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Actualizando a coisa...
desde o arranjo que a experiência de condução melhorou consideravelmente, ao dar para ouvir o motor em toda a sua glória.
Dado que de momento não tem catalisador, o rugido ganho torna-se interessante, não só ao ligar como quando se decide passar das 3000...
A velocidades moderadas, 80-100km/h, ficando abaixo das 3000 é bastante silencioso, mudo até. Para o cruising é excelente, ajudado pela capota surpreendemente boa em isolamento acustico.
no entanto, estas últimas semanas pregou-me um par de partidas.
Depois do arranjo, o carro ficou excelente, mas passado uns dias, passar de 2ª para 3ª tornou-se praticamente impossivel. As primeiras 3 velocidades para serem engrenadas necessitavam de maior esforço que o habitual. Mas de 2ª para 3ª era quase inútil, mais valia passar de 2ª para 4ª e depois reduzir. Esta dificuldade acontecia apenas a engrenar em ordem ascendente. A reduzir, sem stresses nenhuns, tal como deveria ser.
No fim de semana fui ter com o mecânico para combinar um dia para ver o que se passava, mas nesse mesmo dia, tão depressa como apareceu, o problema simplesmente desapareceu. A caixa tornou-se outra vez o mimo que era. Nãããã compreendo.
A outra partida que o carro me fez foi bem mais interessante.
Já andava a notar à algum tempo que o carro por vezes tinha alguma dificuldade em pegar.
O problema agravou-se de forma consideravel quando veio do mecânico. Só conseguia que ele pegasse quando estava frio. A quente era praticamente impossivel pô-lo em funcionamento.
O que levou a 2 situações de mierda.
A primeira quando tive de dar de comer aos cavalos...
Muita gente para atestar, meto-me na fila e desligo o carro enquanto espero. Prontos... não decidiu pegar mais. Empurrei-o para atestar, e depois mais um empurraozinho para sair da bomba, que felizmente situa-se numa rua a descer. Deixo a gravidade actuar, engato a 2ª e prontos... motor a rodar... o problema foi a direcção assistida que não "activou". Felizmente tava perto de casa. Estacionar a tonelada de rasteirinho sem DA foi uma experiência interessantemente suada, eheh
A 2ª situação de Mer-Deux foi um pouco mais grave.
Deslocava-me ao inicio da noite pela 2ª Circular, na faixa da esquerda, e encontro algum transito na mesma, que me obrigou a um pouco de pára-arranca. Aqui o "rookie" deixou o carro ir abaixo num dos "arrancas". E o carro nada... Calou-se e não deu mais sinal de vida.
Situação: parado na faixa da esquerda na 2ª Circular, numa altura em que o trânsito começa a ficar mais espaçado e as velocidades aumentam...
4 piscas, saco do triangulo e colete, uns quantos gritos de revolta de condutores mais stressadinhos e felizmente apareceu poucos minutos depois a policia, que ajudou a parar o transito para colocarmos o carro na berma.
Entretanto, chamo a "assistência", providenciada pelo meu irmão, que me trouxe uns cabos e o rasteirinho lá voltou à vida.
O problema, que já até estava planeado para averiguar antes de acontecer este episódio, poderia estar no alternador ou bateria.
E, como se veio a verificar, lá teve de ser uma bateria nova.
Esperemos, a partir de agora, que as coisas corram com um pouco de mais calma, que estes episódios aconteceram numas semanas muito complicadas a vários niveis, sobretudo na carga de trabalho e que nada ajudaram a descomprimir...
Temporariamente, dado algumas mudanças na rotina, tenho andado bastante por estradas mais abertas, a envolver coisas com multi-faixas e curvas muito abertas. Não é propriamente o melhor cenário para aproveitar as qualidades dinâmicas do carro, mas deu para averiguar as boas qualidades de cruiser.
São pormenores a rever, habituais em usados.
Depois ficas ai com um arado excelente para Daily e para Track![]()
Fiquei assustado...
Isso só devia parar com falta de gasolina. De resto não devia parar. É um Toyota![]()
Bem, baterias podem pifar em qualquer carro.
Já no Mx5 também tive de a trocar...
A questão da caixa é que é mais delicada.
Como agora parece estar tudo bem, também não sei muito o que dizer ao mecânico.
No entanto vou ter uma conversinha com ele, aproveitando para afinar o travão de mão.
