|
|||||
Acho estes dois tópicos interessantes, principalmente o primeiro:
Qual é a relação entre cilindrada e cavalagem?
Qual a vantagem de muitos cv por litro num atmosférico ?
Depois de leres os dois, deves ficar com uma ideia bem organizada do conceito..... se calhar não vale a pena é gastares muito "latim" a explicares isso aos teus conhecidos. A maioria do pessoal quer "verdades absolutas" e não coisas muito complicadas.
Eu aí não concordo muito. Acho que é algo que prejudica severamente qualquer um dos dois.
O meu trajecto normal é muito neste estilo, 7km, para e arranca, rotunda semáforos. O 320d gasta na casa de 9,2, o 330i na casa de 14 neste tipo de trajectos. Ou seja o consumo é péssimo (relativamente ao ideal de ambos) nos dois casos.
Eu da minha parte referi sempre o Volvo ou outros da mesma tipologia em situações bem especiais que já expliquei e em comparação com um diesel C ou D também usado.
O Ganoes perguntou sobre o binário e foi o único aspecto que mencionei.
Em todo o caso podes ter coisas do género (números grosso modo):
Gasolina 1.4 aspirado: 130 Nm (às 5500 rpm)
Turbodiesel 1.4: 220 Nm (às 2000 rpm)
Gasolina 1.4 turbo: 240 Nm (às 2000 rpm)
Ou seja, variantes turbo mais ou menos próximas em binário, vantagem para o Otto.
No entanto, se vires 2.0TSI e 2.0TDI, o TDI (320 Nm) neste caso tem vantagem em binário para o TSI (280 Nm).
Por isso é que eu disse que as contas agora foram baralhadas. Antes dos turbos se começarem a popularizar nos motores a gasolina, era certo e sabido que o maior binário estava no turbodiesel.
Claro que sim, e nesse caso a vantagem de um turbodiesel face a um otto NA é ainda mais gritante: mais binário, mais cedo, e uma curva "flat" no máximo numa faixa alargada de rotações.
Quando metes um turbo no "gasosas" ele passa a gozar destas vantagens também.
Eu não estou a defender um ou outro, estou a olhar apenas de um ponto de vista técnico e desinteressado.
Isso é mesmo muito grosso porque não se tira conclusões nenhumas sem se saber a pressão. Porque "turbinado" não é binário, zero ou um, há motores turbinados com boost de 0.6 e há motores turbinados com boost de 2.8...
Já agora adiciona aí para por as coisas em perspectiva:
Diesel atmosférico 1.4: 90~100Nm lá para as 3000rpm
Exactamente o que eu queria dizer há bocado.
Fala-se de comprar um maquinão usado barato e fica tudo em sentido porque vai fica caríssimo de manter, e porque se avaria ai Jesus...só que para se gastar a diferença para um qualquer segmento C novo é preciso ter mesmo muito azar e avariar muita coisa!
Fico a pensar que é malta que nunca comprou um carro usado e pensa que eles caem todos aos bocados.
Num turbo otto, de qualidade, o binário máximo aparece super cedo e aguenta-se até RPMs em que o diesel já está em regime máximo ou lá próximo.... Sempre com o binário no valor máximo (é claro que isto é um bocado artificial, mas isso são outros assuntos). Isso mostra bem superioridade dum otto comprimido de qualidade![]()
O meu ponto de comparação foi sempre com um diesel também usado, logo os azares também podem ocorrer. E a almofada deixa-te folga para alguns azares.
Eu concordo contigo, já tive carros com idades bem avançadas. Nuns casos com 6 anos já pareciam uns cancros, outros com 8, 10, 11 ainda estavam muito bons (o Focus TDdi cá de casa vai fazer 11 anos e está muito bom, estou mesmo impressionado!)
É muito uma questão do cuidado que dás ao carro mas sobretudo da qualidade intrínseca do carro.
Mas os carros de má qualidade mostram-se muito acabados, andas com eles e nota-se bem que ele já deu o que tinha pra dar (caixas com folga, suspensões ruidosas, travões a fraquejar).
É claro que podes andar com ele, parecer tudo muito porreiro, ires ao mecânico, etc , e mesmo assim sair-te a fava (não estou aqui a armar-me em herói com capacidades extra-sensoriais).... mas o risco baixa muito.... e depois ainda tens a tal almofada.
Um carro bem avaliado, com boa reputação, levando com o GPL (para reduzir os gastos), uns Continental SC, uns belos Bielstein B6, trocar os fluídos fundamentais por líquidos de qualidade, uns calços porreirinhos à frente, com um detalhezito, ia deixar muito boa gente surpreendida![]()
Última edição por DMA : 09-12-11 às 20:44:38
Hoje tava a falar com uma rapariga, cujo Ibiza ja tem mais de 220mil km com um motor 1.0. Só isto surpreendeu-me. Mas nao se queixava de barulhos no interior. Até ela pode ignorar e não saber, mas levantou-me a questão: entre um diesel estimado e um gasolina estimado, o que manterá o conforto mais tempo, dependerá do tipo de combustivel?
Lá está.
O que é bom para ti pode não ser bom para os outros.
Logo a tua verdade não é a verdade absoluta. São os teus requisitos. Diferentes de muitos outros.
Se eu gostava de ter um Mustang? Gostava! Mas tendo de gerir dinheiro, sei que não é uma compra inteligente para mim. Mas pode ser para os outros. Agora não acho correcto dizer que quem compra diesel não percebe nada de carros. (não estou a dizer que o disseste)
Normalmente com cilindradas iguais os diesel turbo têm binários máximos tão ou mais elevados que os gasolina turbos.
É que os exemplos mais arregaçados de diesel são perfeitamente compatíveis com um familiar, enquanto os dos gasolinas não !
Qual é o 2 ou 3 litros turbo a gasolina que tem binários máximos de 400 ou de 600 e é compatível com uma utilização versátil (não me venham falar de mitsus evos e afins)
v7, o novo 2.0 da BMW (TwinPower) deve ser super elástico, e o N55 idem nos 3.0 litros (sei que fica aquém dos 600Nm que referiste, mas também não é qualquer diesel 3 litros que lá chega, isso pra não voltarmos a velha questão de não olharmos só para os valores máximos).
Mas realmente para um familiar, um 3 litros diesel é uma escolha muito engraçada.... um óptimo balanço
Última edição por DMA : 09-12-11 às 22:28:40