
Originalmente Colocado por
Andre
É curiosa a forma como têm evoluído as capotas rígidas modernas.
Surgiram como salvadoras do conceito cabrio. Primeiro nos 2 lugares, depois nos 4.
Eram só vantagens: maior durabilidade, melhor insonorização, possibilidade de utilização "all weather".
Avançou praticamente tudo em força para essa solução.
Tivemos já de tudo, desde as originais em 2 porções (que curiosamente são as que vão sobreviver), até a tectos super complexos como o do Eos.
Pelo meio, as de 3 porções prometeram em veículos de 4 lugares, resolver os problemas da linha que as de 2 porções colocavam.
Volvidos uns anos temos: muitos a abandonarem a solução nas
próximas gerações (Astra, fala-se do S3...), e os resistentes a transitar as capotas para novos corpos (veja-se 308 CC e Megane CC), veja-se a tentarem amortizar o que já haviam desenvolvido, mantendo os defeitos/negando evolução.
Afinal são caras de desenvolver e produzir, pesadas, inviabilizam a mala, o charme perdeu-se pelo meio e ainda levantam um sem número de problemas de fiabilidade e "gestão de ruídos" (que o diga o Eos

).
Pelo meio também até veículos com os dois tipos de capota surgiram (MX5 e Sebring).
Parece-me claro que o futuro das capotas rígidas vai ficar circunscrito a alguns 2 lugares, com os 4 lugares a regressarem em força à charmosa lona.
Por um lado é uma pena, dado que se perder a possibilidade de utilização do vidro e os efeitos panorâmicos de tal solução (começou no Megane CC e atinge o exponencial no SLK III).
Por outro, certas vantagens como o modo tecto de abrir do Eos, podem ser obtidas com a lona (veja-se, Mini Cabrio), por isso nem tudo é cinzento no mundo da lona.