Curiosamente, coincidência ou não, único problema a sério que tive no Mx5 também esteve relacionado com a caixa de velocidades. Mais grave do que no Mr2, já que não conseguia engrenar nenhuma velocidade. Como a embraiagem é de accionamento hidraulico, uma fuga do fluido da bomba da mesma, impossibilitou passagens de caixa. A resolução foi bastante mais baratinha que a substituição dos rolamentos da caixa do Mr2... 10€ vs 500€ e uns trocos
Mas num tom mais agradável, ontem tivemos, pelo menos aqui na capital e arredores, uma amena noite de verão, oportunidade nada desperdiçada para umas voltas no rasteirinho de cabelos ao vento.
APesar de os trajectos efectuados terem sido mais uma necessidade do que a voltinha pela voltinha em si, a temperatura agradável, o céu como tecto, e pouco tráfego tornaram o que seria uma deslocação banalissima numa experiência bastante mais gratificante.![]()
O que tiveste no mx5 deve ser o problema típico dos mesmos - o slave cylinder com fuga (no limite podes ficar mesmo sem possibilidade de engrenar nenhuma mudança porque o pedal fica no fim sem "óleo")...mas a solução é fácil e barata. De vez em quando lembro-me de ir ver o meu (é visivel pela cava da roda do lado direito) para ver se há fuga -> só espero que não seja uma coisa de um dia para o outro...para já está sequinho - bater 3x na madeira
O que tiveste/tens na caixa pode ser mais grave, principalmente se implicar abertura da mesma - eu também desconfio que tenho o sincronizador da 2ª lixado porque de 1ª para 2ª se não for de determinadas maneiras...arranha. Se for à bruta, ou se for numa rpm especifica, não arranha. E de 3ª para 2ª nunca arranha. Mas engrena sempre.
Vamos ver é se os problemas do teu ficam já resolvidos ou se andas sempre em maré de azar
PS: O bom destes carros é mesmo estas noites e um qualquer trajecto poder tornar-se numa diversãozita
Yep, o slave-cylinder. Felizmente é algo que existe em abundância e barato.
Entretantos... bem, a caixa tá melhor que nunca. Nunca mais tive dificuldade em engrenar velocidades.
Também chegou a hora de dar comer aos cavalos, e, com este último depósito fez 8.35 l/100.
Está com consumos ao nivel do Mx5 e dos seus 90cv. Sem dúvida, uma das benesses da evolução tecnológica. 50cv extra, mais 200cc e mantenho o nivel de consumos.
No depósito anterior é que foi pior... deu mais de 12 l/100, mas também coincidiu com a reparação da caixa, pelo que certamente houve muitos testes no processo.
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Hoje sinto-me... monumental!
Infelizmente não ficou tão bem como desejaria... Seria necessário 2 pessoas para acertar melhor o plano. Sair do carro e sacar o click, e esperar que a única oportunidade para sair bem seja logo a primeira, antes de aparecer alguém a buzinar é tramado
E à próxima limpo o carro...
"Inspirado" pelo tópico do Ds5, onde se discutem os por"maiores" da concepção automóvel, desde micro-limpa vidros ao posicionamento dos botões para abrir as janelas, pus-me a reflectir sobre os pormenores que chateiam ou poderiam estar melhor conseguidos num uso mais quotidiano do meu rasteirinho e até comparando com o meu anterior rasteirinho. Tendo usado de forma mais frequente o carro nestas últimas semanas, comecei a lidar com os prós e contras do rasteirinho, notando de forma mais expressiva as suas características, boas ou más.
E começando pelo posicionamento dos comandos dos vidros eléctricos. No Mr-2 encontram-se entre os bancos, no prolongamento da consola central, tal como no Mx-5. O problema reside no posicionamento do travão de mão, que no Mr-2 está mesmo entre os 2 botões. Como ando geralmente a solo, para abrir e/ou fechar os 2 vidros, com o travão de mão accionado, torna-se uma operação muito pouco ergonómica. Claro que com o hábito, já lhe apanhei o jeito para poder carregar nos botões ao mesmo tempo, mas obriga sempre a um posicionamento algo forçado da mão e dos dedos. No Mx-5, o travão de mão estava colocado mais à frente e mais próximo do condutor sem atrapalhar o manuseamento dos mesmos. Em ambos a posição deixa algo a desejar.
Outra coisa bastante mal posicionada é o tampão do depósito. No Mx-5 encontrava-se no topo do arco de roda traseiro, ao nivel da tampa da bagageira, pelo que obriga a colocar pistola/mão numa posição bastante desconfortável. No Mr-2 não é melhor, estando na lateral numa posição tão baixa, que obriga a que nos dobremos e também a uma posição desconfortável da mão ao segurar na pistola.
