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Só em relação a este tópico, acho que é mesmo adequado ao nosso mercado.
Como muitos de vocês sabem, bastantes carros e níveis de equipamento, vêm mais recheados para Portugal do que para outros países. Não sei se é por os portugueses valorizarem os extras ou para de certa forma os importadores tentarem suavizar os preços por cá praticados...
Na anterior geração E60/61, até o 520d vinham de serie com estofos em pele, quando na Alemanha eram opcionais.
Ao passar para a geração F10 tentaram, numa espécie de manobra de marketing, baixar os preços muito ligeiramente face ao antecessor, mas só os estofos em pele como opcional somam uns ~2.000€ que não é um valor propriamente baixo.
Ainda na Bmw, podem retroceder às Serie 3 E46 que na Alemanha nem vidros eléctricos atrás traziam, aliás, é logo uma maneira de distinguir nacionais de importadas. E quantas importadas não vemos pelas nossas estradas que têm Pack M, GPS Profissional, Caixa Auto, Tecto de Abrir, xenon e não puseram um opcional tão barato como vidros automáticos atrás?
Também tenho ideia de que somos dos que compramos mais extras.
Noutro países vejo frequentemente carros premium com tampões de plástico e jantes de ferro e com estofos em tecido, falando em 2 coisas bastante flagrantes. Por cá vê-se um ou outro mas mesmo em A4s, S3s e Cs a grande maior parte tem bancos em pele e jantes sofisticadas.
Penso que uma parte disto se deve à nossa fiscalidade e outra parte às pessoas gostarem de ostentar
Eu não estou comprador de um carro, muito menos deste valor.
A questão surgiu em conversa. Quantos aos 83k€, foi um valor atirado ao ar. Ainda assim acho que se fosse para mim, 95k € para um 530d eram mais que suficientes.
E preferia sempre um 530 nestas condições a um 520d, por muito equipado que estivesse.
Os tampões podem ser jantes de Inverno, mas mesmo de Verão é possível sim. Basta ver os Serie 3 que cá vinham de serie com jantes 16" especiais e lá, vinham com jante de ferro.
Cá é mais frequente ver um carro com umas jantes enormes e vistosas e um interior muito pobre, lá fora a opinião que tenho é que dão mais valor ao interior e acho que assim é que é correcto.
Eu agora não tenho em mente os valores actuais de descontos que se consegue para um 530d, mas à uns meses atrás sabia dizer-te isso.
Eu foi como disse, sem acesso ao configurador da Bmw um gajo fica muito limitadoDá lá um saltinho e vê quanto fica com os extras essenciais.
Uma configuração já com muitos extras mesmo, fica pelos 100.000€, o que em valor final se traduz em bem menos que 95.000€
Depois acontece como ao meu pai, no início ia descobrindo os extras com o passar dos dias e apesar de não se usarem todos os dias, acabam sempre por ser úteis de vez em quando.
Acho que é mais uma questão de mentalidade.
Os africanos genericamente adoram carros bling-bling cheios de coisas, sejam utéis ou não, cores exuberantes, tunning, etc. o carro faz um bocadinho o papel das penas do pavão macho, é ostentação, é afirmação, é "estou aqui pronto a acasalar"
No Norte da Europa é o extremo oposto, o carro é considerado mais um electrodoméstico como a batedeira dos bolos ou o aspirador, serve para transportar pessoas e objectos e anda de acordo com as regras de circulação, o ideal é não ser muito oneroso em termos de combustiveis, revisões, etc.
Nós por cá andamos algures pelo meio![]()
só pedia mais um extra no meu carro , a DA , é que os braços já começam a dar "de si "![]()
Olha que não é bem assim.
A 3BG por cá, existiu no nível Confortline (jante de aço 16"), Confortline Plus (jante 16"), Trendline (jante 16"), Highline (jante 17") e Sportline (jante 17").
Claro que os interiores melhoravam entre versões, mas por cá foram comercializados Confortline. O que tenho observado ultimamente é que muitos deles conseguiram fazer bons negócios com jante de aço porque parece haver alguma procura
Já desde as 3B que o importador para PT decidiu colocar o Climatronic de serie logo nos Confortline e frequentemente vês umas importadas com AC Manual, por exemplo.
Importadores importam aquilo que vai vender em Portugal, uma Passat com 10 anos e tampões por 10,000 € não vende.
Os meus familiares em Krefield/Alemanha (acho que é assim que se escreve), e mesmo em Champange/França, aqueles que conhecem a realidade do local onde vivem, e mesmo eu já lá estive em Krefield em 2007, já me interessava por isso e constatei que há muitas maquinas, muitos Mercedes, muitos BMW, muitos Jaguars e até clássicos de luxo se vê, mas também constatei que lá há dois interesses: bom carro, bom motor.
