, fantástico
Tou no work, e não dá para ver... Mas fiquei curioso...
Quem se lembra de uma coisa destas? heheheheheheheh
Ora aí está uma excelente ideia para a malta dos trackdays ou dos drifts.
É mais divertido e é mais barato!
O produtor do top gear a morder se por não ter pensado nisto.
Parece que vai sobre carris!
125 mm por pneu dá meio metro de pneu no chão.
Gosto do teste depois dos novos pneus.
Tornou tudo muito mais interessante.
Acho que isto tudo era mais que previsível, se o carro fica-se com melhor handling é que era de admirar.
Agora, é entregar isso a uma pessoa que nao esta habituada a conduzir um carro com quase 470cv e tambem sei o que ira acontecer sem ter que pensar muito - no dia seguinte da entrada um C63 AMG Coupe numa oficina da Mercedes todo escavacado por ter tido um encontro imediato com uma árvore (se isto ja acontece com pneus 255...)![]()
Como ele disse, o carro ficou com melhor handling... Claro que pneus 125 é um brutal exagero para demonstrar um ponto, mas o que ele diz no final reflecte o estado das coisas. Tal é a obsessão por tempos em circuito, que acabamos por não ter bons carros desportivos para estrada.
Acho que a confusão gerada é mesmo relativo à definição de handling, que, pelo que vejo, acaba por ser confundido com grip ou velocidades de passagem em curva.
O que não tem nada a ver.
Como o video demonstra e bem, tem tudo a ver com a forma como o carro se comporta, entrando aspectos como controlo e progressividade das reacções do chassis quando chegamos aos seus limites.
Verdade seja dita, o carro pareceu bem previsível e progressivo nas fugas.
Claro que com uns pneus 125, foge por todos os lados, mas no essencial, o video demonstra que a obsessão pelo grip, pelos g's laterais obtidos, pela velocidade em curva, pelos tempos no ring, faz com que os carros apareçam com "patolas" demasiado largas, o que faz com que os desportivos percam algum do factor "fun" que poderiam e deveriam ter.
E que sejam mais imprevisíveis e vão muito mais depressa quando finalmente se chega ao limite, porque é natureza humana abusar até passar do limite.
Depois invés de se perder a traseira numa rotunda a 60 de forma controlada, que se recupera com o largar do acelerador e algum jogo de braços, perde-se num IC a 200 porque aquilo até parecia que nunca largava e quando largou foi em décimas de segundo.
Porque não havia de ser progressivo? Os limites são tão baixos..
Este teste não tem o objectivo de mostrar a superioridade de pneus pequenos, é mais uma curiosidade tipo Top Gear, no entanto pode ter uso em alguns casos em que o objectivo é mesmo perda de tracção, como o drift.
Devias ver o video primeiro em vez de adivinhar, ele diz exactamente o contrario disso, que este Mercedes é dos carros com mais potencia para a largura do pneu, sem contar com o koenigsegg agera de 1099cv, o que ( traduzindo á letra) '' não me consigo lembrar de um carro melhor para destruir os pneus traseiros. ''
agora pergunto-me quanto gastará o carro com aqueles pneus?![]()
E vi, e não estou a perceber qual é o problema
Mais para o fim do vídeo ele mesmo conclui que com os carros desportivos modernos os fabricantes estão tão obcecados com tempos de volta que equipam pneus excessivamente largos e que só se justificavam para correr e na estrada até acabam por tornar a condução aborrecida.
Deves ser daqueles que acha que é mais esperto que a maioria e vê o que os outros não vêem.
Não percebo a tua argumentação, claro que deve haver um equilíbrio, mas neste caso este mercedes até tem pouca borracha para a potencia que tem, talvez para facilitar o slide de traseira..
265/35/18 tem o mercedes classe E 250 CDI com KIT AMG.
Fico por aqui...
Se a receita para tornar as reacções de um carro progressivas fosse apenas tirar apenas largura de pneu, bem, como seria simples...
Mas em algo tão complexo como a dinâmica de um carro, os pneus são um ingrediente importante, mas não o único.
Já tive carros com pneus estreitos com reacções bruscas. Quando tinha o Uno, apanhei 2 sustos enormes, um dos quais me fez lavrar terreno numa rotunda, porque a traseira descolou sem aviso, de forma repentina. E tinha apenas pneus 165 para 45 cavalinhos.
No entanto, a mesma medida de pneus (aliás, exactamente os mesmos pneus que foram transferidos do uno) no Fiesta Mk4 que tive a seguir, tinha um dos chassis mais benevolentes, divertidos e progressivos que se podia pedir.
Grip pelo grip esquecendo tudo o resto não é saudável. O que este video mostra, por muito lúdico e exagerado que seja, é que temos um chassis bastante bem "afinado" de raíz. Mesmo com pneuzinhos de bicicleta, e piso molhado, e com limites baixissimos, não só conseguiu sair do sitio (e estamos a falar de um motor com potência e binário bem alto), como o bom handling do carro permitiu controlá-lo dentro dos limites da pista. Claro que o sr. Harris tem um belo kit de unhas, mas não vi um carro incontrolável ou com reacções estranhas. Tudo fluia.