Das coisas que mais chateiam no Mr-2 é o porta-bagagens, que encontra-se na frente. Não pela sua dimensão, mas para aceder ao mesmo.
Ao contrário de um porta-bagagens normal, em que se abre a tampa, ela mantém-se aberta e "prontos". Aqui temos de abrir a frente como de um compartimento de motor se tratasse.
Destranca-se pelo interior (manipulo dentro do porta-luvas), depois temos de procurar o trinco para abrir, e para mantê-lo aberto tem de se usar a tradicional "vareta".
Só que não acaba aí.
Em seguida temos uma tampa de plástico para abrir, com 2 trincos estilo algumas caixas de ferramentas em plástico.
Muito pouco prático. Pelo menos, deveriam ter considerado a hipótese de integrar no capot, uma saliência em plástico que selasse automaticamente o compartimento da bagagem, tornando desnecessária a tampa de acesso.
Outra tampa de plástico que chateia é a que se encontra no topo do painel de instrumentos.
É um prático porta-objectos de dimensões razoáveis para colocar documentos, carteira, telele. Mas o acesso não é grande coisa e a tampa não se aguenta lá muito bem aberta, além de parecer algo frágil. O Mx-5 tinha entre os bancos, por cima do tunel de transmissão, um porta objectos semelhante, bem mais acessivel.
Os bancos também tem criticas. Não tanto por eles em si, sendo razoavelmente confortáveis e com melhor apoio do que tinha no Mx-5, mas pela forma como interferem em diversos aspectos.
Por detrás dos bancos temos mais um porta-bagagens. Como os bancos não têm sistema basculante, é necessário puxá-los à frente e/ou colocar as costas do assento na posição mais vertical que permitem.
Até agora tem dado apenas para usar o banco do pendura, porque torna-se chato ter que regular a posição do banco sempre que queremos aceder à traseira.
Falta um sistema basculante. Se fosse tão simples e funcional como eu tinha no meu Uno, onde todo o banco rodava para a frente por inteiro, sem mexer nas costas ou na posição longitudinal, seria excepcional.
E também, caso os bancos estejam totalmente encostados atrás, torna-se impossivel colocar o corta-vento na posição desejada, pois o mesmo roda sobre um eixo hoizontal, pelo que os bancos têm de estar minimanente afastados para deixar espaço para rodar o mesmo para o colocar na posição desejada.
O Mr-2 é um pouco mais curto que o Mx-5, apesar de ter uma distância entre-eixos 16cm superior, pelo que as rodas encontram-se bem mais próximas dos extremos. No entanto, já por diversas vezes, raspei a parte inferior do párachoques frontal nos lancis de passeio ao estacionar de frente, coisa que nunca aconteceu com o Mx-5. A frente é consideravelmente mais baixa que a do Mx-5. O Mx-5 quase que dá para fazer "trialadas" em comparação.
Apesar do tom critico, poderia apontar "pormenores" a qualquer carro que tive ou que tive de lidar frequentemente. Não significa que deteste o carro. Longe disso.
O Mr-2 tem bastantes pontos positivos. A visibilidade é consideravelmente melhor que no Mx-5.
Os pilares A estão bastante melhor posicionados, interferindo menos em cruzamentos ou quando estamos a curvar para a esquerda. O facto de o banco estar mais baixo, também faz com que o aro superior do pára-brisas interfira menos no campo de visão. É mais fácil lidar com semáforos a bordo do Mr-2, do que no Mx-5, que obrigava a uma muito maior flexibilidade do pescoço.
A visibilidade para trás não é tão famosa, dado a traseira mais alta, mas os retrovisores são consideravelmente melhores do que o Mx-5 trazia. Combinando com as formas mais ou menos rectilineas do Mr-2, é bastante fácil lidar com estacionamentos. Não se sente falta de "bip-bips" ao lidar com lugares mais apertadinhos.
Nas últimas semanas, tive de usar o Mr-2 numa série de cenários variados, desde tiradas em AE a estradas bem enroladas. O contraste com o Mx-5 é assinalável, sobretudo em AE. Os niveis de ruido são bastante inferiores, a capota tem um isolamento bastante bom. Os ruidos aerodinâmicos são bastante mais reduzidos, e apesar da sonoridade do motor estar bem presente, pelo menos é sempre mais agradável do que no Mx-5. As viagens em AE tornam-se claramente mais toleráveis.
