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crash
Cagi e Bg2 já deram uma visão geral do problema, que afecta maior parte dos construtores europeus não premium, exceptuando a VW.
Margens baixas, excesso de capacidade produtiva, dependência excessiva do mercado europeu.
O que não entendo é a associação com a GM. Até acertarem agulhas, só deveremos ter resultados perto do final da década.
Até lá, não terão poupanças de escala suficientes para surtir algum tipo de efeito, o que pode explicar a venda de activos e fusão de distribuidores que tem ocorrido no grupo PSA.
Sinceramente não dou grande futuro a esta parceria. A GM tem o problema Opel para resolver (com o mesmo tipo de problemas que afectam a PSA) e tem uma Chevrolet a crescer no mercado, esta sim, com verdadeiro potencial global tendo modelos de sucesso a vender simultaneamente em 3 continentes, como o Cruze. Porquê a associação com a PSA? Será que esperam resolver as questões da Opel com esta associação com a PSA?
A PSA tem umas parcerias interessantes, como a Toyota e Mitsubishi. Porque não aprofundar uma dessas relações? Economias de escala estariam mais rapidamente acessiveis.
Os sucessores do 107/c1/Aygo já devem estar a sair do estirador. Fala-se que a PSA poderá recorrer novamente à Toyota, agora que parte da parceria com a Fiat nos comerciais acabou.
E a Mitsubishi com os SUV's poderiam, na
próxima geração, delinear melhor um plano de cooperação, para não se fazer estes exercicios rápidos de adaptação que originam coisas que não são nem carne nem peixe.
No entanto, acho que deveriam aprofundar relações apenas com um parceiro, até porque poderão acabar com uma gama de veículos que não permitirá troca de componentes intra-grupo.
Infelizmente, parece-me que a solução da VW, a criação de uma plataforma modular que permite aplicá-la em carros de tamanhos bastante distintos, a atravessar praticamente todos os segmentos, seria o único investimento imperativo para os restantes construtores europeus durante esta década.
Já que é hipotético conseguirem vingar noutros mercados, pelo menos poderiam optimizar a coisa intra gama.
E fechar uma ou outra fábrica, irá acabar por acontecer. É doloroso, mas antes uma fábrica que a queda do construtor. Que os politicos europeus deixem-se de tretas. Sei que não fica bem permitir esse cenário quando se quer vencer umas eleições, mas a manutenção a todo o custo de alguns postos de trabalho poderá ter efeitos mais destrutivos a médio prazo.