Viva!
Venho apresentar a minha nova aquisição, trata-se de um Rover 45 1.4 Impression de Junho de 2003 na variante Saloon com uns simpáticos e saudáveis 18.500km.
Este carro possui características bastante interessantes e que me deixam pensativo quanto à sua falta de sucesso de mercado. Embora me encontre algo caído de quatro pelo novo brinquedo, tentarei ser o mais imparcial possível na sua análise global.
Começos por aquela que será, sem grande sombra para dúvidas, a característica que mais me agrada neste carro, a sua relação conforto – comportamento. Sim, leram bem, este carro é senhor de um comportamento significativamente equilibrado e de um conforto elevado, é difícil encontrar irregularidades na estrada que façam o 45 perder a sua postura e que o tornem num carro desequilibrado, no entanto, desenganem-se aqueles que pensam que isso prejudica o comportamento dinâmico deste automóvel. Na abordagem a um local mais sinuoso, o carro possui um pisar firme que transmite uma sensação de segurança bastante elevada, e ao virar o volante não nos deparamos com uma transferência de massas que o faça adornar significativamente, antes pelo contrário, parece uma autêntica tábua. À medida que vamos fechando a trajectória o carro avisa-nos de forma exacta qual será a sua próxima reacção, tornando-o num dos carros mais previsíveis, a par do Alfa 147, que já conduzi até hoje, porém, nem tudo são rosas, a direcção mostra-se algo pesada e com pouco feeling. Um aspecto a rever.
Relativamente à performance do bloco, pouco ou nada posso referir, pois ainda não tive tempo para grandes experiencias, apenas puxei uma segunda que me mostrou a bela sinfonia do Série K…
Apesar de tudo, já reparei que é a partir das 4.000 rpm que este motor mostra o que vale, embora a sua prestação em baixas não seja minimamente comprometedora, é nos altos regimes que este se sente bem.
Enfim, o bloco tem um canto gregoriano digno de se ouvir e que se faz acompanhar pela descida de forma vertiginosa do ponteiro do combustível.
Deixo-vos uma tabela com as especificações do K:
Quanto à qualidade de construção, é aqui que a porca torce o rabo, a parte superior do tablier (bem como as portas) é toda ela composta por uma material suave e agradável ao toque, tudo o resto são plásticos de qualidade duvidosa, mas que revelam boa solidez de construção. (Superior à do VW Bora Highline que conduzi no decorrer do dia de hoje)
Ainda no interior, devo referir que não sou grande fã da manete dos piscas e das escovas de limpa pára-brisas, nem considero a sua utilização intuitiva. Outro ponto negativo vai para a inexistência de iluminação em alguns botões, nomeadamente no dos vidros eléctricos, regulação dos espelhos e elevador dos faróis.
Impression é o seu nível de equipamento, tendo sido disponibilizado a partir de 2003 como sendo a versão topo, este engloba:
4 Vidros eléctricos;
Retrovisores eléctricos e desembaciados;
Ar Condicionado;
Volante e manete da caixa em pele;
ABS e EBD;
Duplo Airbag e Airbags laterais
Alarme com imobilizador e comando à distância;Sensores de Estacionamento;Comandos no volante;Jantes de 15" Turbine;Rádio CD;6 Colunas com tweeters;Alarme;Direcção Assistida.
Como qualquer veículo automóvel, não está isento de problemas, sendo estes sobejamente conhecidos:
Como podem constatar, o tão famoso problema da junta do motor foi sendo alvo de vários trabalhos no sentido de aprimorar a fiabilidade do bloco, até que é introduzido um reforço por parte dos técnicos da Land Rover que limou por completo esta questão, este baseou-se na utilização de uma nova junta, sendo ela proveniente do bloco 1.8 a gasolina do Freelander.The engine's head-gasket was made from a steel core plate with silicon rubber beads to seal water and oil ways rather than the more traditional materials. However, the redesign of the cylinder block to enable the capacity to stretch to 1600 and 1800 cc resulted in a lack of stiffness. This allowed movement across the gasket face and subsequent gasket failure. The design of the cooling circuit was also less than optimum, allowing a hot engine to be suddenly flushed with cold water when the thermostat opened. This "thermal shock" put more stress across the gasket face. These factors were particularly severe in larger vehicles such as the Land Rover Freelander.
The Freelander problem was relieved to a certain extent by a special pressure release thermostat which, with the aid of a spring loaded valve, allowed a small amount of coolant to bypass the thermostat at high engine speeds regardless of engine temperature.
A modification made in an attempt to reduce the rate of gasket failure was to replace the plastic dowels with steel dowels in the cylinder block top face this helps reduce the head movement relative to the cylinder block. The rubber sealing beads were also modified to give improved attachment to the gasket core plate.
More recently, Land Rover have released a reinforced MLS (Multi-Layer Steel) head gasket for the K-Series engines, which until mid-2005 were fitted to the 1800cc petrol variants of their Freelander model. A modified oil rail was also developed to be used in conjunction with the gasket to improve block stiffness. Time will tell as to whether the improved design will cure this fault of the K-Series engine, but many professionals and enthusiasts now recommend this new design over the standard gasket as fitted by MG-Rover. To date, the results appear to be good.
Ao nível de carroçaria, este modelo possui duas opções. A Saloon (Sedan), e a Hatchback de cinco portas, sendo a minha a primeira.
Em suma, aspectos positivos:
- Motor;
- Conforto;
- Equipamento;
- Comportamento.
Pontos Negativos:
- Alguns materiais;
- Visibilidade traseira.
Julgo que é tudo e peço a todos vós para não citarem este post, pois será alvo de várias alterações com o decorrer do tempo.
Amanhã posto fotos.
Cumprimentos!![]()




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Mas não deixa de ser um carro com interiores muito bonitos, acolhedores e com bons materiais para um segmento C.