Mesmo assim, onde estes rasteirinhos se sentem realmente bem, é estradinhas mais estreitas e enroladas.
Potência não é tudo, mas os 50cv a mais que agora disponho para um lastro extra que não deve ultrapassar os 50kg, fazem mesmo muito jeito.
Recentemente, já a entrar pela madrugada, fiz Ericeira-Lisboa, e ao sair da Ericeira, para quem conhece, seguindo pela estrada da Foz do Lisandro, sabe que a estrada apresenta umas curvinhas bem interessantes, além de após passarmos a ponte, a estrada sobe de forma acentuada.
O Mx-5 ficava sem fôlego quando queria dar uso ao pedal da direita. O Mr-2 já não se queixa.
E mesmos as ultrapassagens a outros carros são realizadas de modo bastante mais despachado e decidido.
Mas ainda estou a descobrir o Mr-2 nas curvas. Permite ritmos mais rápidos que o Mx-5, curvando mais depressa. É quando nos aproximamos dos limites que a coisa se torna um pouco desconfortável. "Sente-se" o peso da traseira (58% do peso total é lá atrás), sobretudo em curvas rápidas de forte apoio. Dá a impressão que a traseira quer seguir o seu próprio caminho, o que é uma experiência nova para mim. Falta-me confiança e também unhas para andar nesse limite ou até ultrapassá-lo. Como já tinha dito antes, e após algumas traseiradas intencionais a velocidades baixas, o Mr-2 necessita de reflexos bem mais ra´pidos que o Mx-5 quando passamos os limites.
No entanto, acaba por tornar estas escapadinhas bastante mais entusiasmantes. A performance, o rosnar do motor (de momento, não tenho catalisador, pelo que o som está mais, hum... ameaçador), a precisão e imediatez dos comandos (apesar de a direcção do Mx-5 ser um pouco mais directa), os ritmos mais elevados, e a tal sensação de que a traseira por vezes tem vontade própria acrescentam uma camada bastante rica de sensações quando decidimos explorar este pequeno desportivo.
Criticas de utilização à parte, o Mr-2 está-se a revelar uma criatura bastante mais completa e com mais sumo do que aquilo que imaginava. Exige mais do tipo atrás do volante, garantidamente. Vai de acordo com reviews que tenho lido ao longo dos tempos.
E, o melhor, consegue consumos bastante razoáveis.
Exceptuando um depósito com média de 12, efectuado enquanto esteve quase 1 mês na oficina a substituir os rolamentos de caixa (claramente muito tempo ligado a engrenar mudanças e a testar), as médias andam entre os 8,0 e 8,3, e não tenho andado propriamente a pisar ovos. É bastante mais fácil conseguir consumos a este nivel do que no Mx-5. A relação performance/consumo é claramente mais favorável.
Resumindo, apesar do desconhecimento geral que tinha do Mr-2, está-se a revelar uma das mais entusiasmantes decisões em cima do joelho que tomei, mesmo contando com o str€ss da caixa, e ter ficado sem bateria na 2ªa circular![]()
Bom post. Apenas posso falar do MX5, mas é isso mesmo que apontas - no entanto por ter potências semelhantes ao teu MR2 no meu já não noto tanto o que indicas de falta de potência - o meu conselho vai sempre para a versão 1.8 já por causa destas coisas.
Noto é a grande diferença nas médias de consumo. Isso são valores muito bons e que raramente ou nunca vi no meu. É mais 1 litro...para motores semelhantes.
O importante é que te estejas a divertir.
Se calhar a pergunta não será a mais adequada mas não chegaste a pensar o Celica 6 ou 7 ?
Boa review!
Eu acho que ter o comando dos vidros entre os bancos é a solução mais confortável. Pode não fazer muito sentido do ponto de vista da organização funcional, mas fica muito mais "à mão".
Bem... isto é que não tem jeito nenhum. Já pensaste em montar uns "amortecedores" para segurar a tampa da mala sem usar a vareta?
Por outro lado, com a capota para baixo, podes sempre olhar para o semáforo por cima do pára-brisas (dá para ganhar uns bons metros na linha de partida).
No MX-5 (pelo menos no 1.8 do NBFL que já tem VVT), também é possível fazer esses consumos sem ser a pisar ovos, mas tem que ser com uma maior componente extra-urbana. No final do dia, o motor do MX-5 já acusa um pouco o peso dos anos nesse aspecto (lembrar que os motores B6/BP apareceram em 1989).