Mais Mercedes e BMW na Alemanha e mais Peugeot/Citroën e Renault na França, como é óbvio.
Sinceramente penso da mesma forma, mas eu de Português só tenho a morada![]()
Fahrenheit eu quando me referia ao importador, era a Siva a que me referia, importador em novo, não quem importa em usados
Basta atravessares a fronteira e ver os carros mais comuns. Vês facilmente Megane's 2.0dCI quando aqui é praticamente tudo 1.5 dCI, motorizações a gasolina que não têm expressão em Portugal (devido ao preço dos combustíveis lá). Já à muitos anos atrás que (para mim) concluí que os Nuestros Hermanos preferem carros mais potentes e menos equipados e nós é precisamente o contrário.
Aliás, vês facilmente carros com "tampões" em Espanha.
Um Português típico (onde eu não me incluo de nenhuma forma), prefere gastar o "pé-de-meia" que sobra em extras, do que procurar uma motorização maior.
Sinceramente não culpo de nenhuma forma o preço da gasolina ou gasóleo, é algo que já é assim já à muito tempo, simplesmente agora é mais evidente.
Fosse o nosso pais um pouco maior e as coisas não eram assim, os meus familiares para irem à praia, de Krefeld às praias Holandesas (que são as mais perto) são mais de 300 Km, se for para as praias Alemãs são cerca de 500 Km, para irem trabalhar fazem quase 100 Km, grandes viagens pedem grandes motores.
Eu pelo menos penso assim.
Não deixa de ser verdade, mas acrescenta a isso o factor clima.
Em muitos países onde tens muito frio e especialmente muita neve, o carro assume um papel diferente.
Não só há um convite menor à utilização do automóvel por diversão/passeio (com frio e neve a mais é bem melhor estar quentinho em casa), como mesmo as necessidades são outras.
Tenho um amigo em Itália que diz que naquela zona não faz sentido pensar num carro que não seja 4x4 (nem que seja um 'SS Yong' como o dele).
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pois eu prefiro ter o motor suficiente para a utilização que dou, e ter os extras que acho necessário. Um exemplo, prefiro um golf VI 1.6 tdi com os extras do que o 2.0tdi sem os mesmos. Lá está, eu não preciso de grandes cv para andar a 140. MMas são gostos....
Não escrevi bem.
O que queria dizer é que na alemanha um A4 ou um S3 está acessivel a um operario fabril por exemplo, que o poderá comprar eventualmente mais despido e se calhar é uma pessoa que não dá tanta importancia a estofos em pele por exemplo, enquanto que em PT um A4 ou um S3 já custa 40 ou 50 mil euros e só esta acessivel apenas a uma classe mais alta que privilegia mais algum equipamento, pelo menos tenho essa ideia.
Seria um bom estudo para se fazer.
Tambem partilho da mesma opiniao, apesar de termos de avaliar carro a carro, à certos modelos que prefiro um motor melhor que extras, isto porque os motores de entrada nao trazem nenhuma vantagem antes pelo contario.
Caso dos ''antigos'' 307 com o 1.4 HDI.
Sim, tambem gastam mais, manutençao mais cara e hoje em dia, mais IUC.
Se uma pessoa tem um carro maioritariamente para andar em cidade e de vez em quando fazer umas viagens, nao tem interesse em ter potencia à maluca ja que pratica uma conduçao calma, por exemplo, nao vejo vantagem em ter grandes motores, quando estes so trazem desvantagens.
e como é que se define a motorização ideal?
por exemplo no final dos anos 90 o tdi 110 era basicamente o topo e puxava os A4 e A6 passat , agora já não serve para viajar? Será que o Portugues tipico precisa mais do que o 100-110 cv que varias motorizações actualmente oferecem? para puxar segmentos C e D? diria que é mais que suficiente para a esmagadora maioria das pessoas e muitas delas possivelmente raras vezes atingem a potencia máxima do motor.
A potencia máxima não é só necessária a 240 Km/h, também o é nas recuperações e acelerações.
O facto é que o peso aumentou constantemente, o que era A6 com (1400 Kg?) em 1990 movido com o 1.9 TDi, agora é +200 quiçá mais 300, (não faço a mínima ideia, estou a atirar números ao ar), e a motorização "mínima" é o 2.0 TDi de 177 CV.
Mesmo os Seg. C que nos anos 80 tinham motorizações de 60 CV, agora no mínimo é um 90/95/100 CV.
Sim as motorizações continuam a ser de 100/110 CV mas não no Seg. E!
SIm mas não se andam a fazer tempos cronometrados na estrada
O A6 era um caso mais extremo não devia ter incluido queria so falar mesmo dos C e dos D... os motores de 100-110 cv que as marcas oferecem dão e sobram para a maior parte dos Portugueses, a "necessidade" de potencia está mais instalada na classe mais jovem ou pelo menos a vontade de a ter.