Ver post singular
Antigo 22-10-05, 00:35:33   #11 (link)
Grilo
Piloto de Testes
 
Grilo's Avatar
 
Data de Registo: Aug 2005
Localização: SP, Brasil
Posts: 3,448
Poder de avaliar: 0
Grilo tem a reputação em construção
Por Defeito

Finalmente, depois de muita espera, a Toyota Hilux SW4 já está disponível (no Brasil):

Toyota Hilux SW4
Jipão argentino chega ao Brasil sem modéstia



De olho na liderança do mercado de SUVs médios no país, segmento com poucas ofertas por aqui, a Toyota lançou nesta quinta-feira (20), em Atibaia (SP), o segundo integrante do projeto IMV (International and Inovative Multiutility Vehicle), o novo Hilux SW4. O modelo é o primeiro utilitário esportivo da marca a ser produzido no Mercosul. Fabricado na unidade de Zárate, em Buenos Aires, na Argentina, o veículo traz sob o capô propulsor 3.0 Turbodiesel Intercooler D4-D, de 163 cavalos de potência a 3.400 rpm, o mesmo que equipa a picape, e vem em versão única de acabamento, batizada de SRV.

De acordo com a empresa, apesar do preço – a versão mais em conta, com câmbio mecânico de cinco marchas, pode ser adquirida por R$ 140.800, e a mais cara, com câmbio automático e bancos de couro, sai por R$ 149.000 –, a expectativa é de comercializar no Brasil cerca de 10 mil unidades/ano, a partir de 2006; meta ambiciosa, tratando-se de um segmento que deve fechar o ano com apenas 6.700 unidades vendidas. Para o ano que vem, a expectativa da companhia é de que o segmento totalize aproximadamente 12.700 unidades emplacadas, sendo 80% representado pelo novo jipe.

ESTILO
Na esteira do sucesso conquistado com a picape Hillux no mercado brasileiro, a Toyota resolveu manter, no utilitário esportivo SW4, as mesmas linhas modernas e arrojadas de seu irmão. Olhando de frente, os dois veículos são praticamente idênticos. Ambos trazem frente inclinada, pára-choque robusto, faróis multirefletores de duas lâmpadas, grade de desenho horizontal e faróis de neblina em formato circular. As maiores diferenças, obviamente, ficam para as laterais e para a traseira.

Lateralmente, os destaques ficam por conta da linha de cintura alta da frente até a traseira, da coluna C com desenho inclinado que, em conjunto com os pára-lamas, as rodas de liga leve de 16 polegadas e os estribos, garante maior esportividade ao modelo. Os espelhos retrovisores e as maçanetas são da cor da carroceria. Na traseira se sobressaem as lanternas multirefletoras, com design inovador, que se prolongam pelas extremidades laterais, além de invadir a tampa do porta-malas. O carro traz ainda spoiler traseiro, contendo a terceira luz de freio, e ampla porta do bagageiro para facilitar o acesso.

Do lado de dentro, o acabamento e o amplo espaço garantem bom nível de conforto. O modelo vem com painel de instrumentos ergonômico, em dois tons, e detalhe cromado sobre o conjunto de instrumentos, composto por três aros. Além disso, o console central inclui o mostrador do computador de bordo de oito funções (relógio, temperatura externa, consumo médio e instantâneo de combustível, velocidade média, tempo de viagem, autonomia e bússola) e logo abaixo vem o sistema de áudio para seis discos, que possibilita a leitura MP3. O jipe traz ainda ar-condicionado com controle digital.