Também acho que a posição dos comandos dos vidros até é bastante funcional no MX5...mas que não é a habitual, não é. É comum quem levo ao meu lado que não conheça o carro, andar um bocado a anhar à procura de como abrir o vidro
Sobre os consumos, olha que o que eu disse acima, média de 9,3, é precisamente com um desses com VVT![]()
Hoje em dia não é nada habitual, mas até alguns anos atrás era razoavelmente comum. Até meados/finais dos anos 90 era a norma em BMW e Mercedes, e havia muitas outras marcas com a mesma solução.
Eu sei. Se calhar é porque tu tens jantes 16" e eu 15"... ou fazes percursos mais citadinos que eu... ou então é simplesmente porque tu divertes-te mais do que eu...![]()
Quanto aos comandos dos vidros, sim, no Mx5 estavam melhor colocados. Mas se vocês têm o NB, se não estou em erro, os comandos dos vidros estão em posição mais avançada do que no NA, facilitando o uso dos mesmos.
Amortecedores para o capot deveria ser algo que os tipos da Toyota poderiam ter pensado. Nem sei quanto custaria essa alteração. Mas foi um pormenor muito mal "pensado" por parte deles. Sendo a bagageira tão pequena, acho que não contemplaram que se usasse muito a mesma, fazendo mais uso dos compartimentos por detrás dos bancos.
Sim, esse "truque" de ver os semáforos por cima do pára-brisas com a capota em baixo ja o fazia com o Mx-5. Cabeça totalmente encostada no assento, e olhos no céu. eheheh.
Quanto aos consumos, até no NA fiz mais baixo, mas só mesmo com estrada aberta e tiradas mais longas. Mas nas voltinhas mais curtas que costumam ser os meus percursos, confesso que os consumos estão a surpreender pela positiva. Mas, como referes e bem, o 1.8 do toyota é motor de concepção mais recente. Comparando com o meu NA, devem ter entre eles uma década de intervalo por altura da sua concepção. As primeiras variantes do 1ZZ apareceram em 1998, se não estou em erro.
Bem, o meu NA acabou com uma média global de 9.1 l/100. E eram apenas 1600cc e 90cv.Mas o motor já era "arcaico".
De qualquer forma, a prova de fogo será mesmo o... frio do inverno. O Mx5, no geral, aumentava a média à volta de 1l no inverno. Vamos ver como o Mr-2 se dá com o frio.
Cheguei a considerar a última geração do Celica, com o mesmo motor do Mr-2. Um carro que me intrigou, quando me sentei num, e encaixei de forma excelente no mesmo. Ainda melhor do que no Mr-2. Quase um fato à medida. Também é conhecido por ser um bom chassis, uma máquina excelente para se conduzir, apesar dos 143cv já serem um pouco curtos para o mesmo. Sempre são mais 240-250kg de lastro comparando com o rasteirinho. E a versão de 192cv gosta é apenas de altas, que apesar de apreciar andar no cume do conta-rotações, não é propriamente um modo de vida. Os preços eram mais elevados, o carro era maior, apesar de não precisar, e confesso, que o Mr-2 mexeu mais com os meus botões. O Celica acaba por ser proposta mais civilizada e competente, mas o Mr-2 acaba por dar uma dose extra de excitação e drama, seja pelo layout, pelo peso mais comedido, ou por estar mais próximo do chão. Não o uso diariamente, e não tenho as necessidades mais utilitárias que muitas pessoas precisam de um automóvel, pelo que me foco mais no factor "fun". O Mx-5 mostrou-me que a criança dentro de mim ainda gosta e precisa de brinquedos. O Mr-2 continua a "mimar" a criança![]()
Última edição por crash : 12-10-11 às 00:41:10
Mais um pequeno update.
Aproveitando o ultimo dia antes dos talões de desconto terminarem o seu prazo na BP, atestei o carro mais cedo. Deu 8.6 de média, com grande parte dos percursos a serem curtos.
Também tive de colocar óleo. Reparei que o nivel estava a meio. Levou com 1 litro e mesmo assim não deu para chegar ao nivel máximo. Vou ter de comprar outra garrafinha. Pouco mais de 2000kms feitos e estar a consumir óleo assim não me cheira a coisa boa. Vou continuar a observar a coisa.
Outra coisa que tomou a minha atenção foi o diferencial.
