
Originalmente Colocado por
rca33
Confesso que acho curiosa esta tendência para as submarcas 'de luxo'.
Eu vejo aqui alguma diferença entre uma VW-Audi ou Fiat-Alfa Romeo e esta tendência que se tem verificado por outras marcas.
Esquecendo questões técnicas nesta discussão, um Audi ou um Alfa Romeo eram marcas com um passado valioso, que num determinado período em que estavam muito mal tiveram um grupo que puxou por elas, investiu em novos produtos, mas tirando partido de um nome com décadas de existência.
Como comprador (e novamente deixando de lado questões técnicas), eu associo à Audi veículos como o carro que tantas cartas deu com o seu quattro, do mesmo modo que associo à Alfa Romeo automóveis com um carácter muito
próprio, quer na vertente das mecânicas utilizadas, quer em estética num passado (basta lembrar-mo-nos de um 'simples' Sprint Veloce 1.3). Diria que mesmo a Lancia teria um passado que permitiria (se a aposta tivesse sido nesse sentido) aproveitar o nome e apostar em algo mais.
Eu olho para a Lexus como o aproveitar a imagem de excelente fiabilidade da Toyota (e da sua fraqueza em requinte e acabamentos) para criar um produto premium para quem acredita muito na Toyota como fabricante de coisas para durar, mas quer algo com mais requinte, qualidade e distinção.
No caso da Renault (e até mesmo da Citroen com os DS) já não consigo ver essa ligação tão grande.
Mas eles têm os números e os estudos, pelo que deverão saber o que estão a fazer...
...ou não, a avaliar por coisas como o Vel Satis e outros que só se venderam para directores de empresa onde a frota dos vendedores era toda composta por furgões e carros comerciais Renault.