DESEMPENHO
Apesar do fabricante não ter disponibilizado trechos fora-de-estrada (seu habitat natural) para avaliação do novo utilitário esportivo, deu para perceber que na estrada – local onde testamos o Hilux SW4, nas versões mecânica e automática, por cerca de 50 quilômetros –, o modelo é esperto, tem boa estabilidade, apesar do tamanho, e garante primoroso conforto. Se não foi possível avaliar a força da tração permanente 4x4 e nem os ângulos de entrada e saída do jipão de luxo, pelo menos, deu para descobrir que, para aqueles consumidores endinheirados, que utilizam estes veículos apenas como um automóvel de passeio, a compra vale a pena.

expectativa de que o motor de 3.0, com 4 cilindros em linha, 16V, DOHC Turbodiesel Intercooler, de 163 cv a 3.400 rpm, não daria conta do recado não se confirmou. Na pista, o propulsor mostrou sua força e revelou seu excelente torque em baixas rotações. De acordo com números do fabricante, o torque máximo é de 35 kgfm entre 1.400 e 3.200 rpm, números que garantem tranqüilidade durante as mais difíceis ultrapassagens. As retomadas em quarta e terceira marchas também são satisfatórias, tendo em vista o tamanho e o peso do jipão argentino. O modelo mede 2,51 metros de comprimento, 1,47 metro de largura, 1,21 metro de altura e 2,75 metros de entreeixos (medida que garante excelente espaço interno para todos os passageiros).

Outro ponto forte fica por conta do conforto proporcionado pelos assentos e pelo baixo nível de ruído dentro do habitáculo. Apesar da grande área envidraçada, as modificações realizadas na carroceria, visando diminuir o coeficiente aerodinâmico, garante uma direção tranqüila e agradável. O tradicional nível de ruído proporcionado pelos propulsores diesel é quase imperceptível com os vidros fechados, característica presente também na versão picape. Os pontos negativos ficam por conta da falta de controle eletrônico dos assentos dianteiros e pela ausência de sistema de monitoramento da pressão dos pneus, obrigatório em mercados como o norte-americano.

Apesar da falta deste sistema, o reforço praticado no chassi, para diminuir as torções, a nova suspensão traseira e o sistema de freios, com ABS nas quatro rodas, garantem a segurança dos ocupantes. Apesar da montadora não divulgar números de consumo, velocidade máxima, entre outros, deu para perceber que a versão automática demora um pouco mais para responder frente a versão mecânica. Mesmo assim, nada que chegue a incomodar.

MERCADO
Para comprovar o otimismo do fabricante japonês com seu novo rebento, executivos da empresa anunciaram investimento de US$ 70 milhões na unidade argentina de Zárate, para aumentar a capacidade produtiva da planta de 45 mil unidades/ano para 65 mil unidades/ano, a partir do ano que vem. Além do mercado brasileiro, a nova SW4 será exportada para toda América Latina, Caribe e México. Até o final deste ano, a expectativa da Toyota é de comercializar 2.200 unidades no país. O modelo, que chega às revendas neste sábado (21), conta atualmente com índice de nacionalização que beira os 70% e a intenção é elevar esse índice nos próximos anos.

[u]Ficha técnica Toyota Hilux SW4 SRV 4x4 </u>
Motor Dianteiro, longitudinal, turbodiesel, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, com sistema de injeção direta e eletrônica de combustível “common-rail”
Cilindrada (cm³) 2.982
Potência (cv) 163 a 3400 rpm
Torque (kgfm) 38,5 entre 1400 rpm e 3200 rpm
Taxa de compressão 17,9:1
Câmbio Manual de cinco marchas ou automático de quatro velocidades com regulagem eletrônica (ECT)
Comprimento (m) 2,17
Largura (m) 1,84
Altura (m) 1,85
Entre-eixo (m) 2,75
Capacidade de carga (kg) 635 (M) e 595 (A)
Peso (kg) 1.880 a 1900 (M) e 1900 a 1.915 (A)
Suspensão Independente, braços duplos triangulares, molas helicoidais e barras estabilizadoras na dianteira; 4-link, 4 pontos de fixação, e molas helicoidais na traseira
Freios Discos ventilados na dianteira e a tambor com LSVP (válvula proporcionadora sensível à carga) na traseira. ABS nas quatro rodas
Tanque (l) 65
Vão livre mínimo do solo 220 mm
Ângulo de ataque 30º
Ângulo central 23º
Ângulo de saída 25º
Inclinação máxima 43º
Preço a partir de R$ 140.800

Será Lançado na Europa em 2006
Grilo está offline   Responder com citação