Existem muitas rotundas na minha zona, e apesar de não andar como um hooligan a fazê-las todas de lado, já notei que ao virar para a esquerda, o diferencial faz barulho que não se nota a virar para a direita. Não me parece que seja algo natural. Para os outros possuidores de carros com LSD notam essas diferenças?
de resto, apesar da chuva ter regressado (a capota revelou-se 100% estanque, que é algo que não poderia dizer do Mx5, eheh) fomos brindados com um fim de semana solarengo. Temperaturas amenas, capota para trás e curtir o som rouco do escape.
Tal como no Mx5 que tinha, sinto-me tentado a fazer o caminho mais longo e curvilineo para o meu destino. Mas o Mr2 ainda me convence mais depressa. A mistura de 50cv extra, dando a performance que faltava ao Mx5, uma banda sonora mais apelativa e um chassis que inspira confiança, e que permite ritmos bastante elevados, tem sido uma droga dificil de resistir.
Apesar de o Mr2 ser mais delicado nos limites segundo as reviews, quando "ataco" uma estrada, inspira confiança q.b. para subir o ritmo. Não o faço a extrair 100% do carro. Ainda tenho uma coisa chamada consciência (kit de unhas, estrada pública, não tenho muitas tendências suicidas, eheh).
Mas mesmo andando em ritmos bem apressados, o carro apresenta niveis de grip elevados, cativa-nos a manter o ritmo e até aumentá-lo. Dá pica. O carro foi feito para aquilo. É a sua zona de conforto. Parece que tudo funciona melhor no carro quando aumentamos o ritmo.
A velocidades baixas, a suspensão não é a mais confortável, passando pelas irregularidades com alguma secura, mas atacamos o mesmo percurso a velocidades mais altas, e a suspensão parece tornar-se bastante mais complacente com a estrada. É estranho. MAs a fluidez adquirida é bastante apreciada.
É pena não ter possibilidade para explorar mais a fundo este carro mais vezes. Seja por falta de tempo ou de guito (combustivel está caro, porra), mas, tendo em conta o destino, já me vi à procura no Google Maps, por estradas que possam oferecer um palco mais interessante para o Mr-2 brilhar, no caminho para lá.
Se tudo correr como planeado, para o próximo mês devo substituir pneus e alinhar direcção. Os pneus estão um pouco lambidos, e a chuva está aí à porta, além de que os pneus da frente nem têm a medida correcta para o carro; e a direcção também deve precisar de uns toques, já que, quando entro num parque de CC qualquer, mesmo andado em frente, ouve-se os pneus da frente em fricção com o piso, como se tivesse a curvar.
Nunca notei nada do género. Do que tenho lido por aí, o diferencial (é um Torsen, certo?) é algo muito resistente, pelo que à partida procuraria pelo problema noutro lado. Talvez um rolamento numa roda?...
Realmente, este género de carros ficam muito mais felizes a serem conduzidos com algum... hum...espírito.Então quando estamos no pára-arranca quase que se consegue ouvi-los a dizer: "Tira-me daqui! Vamos embora passear!
"
Isso já acho muito estranho... Ter a direcção desalinhada ao ponto dos pneus chiarem quando andas a direito não me parece nada saudável. Acho que deverias ver isso o mais rapidamente possível.
vangloriar uma marca por outra porque uma bateria entregou a alma ao criador...
pelo menos não ando a perder partes da admissão pelo caminho
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"entretantos"....
hoje tive um pequeno episódio com o carro do Mitch. Não o Stilo Abarth que aparece na imagem do seu perfil, mas o seu actual carro, um Punto HGT.
Já expressei em diversos tópicos a minha apetência pelos pequenos otto italianos. Mesmo pequenos 1.2 com 80cv, são motores bastante viciantes quando se trata de pedir algo mais deles. A sonoridade é cativante q.b., e quanto mais rotações pedimos deles, mais eles parecem querer dar.
Sou um grande fã do motor do HGT. Uma disponibilidade muito forte em baixas e energia sempre em crescendo até ao redline. 1750cc para 130cv e uns 1050kg. Dito isto, confesso que não sou grande fã do carro em si.
hoje deu para ver o que valia o 1.8 de 143cv do meu rasteirinho contra o italiano. O meu carro é mais leve umas dezenas de quilos, tem mais 50cc e 13cv. Coincidência, ambos os carros contam agora com 11 anos de idade.
E a conclusão é que não tive pulmão para o HGT.
Pela primeira vez desde que tenho o carro, vi a agulha a ir ao redline, e ao ver o taquimetro a bater nas 7000, em 3ª, já com velocidades bem elevadas, o HGT nunca parou de ganhar distância. Que sacana de motor.