O C63 sempre foi conhecido por falta de grip mecânico, mas nunca ouvi queixas relativas ao handling, e mesmo retirando as generosas borrachas com que vem equipado, as boas caracteristicas do chassis permanecem.
Como em tudo na vida, existe um equilibrio.
Borracha a mais é o que caracteriza maior parte dos carros de hoje. Sobretudo em gamas mais acessiveis. Vemos carros de segmentos B e C com borrachas que poderiam equipar desportivos "puros e duros" com 2 a 3x mais potência. Claro que é um exagero. E o grip elevado pode dar uma boa percepção de segurança (e às vezes até incutir doses de confiança exagerada ao condutor), mas acaba por "anestesiar" o chassis, mesmo que até seja bom. Existe sempre um equilibrio entre potência, grip e as próprias capacidades do chassis.
Com todas as ajudas actuais à condução que existem, não sei porque é que ainda prevalece o paradigma de que quanto mais borracha melhor.
Sempre poderia ser uma oportunidade para voltar a equlibrar a balança. Voltar a focar no handling e não na capacidade de curvar mais 2km/h que o concorrente. Estamos a falar de carros de estrada, não de pista.
E em estrada, não preciso de um carro que seja recordista de um circuito qualquer. Colocam a barra tão elevada, que na estrada apenas conseguimos usar uma pequena parte do potencial do carro.
Precisamos de carros que entretenham mais e andem menos. Sempre podemos aproveitar mais do seu potencial a toda a hora.
Sim não é por acaso que este C63 AMG tem apenas 255 atras ( o astra GTC chega a ter 245..) é mesmo para permitir o carro andar de lado, mas ai chegamos ao ponto que estás a falar, ter menos grip e ser mais emocionante de conduzir.
Mas isso já tem a ver com o que o fabricante assume como objectivo e publico alvo do carro.
Se queres um carro e a tua prioridade não é eficacia, tens o SLS, este AMG( e outros), o GT2 RS, etc
Se queres performance e eficacia, tens por exemplo o Mclaren MP4, o GTR, etc.
É como tudo, eu acho bem que os desportivos apelem ao prazer e permitam slides etc, mas admito que sou bastante adepto da performance, tempos por volta, se consegue fazer as curvas mais rapido...
Mas para isso existem bastantes opções, para um lado e para o outro.
Agora, não acho que devas condenar se os fabricantes se esforçam por fazer os carros mais rapidos, bater recordes de volta em qualquer pista, a evolução também é importante..
Última edição por vso : 07-02-12 às 22:27:26
Acho que depende sempre do que se procura, estamos somente a falar de conduçao desportiva, mas temos que ver que um carro nao é somente para andarmos sempre no limite mesmo este sendo um carro desportivo.
Eu nunca conduziria um carro que sei que qualquer coisa me largava a traseira, mesmo numa rotunda a 30 a hora, simplesmente porque podia-me enfaixar noutro carro ou subir um passeio e os estragos eram granditos. Para mim, tudo bem que é um AMG e tem 470cv, mas em vias publicas nunca o levaria ao limite nem pouco mais ou menos, o que nao quer dizer que nao me desse prazer de conduçao mesmo assim. Em pista, tudo bem o que ele fez é aceitavel e bastante divertido, mas em estradas publicas queremos algo seguro o suficiente e dar constantemente de traseira é tudo menos seguro, pelo menos para mim que nao tenho unhas suficientes para controlar um carro assim.
Acho que se tem de diferenciar de pista e estrada publica, e os carros nao podem ser so para pista ou so para estrada.
Não condeno. Porque somos nós os tótós que continuamos a pedir coisas mais rápidas e gostamos de ser os maiores lá do bairro.
Potência e velocidade podem ser viciantes e não é de esperar que a tendência acabe de um momento para o outro. E sim, sempre continuará a haver alguém que se atire como o desafiador. É de esperar que os construtores continuem a extrair toda a performance que conseguirem só para validar um ponto. Tipicamente humano...
Esses desportivos de topo, por muito fantásticos que sejam (e como qualquer entusiasta, também os aprecio pelos mais diversos motivos), estão no geral destinados ao famoso 1% da população. O problema não é estarem inacessiveis aos outros, é mesmo servirem de paradigma para tudo o resto, mesmo as criaturas mais acessiveis que conseguimos pôr as mãos. E daí vêm as coisas aberrantes que se assiste. Seja no utilitário de 70cv ou familiar racing com cadeirinhas de bébé de série.
No entanto, ainda há esperança. Carros como o GT86/BRZ voltam a focar na parte mais interessante da dinâmica e outros, com mais ou menos visibilidade, continuam a prevalecer, apostando mais no equilibrio do chassis e na comunicação homem-máquina do que na performance pura, como o Mx5.
Não é preciso muito para se ter um bom drivers-car.
A quantidade de borracha é apenas mais um dos items que tomou proporções exageradas no automóvel actual.
A "Power-Wars" encetada sobretudo pelos germânicos é outra.
Compreendo que seja mais fácil vender no stand algo que tenha mais cavalos, ande mais uns km/h ou consiga um tempo melhor em circuito que o concorrente, mas ao mesmo tempo, parece que esquecemos que estamos a falar, ainda, de carros de estrada.