Para quem gosta deste tipo de brinquedos, podem encontrar este motor no Barchetta, e é sem dúvida um dos seus grandes trunfos.
O Barchetta também não se deixa ficar e não dá hipóteses aos Mx5 1.8 e ao meu. Grande motor mesmo.
Não deixa de ser curioso este resultado, quando os 90cv do meu anterior Mx5 deixaram envergonhados os 170 de um Stilo Abarth a puxar uma 2ª
O motor do Toyota tem um duplo carácter. Mostra o seu melhor a partir das 3000. Abaixo das 3000 é um tanto ou quanto murcho. Permite ritmos rápidos, é silencioso e torna-se um bom companheiro para o dia-a-dia e não são precisas mais que 2500/3000rpm para os trajectos mundanos que efectuo. Mas poderia responder melhor em baixas.
Tal como o Mx5, que ainda tinha umas baixas piores, enrolando e engasgando-se, a solução passou por comprar um filtro de ar cónico da K&N, que permitiu atenuar o estrangulamento que o motor parecia ter em baixas. Estou a considerar uma aquisição semelhante para o Mr2.
No entanto, acima das 3000, deu para notar uma certa resistência em subir de regime entre as 3000 e tal e as 5000 e pouco. Talvez precise de mais uns "esfreganços" para soltar o motor convenientemente. Ainda não tive oportunidade de fazer uma viagem longa com o carro, e tirar-lhe "o carvão".
O que também deu para verificar, é que o consumo de óleo que me parece algo elevado, já poderá ter uma razão lógica. Quando começa a sair fumo azul do escape não pode ser bom sinal![]()
Vende o carro, antes que te leve à falência....
Além do que já reparaste, há consumo de óleo, barulhos no diferencial....eu não arriscava....
Gosto de ler as tuas dissertações sobre o brinquedo, principalmente por que tenho um parecido.
Cheguei a experimentar um Barchetta no período de escolha, e realmente aquele motor tem uma alma muito especial. Achei-o mais "cheio" do que o do MX5 1.8.
Quanto ao consumo de óleo e fumo azul pelo escape, acho que tal como o TiagoLeal avançou, pensava em desfazer-me desse exemplar e arranjar outro.
No meu, tenho uma reparação no diferencial para fazer (semelhante à que fizeste na caixa) e por vezes penso se não será preferível troca-lo...
Boa sorte
Fumo azul não é de facto bom...o que bate certo com o consumo de óleo. Mas é muito? Sempre ou só mais a quente/depois de puxar?
Sobre os comparativos, já fiz há uns tempos com um Barchetta e de facto nas saídas o 1.8 da Fiat não dá hipótese...e são menos 16cvs. no seu pico máximo - o problema é que o rwd faz dissipar alguma potência, e depois é a forma como o 1.8 da Mazda a entrega
Tenta fazer um teste de compressão. Acho que não é algo muito caro, e assim podes confirmar se o motor está mesmo a queimar óleo, e descobrir por onde é que o óleo está a entrar na câmara de combustão.
Em resposta ao "fumo azul"
antes de entrar por medidas mais drásticas, vou ver qual o diagnóstico por parte do mecânico.
Em relação ao fumo azul parece não ser muito. Mas verdade seja dita, nunca tinha reparado. Não fosse o Mitch atrás de mim e continuaria perfeitamente a leste. Apesar do consumo algo exagerado de óleo já me ter posto em alerta.
Nos fóruns dedicados ao modelo, é comum estes exemplares iniciais necessitarem de mudarem de segmentos, explicando o consumo excessivo de óleo. Os segmentos originais têm tendência a ficar ovalizados. Ainda estava com esperança que o dono anterior tivesse tratado disso. Da mesma forma que retirou os pre-cats, também já poderia ter lidado com esse pormenor. Provavelmente a forma que ele encontrou de lidar foi mesmo vender o carro
Em relação ao teste de compressão, vou seguir essa sugestão. Certamente o mecânico irá propôr o mesmo, antes de ser necessário ir buscar os bisturis.
No caso do Mx5, sim, acredito que o RWD acabe por dissipar mais cavalos, ao ter que percorrer um longo caminho até chegar lá atrás.Sobre os comparativos, já fiz há uns tempos com um Barchetta e de facto nas saídas o 1.8 da Fiat não dá hipótese...e são menos 16cvs. no seu pico máximo - o problema é que o rwd faz dissipar alguma potência, e depois é a forma como o 1.8 da Mazda a entrega
Mas no caso do Mr2, e tal como o Punto/Barchetta, tenho o motor em cima do eixo motriz.
O motor deste HGT em especifico, tem apenas uma admissão distinta da original. Talvez o Mitch apareça aí e especifique melhor.
Também já teve um escape não original, que em conjunto com a admissao, dava-lhe ainda mais pulmão. Actualmente está com o escape de origem, para bem dos meus ouvidos
Mas mesmo em estado 100% original, o motor da Fiat continua a ser um "pequeno" portento, dando bastante trabalho a motores equivalentes ou teoricamente superiores.
Mesmo colocando a performance pura de lado, é um motor sempre mais interessante de usar, com um carácter bem mais nervoso. Bastante mais compativel com o carácter rebelde destes pequenos sports-cars.
Acho que fazes bem em não deitar já a toalha ao chão, trata de saber o que realmente se passa para depois decidires se vendes e vais buscar um MX-5 1.8.
Quanto ao comparativo, estive a fazer comparações nas performances e de facto esse motor Fiat apesar de ter menos potência, ganha aos japoneses (MX-5 e MR-2) nas reprises, o que é de facto curioso visto que os carros são mais pesados e supostamente com menos potência.
Entretanto, lembrei que aqui há uns tempos entrei num "despique amigável" com um Punto GT (que é bem superior ao HGT) e o que é certo é que ele não fugia muito do meu MX-5 mas aqui também podem haver "n" factores.
Isso não é bem assim, a diferença teoricamente são 1 ou 2 decimas dos 0-100 e o binario do turnibado. O que na pratica nao se traduz em nada, pois as performances em recta são iguais. Em curva o HGT é muito melhor devido ao chasis mais evoluido, jantes maiores e controlo de tração. Em dois carros stock:
HGT vs GT - YouTube
Quanto ao MR-2 conhecia um tipo da minha terra com um todo tunnado, verde florescente, e tambem fazia fumo azul quando ele fazia arranques à ze do boné, o carro acho que está parado à 4 meses num mecanico. Tem cuidado com isso.
Foi efectuado um teste de compressão e está tudo ok.
Mas como o mecânico disse, uma coisa não implica necessariamente a outra.
O que se descobriu foi que o carro estava seco...
Faz uma semana coloquei 1 litro de óleo e hoje foi colocado mais 1,5 litros.
Como é possivel?
Ou a vareta dá-me indicações erradas, ou o carro já veio para as minhas mãos incorrectamente atestado.
Não se viu nenhum fumo azul.
tendo em conta que foi o Mitch que reparou nisso, e foi logo após o nosso "tête a tête", e acrescentando a ausência de catalisador, será que o fumo azul não era afunal preto e não foi apenas o libertar de carvão?
Tou meio perdido com esta situação, pois não encontro a origem de nada. E o motor parece funcionar de forma excelente, sem queixumes nenhuns.
As próximas semanas serão de vigia, sobretudo ao nivel do óleo. Espero conseguir verificar se o consumo é realmente alto, ou se não tinha óleo suficiente de inicio.
Experimentar também "apertar" com o carro mais umas quantas vezes.
O Mx5 quando veio para as minhas mãos estava bastante preso. Pouco tempo depois de o comprar, 300km "pata a fundo e fé em deus", numa deslocação ao norte, fizeram maravilhas pela resposta do motor.
Com o Mr2 ainda não tive oportunidade de fazer uma viagem longa, a ritmos mais vivos para soltar convenientemente o motor. Acho que está a precisar para limpar de vez o carvão.
De resto, o carro continua excelente. Eliminei um ruido parasita ao apertar um parafuso que prende o corta vento no lugar
Conduzir à chuva, por vezes tem sido uma experiência algo enervante.
Fosse no ic19 e no ic17 (odivelas), a velocidades entre 80 e 100km/k, e se temos de curvar, ao iniciar o processo, a percepção é de que a traseira não tem tracção, com o carro a parecer querer deslizar. No entanto, se acrescentar um pouco mais de direcção, essa percepção desaparece e o carro parece encontrar o grip necessário. Estranho.
Ainda hoje de manhã com piso molhado, no ic17, ainda tive um pequeno susto, com o rabo do carro a querer segur um caminho diferente da frente. Mas neste caso em particular, quando olhei para o velocimetro, deu para perceber o porquê. Por vezes um tipo distrai-se. Cuidadinho a todos.
Última edição por crash : 05-11-11 às 11:31:04